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Speed date diplomacy

por DBH, em 25.09.08

 

Summoning his old Harvard teaching days, Kissinger surely looked for a common didactic starting point: She has seen Russia (from Alaska). “Goot. I haff seen it, too.”

 

O que mais me preocupa neste cenário "Apocalipstick"(piadainha, e título dos post, também daqui), não é o conservadorismo-tiro-nos-alces-creacionista (go figure) mas, sim, a ideia de que alguém pode ser vice-presidente porque é "como nós", tem os nossos problemas familiares comuns - bom, suponho que ter uma filha ,adolescente, engravidada por um wannabe raper deve ser comum, por lá -, as "nossas aspirações", sofrimentos, etc..

 

Como se a eleição presidencial fosse um reality show. Agora, como numa produção da Endemol, a candidata recebe conselhos. Em vez de um Esquadrão-G a dar bitaites de moda, temos um pimp-my-foreign-relations em directo, um overhaulin' diplomático e este fenómeno cultural está a receber conselhos em speed date para o prémio final.

 

Isto é igualmente problemático com Obama, não por ele ser comum - é, aliás, demasiado perfeito, inteligente e bem falante -, mas pela sua história e o seu sucesso poder - all being equal, o que é uma mentira esquerdista - acontecer a qualquer família - bom, qualquer família em que a filha, estudante, engravide de um pastor queniano - e em qualquer cidade americana. E com um programa político baseado, apenas, na palavra mudança. Ou seja, a concretização política do programa wildest dreams da Oprah.

 

No fundo, dia 4 de Novembro, não temos tanto uma eleição presidencial como, em vez disso, uma gala dos Emmys.