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Primeira Republica: rapaziada da melhor

por Nuno Miguel Guedes, em 05.10.08

Cromo 3: Miguel Bombarda. Médico psiquiatra, activo revolucionário, republicano ferveroso. Pelo caminho,defendeu acérrimamente a eugenia, perseguiu implacavelmente os jesuítas (fazendo muitas medições antropométricas para provar a sua má natureza) e num particular delírio, chegou a aventar uma espécie de Solução Final avant la lettre para aquela ordem religiosa (tudo numa ilha, até a «má raça» se extinguir). Foi morto dia 3 de Outubro de 1910 por «um louco», num acto que pareceu justiça poética. Ao «louco», a História nunca agradeceu .

 

 

No próximo episódio: Magalhães de Lima, socialista utópico «à maneira de Proudhon», defendia dramaticamente uma só Humanidade, em que as fronteiras não faziam sentido e os homens deveriam nutrir sentimentos fraternos. Depois do «Ultimato» britânico de 1890 foi dos primeiros a bramir o ódio «a John Bull», alegando que «as colónias eram a nossa Patria». Lá se foram a fraternidade e a inutilidade das fronteiras.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De al kantara a 05.10.2008 às 16:33

Caro Nuno Guedes, acredito que, se perder algum tempo, encontrará personagens sinistras ou simplesmente risíveis nos republicanos dessa e doutras alturas. Mas pense no pouco trabalho que outros terão em encontrar igualmente o mesmo tipo de personagens em monárquicos...(dessas e doutras alturas...)
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De blogdaping a 05.10.2008 às 20:21

Pois !!!
Há que ver El "rei " D. Sebastião, El "rei " D. João V....
Carlota Joaquina e esposo.... e já tou cansado !!!!
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De ana a 05.10.2008 às 21:10

Essa das medições foi mesmo do Miguel Bombarda? pensei que já estava morto e enterrado no Cemitério do Alto de S. João quando se fizeram as fotos a medir a caixa craniana aos jesuítas...Não haverá aí uma confusão qualquer?
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De Nuno Miguel Guedes a 06.10.2008 às 10:37

Tem a razão nas cronologia das fotos, Ana. O post foi escrito a quente ve não o revi, pelo que assumo o erro: as antrompometrias ganharam relevância já a república estava «implantada». Mas o seu pioneiro foi Bombarda, embora já nessa altiura, como muito bem diz, seis palmos abaixo da terra.Abraço e obrigado pelo comentário.
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De Nuno Miguel Guedes a 05.10.2008 às 23:51

Caros, concordo convosco:a idiotice não escolhe lados, plebeus ou nobres, monárquicos ou republicanos. Mas só estou a falar da estupidez que hoje se celebra.
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De Pedro Sá a 06.10.2008 às 10:44

1. Miguel Bombarda limitava-se a acreditar nisso como a grande maioria dos psiquiatras da época.

2. Bem diz Freitas do Amaral que a I República é que sacralizou as colónias.

3. O que se celebra é a forma de governo republicana, não o regime da I República...
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De al kantara a 06.10.2008 às 11:05

Pois eu diria mesmo que o que se celebra, se à república lhe não quiserem dar esse gosto, é a queda da monarquia...
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De Anónimo a 06.10.2008 às 15:32

"a idiotice não escolhe lados, plebeus ou nobres, monárquicos ou republicanos. Mas só estou a falar da estupidez que hoje se celebra. "

Bom, considerando que hoje muitos comemoram também o tratado de Zamora, o Nuno deve estar a preparar um longo tratado sobre a estupidez da monarquia e seus protagonistas. Quando é que sai? Eu ei que demora, eu sei...

Pedro
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De Nuno Miguel Guedes a 07.10.2008 às 21:13

Pedros:é preciso perceber que não sou anti-republicano, apenas acredito sinceramente que a monarquia é a forma de Estado que mais convém a Portugal. Razões? Não são chamadas aos blogues, mas terei muito gosto em explicar por escrito ou ao vivo. Não tenho títulos, odeio o folclore dos actuais "monárquicos" (com excepções, claro) e houve trmpo em que embarquei na confusão entre monarquia e falta de democracia. Tive a sorte de ter lido umas coisas, e viver em liberdade para poder escolher.
Aqui no 31 só gosto de agitar as águas, mais nada. E falo de republicanos (por acaso da I republica, dos periodos mais tristes da história contemporanea portuguesa -perseguição religiosa e politica, entrada forçada numa guerra, etc. É esta gente que se incensa no 5 de Outubro, e não só "a forma republicana de estado".

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