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A recondução de Barroso (IV)

por Bernardo Pires de Lima, em 30.04.09
Finalmente, o argumento “nacionalista” muito em voga no debate português. Como referi no primeiro post, prefiro avaliar Barroso pelo que fez do que pela nacionalidade que tem. Disse e reafirmo. No entanto, não é despiciendo o facto de ele ser um “Presidente da Comissão Europeia Português”. Por uma questão de prestígio internacional, desde logo. Por uma questão de influência política, em seguida. Tendo em conta as pressões que resultam da crise e as transformações que estão a ocorrer na economia europeia e mundial, o futuro da política de coesão está em discussão. Por um lado, os países que mais contribuem para o orçamento comunitário pretendem retirar fundos das políticas de coesão, o que seria prejudicial para Estados como Portugal. Ter um presidente da Comissão com sensibilidade para este dossier é importante para a coesão e, por via disso, para Portugal. Há um facto relevante na política europeia que muitas vezes não é dito: em questões de coesão económica e social entre estados membros as origens nacionais são por vezes mais importantes do que divisões esquerda-direita.

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