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às armas

por Rui Castro, em 27.08.08

A tese, maioritariamente afirmada pela esquerda, que defende que a criminalidade tem na sua génese carências sociais ligadas à emigração ou à pobreza, para além de não fundamentada, constitui uma ofensa para todos aqueles que, apesar dos escassos ou inexistentes rendimentos, optam por viver dentro da lei. É também uma forma de contestar o apoio às polícias que a direita sempre reclama em momentos de maior alarmismo social. Independentemente da demagogia a que uns e outros recorrem nestas ocasiões, é pena que se desperdice a oportunidade para falar das, em minha opinião, reais causas do problema. Por um lado, uma deficiente prevenção, resultado de uma péssima gestão dos recursos existentes (como muitos têm afirmado, não é necessário mais polícias, mas sim melhor afectação/distribuição dos que já existem). Por outro lado, uma ausência de punição, em consequência de uma justiça que não existe (este será, porventura, o maior dos nossos problemas). Enquanto continuarmos a "comer e calar" propostas, como a do procurador, que defende a criação de equipas especiais para resolver o assunto (viu-se o que aconteceu no caso Maddie, no Apito Dourado e na Casa Pia), tudo ficará na mesma. Depois admirem-se se a populaça começar a pegar em armas e a fazer justiça pelas próprias mãos. Já estivemos mais longe.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Dinis a 28.08.2008 às 23:28

Caro Miguel Ferreira: Não é frequentador desta casa seguramente. Fosse e teria percebido que os insultos estão, regra geral, nos post's e não nos comentários. Os comentários podem, aqui e ali, recorrer ao mais brejeiro calão luso mas dificilmente atinjem aquilo que designa por insulto. Insultuoso é dizer que a esquerda defende a tese não comprovada da relação directa entre condições sociais e criminalidade. Não é a esquerda é um facto. Objectivo. Suportado pelo Observatório da Segurança e por milhares de relatórios. Confrontado com este, isso sim, insulto do Rui Castro, elaborei, assim muito de repente, uma fábula onde o ARGUMENTO, assentava numa nova criminalidade: a perpretada por elites sociais. Pronto. Moral da hitória: acho que é um ser humano muito sensível. Eu respeito a sensibilidade apurada. Só já não gosto é que fale em "tristeza" da falta de argumentação. Essa, meu caro, é toda devolvida à procedência. Quem não arriscou argumentação absolutamente nenhuma foi vossa excelência.
Eu, malgré tout, disse algumac coisa.Já agora, qual foi a parte que achou assim particularmente insultuosa?

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