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quem pode, pode

por Rodrigo Moita de Deus, em 07.08.09

Portanto, Cavaco Silva combinou com José Sócrates que Lobo Antunes seria reconduzido. Apesar de essa ser uma competência do governo. O Presidente é Presidente. Não fosse o Presidente, Presidente, e a notícia seria: “Cavaco Silva pressiona Sócrates para impor o nome de Lobo Antunes” ou “Cavaco Silva mete cunha para Lobo Antunes” ou ainda “Casa Civil admite tráfico de influências no caso Lobo Antunes”. 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De L M D a 08.08.2009 às 08:13

Quer dizer, só porque Cavaco é presidente, o que fez já não é pressão ou imposição de nome?
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De Miguel Matos a 08.08.2009 às 14:14

Isso claro é um problema e a forma como isto é desencadeado é claramente negativo.

Cavaco não devia ter pressionado Sócrates. Parece que quer dar tacho ao seu amigo e mandatário de campanha em 2006, Lobo Antunes.
No entanto, o prof. dr. Lobo Antunes é uma pessoa cujo currículo faz merecer nomeação do governo.
Tendo em conta que outros membros do CNECV afirmaram que ele era competente e dos membros mais ativos e que contribuia mais, o seu afastamento torna-se suspeitoso tendo em conta que ele poderá estar a ser exonerado devido à sua votação contra na questão do parecer dessa entidade, a CNECV, no que toca ao projecto-lei/decreto-lei do Partido Socialista referente ao Testamento Vital.

Mas analisando a autoridade judicial, o Governo está no seu direito de não reconduzir Lobo Antunes, se assim entender; tal como Manuela Ferreira Leite está no seu direito de afastar Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas ou de propor António Preto como candidato ou até a liberdade de Luís Filipe Menezes não criticar Manuela Ferreira Leite e a sua lista de corruptos, mentirosos, faltosos  social-(in)democratas.

É uma questão complexa, no entanto, no final vemos dois graves delitos de moral, na minha opinião. E estes são o uso da palavra «estupefacto» (parece que Cavaco quer imitar Obama); e ainda a possibilidade de um acordo com o Governo sobre a nomeação dum nome ao qual compete exclusivamente ao governo o direito de indicar.

Tenho a certeza que se isto fosse no tempo de Cavaco como Primeiro-Ministro, a questão era virada ao contrário!!!

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