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coisas simples que eu não consigo entender

por Rodrigo Moita de Deus, em 04.09.08

 

 

Novo alerta para a falta de médicos na Alfredo da Costa

 

Fiz umas contas gordas. De 1996 a 2007 o número de partos no SNS terá caído 11%. No mesmo período o número de médicos obstetras aumento 18%. Mais médicos. Menos partos. E em 1996? Também não havia?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De J a 04.09.2008 às 10:48

é o que dá ler notícias na TVI e não ser rigoroso nos cálculos. Até no Correio da Manhã se pode ler "De acordo com a rádio TSF, a crescente procura pela maternidade, face ao fecho temporário das urgências de obstetrícia de Vila Franca de Xira, desde o dia 14 de Julho, e agora do Hospital S. Francisco Xavier, levou a que a unidade esteja à beira da ruptura.". E a evolução de partos na Alfredo da Costa qual foi? Se calhar é um dado importante não?
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De Rodrigo Moita de Deus a 04.09.2008 às 21:51

Caro amigo,

Dado importante? E pensar onde estão e o que estão a fazer os médicos dos serviços temporariamente encerrados? Então transferem os partos e não transferem o pessoal.
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De J a 05.09.2008 às 15:56

Caro Rodrigo,

Não estou em desacordo com a ideia de base. Não disse que a trupe dos médicos e a organização do SNS era inocente . Não gosto é de ver números atirados para o ar sem uma uma análise mais cuidada. Mas isto sou eu...
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De J a 05.09.2008 às 16:00

Houve nitidamente uma associação perniciosa - o facto de a MAC estar em ruptura e outra questão que é nacional com a suposta falta de médicos. que existe talves pelo tempo que passam na actividade privada. talvez devêssemos falar em homens-mês (real em tempo e não em termos de tempo contabilizado para honorarios) e não em número de médicos
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De J a 04.09.2008 às 10:48

Hum...será que a escolha da notícia com poucos dados foi inocente?
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De Minhoto a 04.09.2008 às 12:12

Têm nascido muitos gémeos, é a única solução possível!
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De Bruno - Planetas a 04.09.2008 às 12:31

1- Reforma de Médicos
2- Fuga para o privado
3- Absentismo puro e duro
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De Ana Matos Pires a 04.09.2008 às 14:33

Fazer partos não é a única competência da especialidade de Ginecologia/Obstétricia, Rodrigo.
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De Rodrigo Moita de Deus a 04.09.2008 às 21:52

Em 1996 também não, querida Ana. Só apanhei números absolutos da categoria.
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De Ana Matos Pires a 04.09.2008 às 22:15

Pois não, Rodrigo, mas procure lá o número de consultas de infertilidade que eram feitas na MAC em 1996, o número de ivg's que eram feitas na MAC em 1996, o número de consultas de gestações de alto risco que eram feitas na MAC em 1996, o número de epidurais que eram feitas na MAC em 1996 - os anestesistas também contam para o número de médicos da instituição -, os valores dos indicadores de qualidade de saúde materno-fetal em 1996 e 2007 na MAC – os neonatalogistas (pediatras) também contam para o número de médicos da instituição-, a população que a MAC tinha anexada em 1996 e em 2007 - há, como sabe, uma política de sectorização por área de residência nos diferentes serviços do SNS de uma detrminada zona do território, cuja distribuição sofreu alterações entre 1996 e 2007-, and, so, and so, and so.

Ps: Estava só a tentar ser simpática, meu querido amigo, e a tentar contribuir para uma melhor compreensão destas “coisas simples” que o Rodrigo diz não entender
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De Rodrigo Moita de Deus a 04.09.2008 às 23:06

Mas eu não me estava a referir ao caso da maternidade alfredo da costa. Ainda em Agosto o HSFX fechou a urgência pela mesmíssima razão.

É evidente que não podia olhar para o caso da MAC de forma separada. As contas que fiz são totais nacionais.

Mais depois quem a oiça ainda vai pensar que o número absoluto de médicos não aumentou. E que o número absoluto de partos não desceu. Menos partos. Mais médicos. Se os médicos andam a trabalhar mais nos privados ou a receber ordenado em serviços "temporariamente encerrados" isso é algo que continuo sem perceber.
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De Ana Matos Pires a 04.09.2008 às 23:45

Então vamos lá olhar para o todo nacional, Rodrigo.

