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special one

por Rui Castro, em 17.07.08

O primeiro-ministro, sr. José Sócrates, em comentário à revisão em baixa que o Banco de Portugal fez relativamente ao crescimento económico e outros indicadores, desculpou-se (mais uma vez) com a crise internacional. No fundo, optou por lavar as mãos, rejeitando toda e qualquer responsabilidade por tal facto. Afirmou ainda, com a arrogância que lhe é tão característica, que era impossível prever o rumo que a crise tomou. Em parte, não posso deixar de lhe dar razão; é evidente que um Governo incompetente como aquele a que o primeiro-ministro preside, apesar de com ele não se confundir (lembro a questão da isenção do IA para os veículos eléctricos), é incapaz de prever seja o que for. Só isso explica que, já este ano, em plena crise, Sócrates tenha aparecido a vangloriar-se da situação económica vivida em Portugal, anunciando uma baixa do IVA. O que Sócrates não explicou, desconheço se por ignorância ou má fé, foi a razão do FMI ter conseguido prever que o crescimento em Portugal seria bem inferior ao anunciado pelo Governo, aproximando-se dos valores agora anunciados pelo Banco de Portugal. Mais, com a maior das latas, Sócrates conseguiu ainda desqualificar todos aqueles que andam há meses a prever a subida do preço do petróleo, qualificando-os como "profetas da desgraça", quando, na realidade, devia ter posto a mão na consciência e assumido que ele próprio se tinha revelado incapaz de interpretar os sinais que os mercados vinham a dar há já bastante tempo. Alguém devia avisar o nosso primeiro-ministro que, para manter a postura arrogante que ele tanto preza, tem de haver um mínimo de competência, qualidade de que Sócrates e demais Governo objectivamente não beneficiam.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Jeronimo a 18.07.2008 às 14:43

Tanta demagogia e/ou ignorância ... Até parece que noutros países a crise foi devidamente antecipada e foram tomadas medidas preventivas. Até parece que os outros países sem os problemas endógenos apontados a Portugal (e que persistem há décadas, não são novos), foram menos impactados com a crise... E finalmente, para se ser honesto tem que se contestar os passos dados justificando e apontand alternativas. Mas isso dá mais trabalho e as pessoas não têm paciência para ler.

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