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permitam-me um parentesis

por Rui Castro, em 16.09.08

Unicamente para qualificar como NOJO o artigo de opinião que Soares escreveu hoje no dn:

"(...) O Papa em visita à França, republicana e laica, onde há apenas cerca de 10% de praticantes católicos foi um acontecimento. Foi recebido pelo mediático casal presidencial Carla Bruni e Sarkozy - muito fotografado e filmado com os seus anfitriões - falou a umas centenas de intelectuais, políticos e empresários, reunidos no Colégio dos Bernardinos, em pleno Bairro Latino e rezou perante 250 mil pessoas. Disse, entre outras, duas coisas importantes: "É preciso uma nova laicidade" (Porquê? Não basta a definida no Concílio Vaticano II?); e a Igreja "pode ajudar a dotar de moralidade o capitalismo financeiro globalizado" (Como? Não explicou). De qualquer modo, teve mais sucesso do que quando esteve na sua terra, a Alemanha. 

Por seu lado, Sarkozy, falando ao gosto do seu interlocutor, adjectivou a laicidade, chamando-lhe positiva (porquê?) e disse que "prescindir das religiões (no plural) é uma loucura e um ataque à cultura". Esqueceu-se que muito mais de 10% da população francesa é agnóstica ou mesmo ateia e, entre ela, seguramente, está a maioria dos segmentos sociais mais cultos e intelectualizados..."

Realço a última frase, reveladora da arrogância intelectual do autor e que pode bem ter constituído uma das principais razões para a sua estrondosa derrota nas últimas presidenciais. O que mais perturba, porém, é o facto de Soares ser hoje o Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, como bem lembra o João. Se decência houvesse, é evidente que amanhã Soares já não exerceria tais funções.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De jpt a 18.09.2008 às 00:51

sobre isto só conhecendo o post não me parece descabida a surpresa final. defender a liberdade religiosa é importante, e nada contrário a ser ateu. Mas ter uma visão tão prejudicial do "exercício religioso" não me parece muito curial para quem exerce o "cargo" (será exercível?)
- e vai isto de um ateu que entende ser esta condição uma característica de superioridade intelectual e, fundamentalmente, de superioridade ética

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