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Geração Quê?

por Francisco Mendes da Silva, em 12.02.07

Eu percebo que o Bernardo Pires de Lima tenha ficado satisfeito com o resultado do referendo. Mas nada justifica a conclusão abusiva - fruto do seu incontrolável optimismo liberal - de que há toda uma geração, orfã de representatividade partidária, que "quer ser dona da sua vida privada"

A maioria das pessoas da "geração" de que o Bernardo fala quer apenas o que todas as outras quiseram e quererão: identificação com os valores maioritários e "correctos" do seu tempo, integração no grupo e exteriorização (nos costumes, na roupa, no apetrechamento tecnológico, na "ideologia" professada) da ideia vigente de "modernidade".

É óbvio que a geração mais nova (aquela que, não por acaso, é o alvo preferencial da publicidade - que juveniliza e infantiliza cada vez mais todos os produtos, toda a realidade, todos os horários) votou conforme o progressismo acrítico que é o espírito do tempo. Só que, para sua desilusão, o espírito do tempo nada tem a ver com o do Bernardo. Até parece que não os vemos na rua e na Universidade. O que a "geração" mitificada pelo Bernardo quer é o colo seguro do estado, um contrato de trabalho eterno, trezentos contos até ao fim da vida, culpar os americanos pela desgraça do dia e encher a boca de proclamações vazias.   


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ana G a 13.02.2007 às 11:04

Muito pelo contrário, meu caro. Esse "jovem" de que fala, morreu (ou está a morrer) com a geração dos meu pais. Já ninguém tem essas ilusões! E é como o Sr. Pires de Lima fala, eu sou órfã partidária. Sinto-me cada vez mais identificada com políticas de direita, mas vamos pensar Portugal , a única direita que existe é adoradora dos três pastorinhos. Amante da igreja católica e consequentemente "invasora" daquilo que só a mim me diz respeito. Fiquei a saber recentemente, que o Sr. Paulo Portas vai voltar. Não posso votar nele, e até gostaria. Apercebam-se de uma coisa, não há nada mais dissuasor do que um estado que use a sua força repressiva para se intrometer na minha vida privada. Adoraria ter uma direita com que me identificasse em Portugal e estou convencida que mudaria o nosso país para sempre.

Viva o Hayec !!!!

Um abraço

Ana G

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