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O governo regional dos Açores abriu um concurso para “prestação de serviços de lobbying a favor da Região Autónoma dos Açores, junto das instituições da união Europeia”. Ao lançar este concurso, o governo dos Açores será a primeira instituição pública portuguesa a fazer lobby em Bruxelas, e uma das pouquíssimas presenças portuguesas em aqui, incluindo empresas privadas. Pelas ruas do chamado Bairro Europeu, há centenas de empresas de lobby e escritórios de representação que vêm aqui fazer valer os seus interesses e os dos seus clientes. É isso o lobby e aqui não só é aceite como é desejado. Tomam-se demasiadas decisões, sobre demasiados dossiers, com demasiadas implicações, para alguém pensar que ouvir os diferentes interesses é um erro. Muito pelo contrário. De resto, a decisão dos Açores repete, de forma ainda incipiente, aquilo que todas as regiões espanholas, entre outras, já fazem há anos e anos. Pelo contrário, são pouquíssimas, para ser generoso, as empresas portugueses que aprenderam com espanhóis, irlandeses, suecos ou lituanos e se fazem representar aqui. Antes de Barroso havia quem pensasse que éramos demasiado pequenos e não valia a pena tentar influenciar. Depois de Barroso há quem pense que basta conhecer vagamente o presidente da Comissão para ter acesso directo aos corredores do poder. Oscilamos entre a falta de ambição e a mania das grandezas. Entretanto, os Açores, sensatos, resolveram fazer como os melhores e defender os seus interesses.