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era exactamente aqui que eu queria chegar

por Rodrigo Moita de Deus, em 11.10.08

João Miranda diz que houve uma filosofia estatista na regulação dos mercados. Claro que sim. O próprio conceito de regulação dos mercados implica uma “filosofia estatista”. Mas o João Miranda conclui que foi essa filosofia estatista que provocou a crise. Pois.

 

Vamos por partes. As autoridades nacionais foram completamente incapazes de regular um mercado global. Foram incapazes de acompanhar a evolução dos próprios mecanismos de funcionamento do mercado. O carry trade é um óptimo exemplo disso mesmo. A regulação ficou-se – como o próprio João Miranda o disse – pela última grande crise. 

 

Ficamos com a regulação que de facto existe. E essa não funcionou. Não funcionou porque, utilizando o mesmo exemplo, durante anos o Presidente do BCP foi mais importante que o Presidente do Banco de Portugal. Que é como quem diz: faltou autoridade ao Estado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Rodrigo Moita de Deus a 12.10.2008 às 04:03

"portanto, recorra-se ás autoridades nacionais para regular o mercado global. Gosto. Tem coerência e lógica....."

hummmm. não me lembro de ter escrito isto.

"A Sonae mais importante que Autoridade da Concorrência. O Expresso e a SIC mais importantes que a ERC. A EDP mais importante que a ERSE."

A Brisa mais importante que a Autoridade da Concorrência (quando comprou a Autoestradas do Atlântico mesmo com parecer contrário da AdC). A EDP mais importante que a ERSE (quando obrigou o único concorrente na distribuição, a Sodesa, a fechar portas sem que alguém se tivesse queixado).

E por aí fora. A questão não é a relevância. A questão é autoridade.

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