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Vamos lá ver umas coisas

por Afonso Azevedo Neves, em 29.01.09

Sócrates é considerado suspeito da prática de crimes pelas autoridades de um país estrangeiro. Será normal que se mantenha em funções?

Deve ser substituído internamente? António Costa? Outro? E Manuela Ferreira Leite pode ser a solução se formos para antecipadas?

 

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 29.01.2009 às 12:35

Afonso, o que tem a ver o facto de o primeiro ministro ser suspeito noutro país, com a legitimidade do seu cargo no seu país? Já ouviu falar em "soberania"?

Pedro
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 12:39

Não confunda conceitos, a soberania não confere imunidade por si só. A soberania nem sequer está aqui em causa.
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De Anónimo a 29.01.2009 às 13:07

Afonso, eu não disse que a soberania confere imunidade por si só. Eu disse que o facto de um governante de um país ser suspeito de um crime num país estrangeiro, não é motivo para o mesmo não se manter em funções no seu país. A imunidade ou falta dela é avaliada no seu próprio país, de acordo com as leis do seu país. E o problema que o Afonso levanta é, claramente, de soberania.
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De Anónimo a 29.01.2009 às 13:07

Afonso, eu não disse que a soberania confere imunidade por si só. Eu disse que o facto de um governante de um país ser suspeito de um crime num país estrangeiro, não é motivo para o mesmo não se manter em funções no seu país. A imunidade ou falta dela é avaliada no seu próprio país, de acordo com as leis do seu país. E o problema que o Afonso levanta é, claramente, de soberania.

Pedro
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De beatrix a 29.01.2009 às 13:11

nem a suspeita de suspeita é suspeita em si mesma. Uma miuda inglesa de 4 anos desapareceu em território português e até hoje as autoridades portuguesas aguardam a colaboração das autoridades inglesas para a realização de determinadas diligências. Até hoje!! Isto demonstra bem a diferença entre Inglaterra e Portugal (meios de prova, exercício da acção penal, condução da investigação, etc). Mobilizar uma eventual suspeita inglesa e daí inferir ilações do género demissão do governo etc é envenenar o raciocínio a partir da sua premissa inicial. Raciocínio fácil, é certo, mas ilógico. Ponto. Além do que, já que se fala em soberania, é perfeitamente inadmissível (a ser verdade o que é relatado) que se insista num pedido de informação relativamente a contas bancárias de um primeiro-ministro sem mais, sem qualquer fundamentação que não um "ele disse que o outro fez" que nem lá - em Inglaterra - pode servir como base de condenação! Caramba, está na hora de nos darmos ao respeito e acho muito bem que as autoridades portuguesas batam o pé!
Declaração de interesses: não gosto do Sócrates nem sou do PS.
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De Anónimo a 29.01.2009 às 13:28

beatrix, é capaz de haver um tratado qualquer, assinado entre a Inglaterra e Portugal, que estabelece que qualquer suspeita levantada por autoridades policiais inglesas sobre um governante português, é motivo para estes e demitir ;) Enfim, continuamos com estes velhos complexos provincianos.

Pedro
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 13:33

Deve ser isso Pedro, invejosos, ciumentos e provincianos, entretanto no passa nada!
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De beatrix a 29.01.2009 às 13:54

acima de tudo gostamos é de andar à chapada (aliás, eu adoro as chapadas do blog). E tudo serve de motivo.
Agora mais a sério, a cidadania é um exercício de responsabilidade. E quando tudo o resto parece falhar, cada um de nós, na nossa individualidade, tem um dever de responsabilidade, para connosco, para com o Outro, para com a sociedade. O fundamento de tal dever fica à livre convicção de cada um. Pode-se ser kantiano ou utilitarista, doesn't matter. Mas seja-se responsável. E eu acho totalmente irresponsável, perante o actual cenário, questionar-se a legitimidade do governo. Portugal precisa de tudo menos disso. Mas também precisa que os factos sejam esclarecidos.
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 13:29

Não há nenhuma questão de soberania aqui. As autoridades inglesas têm legitimidade para fazerem a sua investigação e pedirem informações às autoridades portuguesas. As portuguesas de responderem ou não Não há nenhum ultimatum.
As suspeitas, que são suspeitas, que são suspeitas, na verdade são-no mesmo. Essa coisita não muda. Mantenho as perguntas.
Deve o PM manter-se em funções? Ser substituído internamente? Eleições antecipadas?
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De beatrix a 29.01.2009 às 13:47

Assim, sim, percebe-se claramente que o que se pergunta é se as suspeitas em inglaterra (sejam elas quais forem, que eu saiba nem os nossos investigadores têm acesso ao processo inglês mas não vou menosprezar a capacidade de outros compatriotas acederem ao mesmo) devem justificar a demissão (provocada ou voluntária) do governo. Há uns séculos precisávamos de ultimatos agora nem isso. Basta-nos qualquer rastilho para colocarmos em causa o cumprimento dos mandatos. Deve ser essa indiferenca pelo que o povo determina nas urnas que justifica, no fundo, o facto de, desde 1999, a dança das cadeiras ainda não ter parado.
Grande lógica da batata. Se se perguntasse se há condições para este primeiro.ministro governar face a este clima, ainda vá lá. Correlacionar directamente a saída do governo com as suspeitas das autoridades inglesas é, no mínimo, insensato. Soa-me a atoarda à la Francisco Louçã. Poderia dizer que opposites atract em situações-limite mas seria injusto para o Louçã porque (até ver) ainda não caiu nesta retórica fácil.
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 13:54

sejam elas quais forem?!!!
A única batata aqui já percebi quem é.
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De beatrix a 29.01.2009 às 13:56

quando a razão falta resta o carácter.. ou a falta dele. Nice!
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 14:01

falta a batata! a batata!!
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 14:03

Se se perguntasse se há condições para este primeiro.ministro governar face a este clima, ainda vá lá. ...se percebeu a pergunta... ainda me vem com batatas e carácter!?
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De beatrix a 29.01.2009 às 14:39

bem... eu retiro a batata então. Bolas, o que o pobre tubérculo causou. E o substituo o carácter por fairplay. Truce?
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De Anónimo a 29.01.2009 às 13:47

Afonso, mas quem é que aqui questionou a legitimidade das autoridades inglesas sobre o que quer que seja? a questão que eu coloquei é a seguinte e é simples: O Afonso ligou a investigação inglesa à continuidade do (nosso, não deles) primeiro ministro em funções. Não vê mesmo aqui nenhum problema de soberania?

Pedro
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 13:51

Não. O Pedro é que ligou. Coloquei perguntas com base na realidade que nos é apresentada, o Pedro revelou o que lhe ia na alma curiosamente sem responder. Coisa que nem tem de o fazer.
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De Anónimo a 29.01.2009 às 14:03

O Afonso não ligou as duas coisas? Está a gozar comigo, concerteza. Que é isto:

"Sócrates é considerado suspeito da prática de crimes pelas autoridades de um país estrangeiro. Será normal que se mantenha em funções?"

Pedro
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De Afonso Azevedo Neves a 29.01.2009 às 14:08

será normal que um pm suspeito da prática de crimes se mantenha em funções? e se a suspeita for inglesa? e se for portuguesa? e se for chinesa?
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De Anónimo a 29.01.2009 às 14:17

Está

Pedro
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De blogdaping a 29.01.2009 às 13:46

Ainda somos uma colónia inglesa como no sec. XVIII ?

E o Vale e Azevedo ... Afinal é inglês só para português ver ?

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