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Pequenas coisas deste pequeno mundo

por Vítor Cunha, em 06.01.07
Anda por aí uma pequena polémica sobre a garantia (ou não) do «anonimato» de possíveis senhoras que - caso a Lei mude por força de um referendo que ainda não se fez e de que, portanto, se desconhece o resultado -, pretendam abortar em instituição pública. Uma de três: os donos da discussão ou querem fazer de nós parvos, ou são parvos, ou não são bem intencionados.

O aborto, naquele eventual caso, passará a ser um acto médico como qualquer outro. Os actos médicos, por definição, são matéria reservada. As fichas clínicas dos doentes não são matéria pública e os médicos têm dever profissional de sigilo.

Não faz sentido que este procedimento clínico não seja registado, até por razões de saúde das senhoras (ou meninas) abortistas e da relevância que o acto tem nos histórico clínico.
Não se percebe, pois, o sentido de «anonimato» neste contexto. Significará ausência de registo? Mas é possível praticar actos clínicos legais sem alguma espécie de registo? Como se controla do ponto de vista fiscal ou administrativo? «Tá» tudo doido?

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comentários

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De cristina a 07.01.2007 às 12:14

será inocente? cogitando...

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