"COMISSÃO NACIONAL DE SAÚDE MATERNA E NEONATAL (Março de 2006)

Recursos Humanos
1. O número de profissionais e sua distribuição pelos HAPD está actualmente genericamente equilibrada, embora exista um número elevado de profissionais cuja idade permite dispensa dos Serviços de Urgência. (Relatório CNSMN 2004)
2. A formação de Obstetras tem sido insuficiente nos últimos anos, provocando uma erosão sucessiva e não permitindo actualmente compensar o número de aposentações.
3. Há serviços de HAPD que podem entrar em ruptura se o recrutamento de profissionais não for regulado e não se desenvolverem com urgência programas de formação.
4. Há défice de anestesistas para garantir a anestesia epidural em muitos HAP. (Relatório CNSMN 2004)"

Recordo que depois dos 55 anos os médicos do SNS deixam de estar obrigados a prestar serviço na urgência.
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De Rodrigo Moita de Deus a 05.09.2008 às 00:01

Ana, Ana, Ana, a pergunta continua válida: e em 1996 estes problemas todos não existiam à mesma?
E no entanto o número de partos baixou. E no entanto o número de médicos aumentou. A formação de obestetras é insifuciente por causa da concorrência do sector privado. provavelmente será melhor tratarmos definitivamente da exclusividade, ou não?
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De Ana Matos Pires a 05.09.2008 às 00:20

Não eram tão significativos, Rodrigo, garanto-lhe, a pirâmide etária dos médicos portugueses é muito pouco piramidal - 1985 (ou 86, não recordo com exactidão) foi o ano em que menos alunos entraram nas diferentes faculdades de medicina do país. Relembro-lhe que os privados não têm idoneidade para formar especialistas, toda a formação pós-licenciatura, em medicina, é feita no SNS, a concorrência dos privados faz-se com a saída de médicos já especialistas.
Quanto à questão da exclusividade, estou consigo, é de avançar.
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De Ana Matos Pires a 05.09.2008 às 00:47

Sobre exclusividade, Rodrigo, assino de cruz este texto do Manuel Antunes http://dn.sapo.pt/2008/08/24/opiniao/exclusividade_apenas_dedicacao.html

(grrrrrrrrr, o que V. me faz fazer, desgraçado... a minha simpatia pelo personagem é, digamos assim, piquirritxa)
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De Rodrigo Moita de Deus a 05.09.2008 às 00:54

agora sim, estou feliz!
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De Rodrigo Moita de Deus a 05.09.2008 às 00:56

Havia outros. E piores. Estive a ver os numeros da ordem dos médicos. e a diferença, na especialidade, são mais 300 médicos. 300.
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De blogdaping a 04.09.2008 às 14:47

Mas, quem é que ainda tem a lata de nascer em Portugal ???
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De Anónimo a 04.09.2008 às 15:51

É o poder da Ordem dos Médicos:
O importante é exista falta de médicos, só assim é possível a manipulação do sistema de saúde. Poucos médicos, vão aos serviços rápidamente (é lá que fazem curriculo), depois vão a correr para o privado (é lá que fazem dinheiro). Se as listas de espera forem imensas tanto melhor, pois nesse caso tornam-se absolutamente fundamentais nos hospitais (mas com calma), e têm os consultórios e clínicas cheios de quem tem dinheiro para não esperar.
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De blogdaping a 04.09.2008 às 16:12

Completamente de acordo !!!
Mas..., se algué ( Ministro ) quer tocar nos intocáveis !!! É arrogante é ditador e há que dimitir tal figura, porque não lhes dá as mordomias que querem !
Não há por aí um Marquês de Pombal ?
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De Anónimo a 04.09.2008 às 16:13

Demitir.... !
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De blogdaping a 04.09.2008 às 16:17

Falta de correcção de algué !!!
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De Anónimo a 04.09.2008 às 16:13

Demitir.... !
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De blogdaping a 04.09.2008 às 16:14

Óbviamente, mas a correcção já tinha ido !
mas, obg. na mesma !
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De hajapachorra a 04.09.2008 às 17:19

E os abortos, quem os faz? a Ana Drago do vão de escada? É nisso que andam ocupados muitos 'médicos' da Alfredo da Costa.
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De z a 05.09.2008 às 04:02

Rodrigo,
como acredito que saiba, no dia 11 de Fevereiro de 2007 foi feito um referendo sobre o aborto livre, onde o sim ganhou.

Com base nesse referendo o governo liberalizou o aborto até as 10 semanas (que com sorte e uns cálculos bem feitos, podem ser 12).

A MAC é dos sítios com menos objecção de consciência e onde a direcção defende o aborto.

Agora percebe o que mudou desde 1996? (e não se faça de santo e não me diga que n tinha percebido ainda)
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De Rodrigo Moita de Deus a 06.09.2008 às 00:02

Percebo o que quer dizer mas prefiro nem acreditar. Prefiro. Por isso digo e repito que o problema não é da maternidade mas da gestão do sistema.

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