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Investigações por conta própria

por Henrique Burnay, em 31.01.09

Vital Moreira, pergunta, com razão:

"Dando por adquirido que os consultores Smith & Pedro exigiram aos promotores do Freeport elevadas quantias em dinheiro, a pretexto de terem de pagar luvas para conseguir o licenciamento do empreendimento (como se deduz dos e-mails da empresa hoje dados a público), e assumindo que o dinheiro lhes foi dado para esse efeito, não será então evidente que a chave de todo o caso está em saber se esse dinheiro foi efectivamente dado a alguém (coisa que, aliás, os referidos protagonistas posteriormente desmentiram no processo), ou se, antes, ficou "em casa", não sendo o argumento das "luvas" mais do que uma cobertura para uma extorsão em proveito próprio?
Será assim tão difícil encontrar o rasto desse dinheiro, para que passados estes anos ainda não se saiba?"

 

Ao fazê-lo, no entanto, VM faz mais três coisas: Entra no jogo da discussão pública do processo, contribui para legitimar as investigações da comunicação social (sendo que nem tudo é investigação) e participa da legitimação das dúvidas sobre a condução processo. E assim, tanto valem as conclusões favoraveis a Sócrates como as que lhe são adversas.  

 

O curioso é que a pergunta que faz é, parece, a mais relevante. A que se pode acrescentar outra: mas por que raio é que alguém se lembraria de juntar o tal Charles Smith e o tio Monteiro? Mas, vê Dr. Vital, já estamos a discutir o processo.    


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Nuno Santos a 01.02.2009 às 06:59

O problema é que, mesmo sem se discutir o caso, a verdade é que nada disto é sobre Sócrates. Isto é um desafio à nossa democracia. E, sendo assim, Sócrates não está a conseguir ser parte da solução, mas um contributo para a confusão.

O Primeiro-Ministro não tem apenas o direito de ser considerado inocente, tem o dever de nos fazer crer que o é. Ao Primeiro-Ministro não deveremos apenas exigir que não nos minta mas também que não nos leve, com a verdade, a acreditar na mentira.

Mesmo estando inocente, Sócrates não tem dito toda a verdade, desde o início. Ou por consciência pesada ou por má estratégia de comunicação. Seja como for, Sócrates já perdeu a oportunidade de ser "aquele" Primeiro-Ministro. E como nós precisamos de um.

Volto a dizer: isto não é sobre ele, é sobre nós!

http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/02/este-caso-nao-e-sobre-socrates-e-sobre.html

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