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Simão, o Náufrago

por Sofia Bragança Buchholz, em 20.11.08

Personagens
• Simão, 7 anos
• Eu
• A minha irmã

Cenário:
Jantámos num restaurante. Já no fim do repasto, o meu sobrinho Simão, aborrecido, farto de ali estar, queixa-se que nunca mais vamos embora. Eu, entretida em conversas com a minha irmã, sugiro que ele brinque a qualquer coisa para se distrair. Contrariado, ele lá vai.
Vejo-o pedir uma caneta ao empregado. Vejo-o escrever qualquer coisa num guardanapo de papel que, de seguida, transforma num rolinho. E vejo-o enfiar o guardanapo numa garrafa vazia que, num frapé enorme, ao nosso lado, bóia no gelo já derretido.
Quando estamos quase a levantar-nos para sair, pergunto-lhe se posso ler o que escreveu. Ele, solícito, responde:

Acção:
– Claro!
E dá-me para a mão a garrafa a pingar.
Retiro-lhe com um estalido oco a rolha e recolho o papel que desenrolo com cuidado. Neste podia ler-se:
Socorro! Salvem-me, por favor! Estou preso num restaurante, "refain" de duas chatas!

 

[repost daqui]

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