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Eutanásia

por Rodrigo Moita de Deus, em 15.02.09

Durante trezentos anos lutamos para que nenhum estado, ou nenhum outro homem, pudesse ter o poder de decidir quem vive ou quem morre. E é por ái. Não acredito que nenhum Estado, que nenhuma comissão, que nenhum homem, tem o poder de tirar uma vida. Este é um princípio que não é, nem pode ser, negociável, condicionável ou discutível. Tão simples quanto isto.   


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Daniela Major a 15.02.2009 às 11:26

Simplicissimo. Então e se a pessoa quiser morrer?
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De Rodrigo Moita de Deus a 16.02.2009 às 00:50

Se não deixo essas decisões ao estado também não deixo aos estados de espírito. Em Portugal o suicidio, julgo, não é proibido. Mas preferia não deixar que as pessoas se suicidassem.
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De Miguel a 15.02.2009 às 11:39

E quando a pessoa só sobrevive graças a uma parafernália de maquinas que substituem o corpo e mantem "vivo" para sempre?

Cada dia que as maquinas estão ligadas é uma decisão activa de forçar a pessoa a viver.
Neste caso já podem decidir quem vive?
Desligar maquinas é decidir quem morre? Ou é deixar a natureza seguir o seu curso?

As sua simplificações são má ideia e não conduzem a uma discussão produtiva...

Claro que, se calhar, o RMD prefere não discutir..mas desengane-se, porque todos os dias os médicos tomam a decisão que o RMD diz não ser aceitável.

Miguel
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De Rodrigo Moita de Deus a 16.02.2009 às 00:53

Caro Miguel,

Vamos lá distinguir as coisas. Uma coisa é o acto de tirar uma vida. Outra coisa é o acto de prolongar artificialmente uma vida. A decisão de não prolongar artificialmente uma vida é, no máximo, eutanásia passiva. E isso, julgo eu, não precisa de diploma legal.
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De Anónimo a 15.02.2009 às 11:51

E se for a própria pessoa a deixar em "testamento vital" que quer deixar de estar a ser alimentada artificialmente, não estará no seu direito?
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De José Manuel Faria a 15.02.2009 às 11:51

Excelente intervenção do delegado BE no passado sábado. Parabéns ao 31 da Armada.
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De beatrix a 15.02.2009 às 12:31

Durante muitos séculos lutámos - e continuamos a lutar - pela dignidade humana isso sim. Não pela vida humana a qualquer custo, mesmo que abstraída de qualquer dignidade.
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De tric a 15.02.2009 às 12:32

excelente post !
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De bloga-mos a 15.02.2009 às 12:38

Quem é você para estabelecer princípios não negociáveis ou indiscutíveis? Não estará a levar os seus apelidos para um campo longe da insignificância do seu B.I .?
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De Rodrigo Moita de Deus a 16.02.2009 às 00:54

acho que vem na constituição...mas quem sou eu...
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De Pitágoras a 15.02.2009 às 15:11

"urante trezentos anos lutamos para que nenhum estado, ou nenhum outro homem, pudesse ter o poder de decidir quem vive ou quem morre"

Na eutanásias, quem decide se vive ou morre é a pessoa e nao o estado nem "outro homem".

Além disso, se você nao quer que seja o estado a decidir quem vive, a eutanásia é o caminho sim, porque previne que o estado, ao impedir que uma pessoa que queira morrer morra, decida que essa pessoa tem de viver.
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De JP a 15.02.2009 às 15:40

Nada é "tão simples quanto isto". Nada é tão simples quanto parece...
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De Tiago Azevedo Fernandes a 15.02.2009 às 17:00

Caro RMD, vá lá, pense melhor no assunto... Não se trata de que outros possam decidir contra a vontade do próprio, mas sim de saber se o próprio tem o direito de dispor da sua vida e também de saber até quando é que ainda se pode considerar ser uma "pessoa viva". Olhe que eu sou muito conservador nestas coisas, e não me parece que o caso seja nada simples. ;-)
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De Rodrigo Moita de Deus a 16.02.2009 às 00:56

Tiago,

Escrevi lá em cima. O poder de tirar uma vida não pode estar nas mãos do Estado ou nas mãos de Estados de Espírito. É uma questão de precedente. E por isso mesmo mais simples do que parece.
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De Tiago Azevedo Fernandes a 16.02.2009 às 01:08

Isso dos "Estados de Espírito" tinha muito que se lhe diga, especialmente quando o próprio manifestou a sua vontade de maneira clara e ponderada, com tempo e calma. (Repare-se que não estou a analisar se concordo ou não com a opção, mas apenas se existe o direito de a negar quaisquer que sejam as circunstâncias.)

Mas fiquemo-nos agora apenas pela definição de "pessoa viva". Se fosse simples e consensual, o caso era mais fácil... Mas não é.

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