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exercícios de desonestidade intelectual

por Rui Castro, em 10.10.08

Para o João Galamba, pelos vistos, não é suficiente que a Igreja Católica advogue a castidade até ao casamento e a monogamia na sua pendência (eu, na minha ingenuidade, diria que é a forma mais eficaz de prevenir, quer ingravidezes indesejadas, quer transmissão de doenças sexualmente transmissíveis). A Igreja devia ainda, renunciando à sua doutrina, prever a possibilidade dos fiéis não acatarem os seus mandamentos e defender que os mesmos usem o preservativo em tais situações. No fundo, o João acha que os católicos que se estão a marimbar para o que diz o Papa quando decidem ter relações sexuais de risco com quem bem lhes apetece, seguem à risca as instruções do prelado no que respeita ao não uso de contraceptivos.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Carlos Conceição a 10.10.2008 às 19:26

Na 'mouche'!
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De Bruno C. a 10.10.2008 às 20:05

Só não consigo compreender é porque é que na sua lógica as pessoas casadas que só fazem sexo dentro do casamento não podem apanhar/transmitir o vírus da SIDA?
Quanto à Igreja renunciar à sua doutrina só pergunto se baptizar as crianças de pais não casados não vai contra os seus princípios? Se eles não são tão rígidos em algumas práticas não deviam ser mais brandos numa questão que poderia salvar muitas vidas? Não é por a Igreja acreditar que os seus fiéis são castos quando na realidade eles não são. É tempo de abrir os olhos e ver a realidade.
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De Hugo Pinto Abreu a 10.10.2008 às 20:55

"Quanto à Igreja renunciar à sua doutrina só pergunto se baptizar as crianças de pais não casados não vai contra os seus princípios?"

Claro que não. A salvação é individual. Que culpa tem a criança que os pais não tenham casado? Não tenho a certeza neste ponto, mas parece-me contudo que se os pais nem os padrinhos não apresentarem garantias de que a criança será educada na Fé, não deve ser baptizada.
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De Anónimo a 12.10.2008 às 00:39

penso que nesses casos aconselham a que o baptismo apenas seja feito com alguma maturidade intelectual e uns tempos de catequese
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De Joao Galamba a 10.10.2008 às 20:24

Rui,

dois pontos e um contário:

1)não respondeste a nenhuma das minhas perguntas

2)insistes na história da doutrina como se ela fosse imutável.

O meu ponto é que essa posição acarreta consigo uma responsabilidade (por inacção, como disse). Ou seja, em nome de uma rigidez doutrinária, lava-se as mãos.

Estou longe de ser daqueles que culpam a religião de todos os males do mundo (abomino Dawkins e companhia) mas nesta questão não consigo deixar de repudiar a posição da Igreja.

Repara que há católicos que defendem uma posição semelhante à minha. Tu preferes escolher a ortodoxia. Só espero que saibas reconhecer a responsabilidade desse acto.

um abraço
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De Hugo Pinto Abreu a 10.10.2008 às 20:56

A doutrina é imutável, ainda mais a doutrina do pecado. Os Católicos de que fala, são Católicos de nome, só. Não têm nenhuma autoridade, porque a Igreja não é uma democracia.
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De Rui Castro a 10.10.2008 às 21:53

João, esta não é uma questão filosófica.
Há que ver a posição da Igreja como um todo.
A montante, a Igreja oferece a solução mais "segura" sob todos os pontos de vista.
É por isso que me custa aceitar que dês como boa a posição do Daniel Oliveira, criticando e responsabilizando a posição da Igreja a juzante, como se se tratasse de uma questão susceptível de ser cindida e autónoma da primeira.
Mais, de acordo com o teu ponto de vista, teríamos que a posição das ONG, OMS e outras são também elas irresponsáveis, pois a verdade é que sendo evidente que há quem não siga os seus conselhos e insista em ter relações sexuais de risco sem usar o preservativo, tinham a obrigação de sugerir a abstinência como método mais eficaz.
Abraço
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De Hugo Pinto Abreu a 10.10.2008 às 21:13

Para toda a maltosa do 'Nós Somos Igreja', fica uma citação da encíclica "Mirari Vos" do Papa Gregório XVI, tremendamente actual:
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De Hugo Pinto Abreu a 10.10.2008 às 21:13

6. Reprovável seria, na verdade, e muito alheio à veneração com que se devem acolher as leis da Igreja, condenar, somente por néscio capricho de opinião, a doutrina que foi por ela sancionado, na qual estão contidas a administração das coisas sagradas, a regra dos costumes e dos direitos da Igreja, a ordem e a razão dos seus ministros, ou então acoimá-la de oposicionista a certos princípios de direito natural, julgando-a deficiente e imperfeita, ou ainda sujeitando-a à autoridade civil.

Constando, com efeito, como reza o testemunho dos Padres do Concílio de Trento (Sess. 13, dec. de Eucharistia in proœm.), que a Igreja recebeu sua doutrina de Jesus Cristo e dos seus Apóstolos, e que o Espírito Santo a está continuamente assistindo, ensinando-lhe toda a verdade, é por demais absurdo e altamente injurioso dizer que se faz necessária uma certa restauração ou regeneração, para fazê-la voltar à sua primitiva incolumidade, dando-lhe novo vigor, como se fosse de crer que a Igreja é passível de defeito, ignorância ou outra qualquer das imperfeições humanas; com tudo isto pretendem os ímpios que, constituída de novo a Igreja sobre fundamentos de instituição humana, venha a dar-se o que São Cipriano tanto detestou: que a Igreja, coisa divina, se torne coisa humana (Ep. 52, edit. Baluz.). Pensem, pois, os que tal supõem, que somente ao Romano Pontífice como atesta São Leão, tem sido confiada a constituição dos cânones; e que somente a ele, que não a outro, compete julgar dos antigos decretos dos cânones, medir os preceitos dos seus antecessores para moderar, após diligente consideração, aquelas coisas, cuja modificação é exigida pela necessidade dos tempos (Ep. ad. episc. Lucaniae).
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De Cogniscitur a 11.10.2008 às 01:12

Já agora deixo aqui uma notícia que poderá interessar a todos os "Blogueiros":


IV ENCONTRO DE BLOGUES


14 E 15 DE NOVEMBRO


UNIVERSIDADE CATÓLICA


Eu estou a pensar estar presente!

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