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Os pobres deste país

por Sofia Bragança Buchholz, em 04.10.08

© Foto: ?

 

Ao ler a frase da Teresa Ribeiro “o Estado português só considera pobres os que andam com uma mão à frente e outra atrás”, não consegui deixar de me voltar a lembrar da história da Maria, das Marias (e Maneis) deste país, que com parcos rendimentos ainda têm de contribuir para os “Magalhães” que o governo [em campanha eleitoral] distribui. Lembrei-me de famílias de classe média que, tantas vezes à custa de ginásticas incontáveis no seu equilíbrio orçamental, ajudam os filhos que se encontram no desemprego, ou que não têm rendimentos suficientes para a sua subsistência, e dos tios que, caridosamente, ajudam esses irmãos nas despesas de educação dos filhos e que não as podem sequer descontar no IRS por estes serem maiores e/ou não viverem sob o mesmo tecto.

E dou por mim a pensar que com a porcaria de (in)Segurança Social que temos, o Estado Português em nada facilita essa outra segurança, que felizmente ainda existe em alguns países da Europa do sul, que é a solidariedade familiar e ainda se entretém a equacionar dificulta-la, como era aquela história de ter de declarar transferências entre familiares, superiores a determinados montantes, às finanças.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Free Speaker a 05.10.2008 às 11:08

O problema, a meu ver, reside mais no facto de ter que pagar 10% se a doação for entre irmãos (só as que forem entre conjuges, ascendentes e descendentes é que estão isentas), do que propriamente declará-la, embora concorde que não faça qualquer sentido.

Já agora outra coisa que ainda não percebi: o limite dos 500 € é anual, mensal ou é por cada doação?!



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