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Até quando?

por Rui Crull Tabosa, em 09.08.09

 

Ontem de madrugada, no bairro Alto, em Lisboa, um jovem de 19 anos foi assassinado à facada por causa de um cigarro. "Dá-me um cigarro" terá sido o mote para a sua vida ser ceifada.

Agora é tempo de lamentar a morte e de clamar por justiça contra os assassinos.

Mas caso estes venham a ser presos, logo se multiplicarão explicações para o sucedido: psiquiatras, psicólogos e outros técnicos sociais dirão que a frieza do acto assassino se deve a problemas psico-sociais, a traumas de infância, a agressões ou mesmo a negligências de que os assassinos, eles próprios, terão sido vítimas na sua infância...

Quando finalmente os criminosos forem julgados, a sua eventual condenação a penas de prisão, ainda que leves, será considerada pesada, excessiva e porventura mesmo anti-pedagógica...

É assim a nossa existência.

O jovem estará morto.

Os assassinos estarão vivos e, daqui a uns anos, em liberdade, isto no caso de serem encontrados.

A sociedade viverá com mais medo ainda.

Tudo em nome da ressocialização e da desculpabilização dos infractores, tudo em nome das velhas teorias de Jean Jacques.

Mas o jovem continuará morto e será por todos esquecido, excepto pela sua família.

Até quando?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Olegário Santos a 10.08.2009 às 14:47

Na minha opinião, ou se dá força à polícia (como nos EUA) e um maior poder executivo aos tribunais ou esses cab****(que não têm outro nome) vão continuar a assaltar, roubar e matar. Morrer por um cigarro? Hoje em dia já não há educação. 
Falando por mim, não me sinto seguro nas ruas de Lisboa, mesmo sendo uma cidade muito bem posicionada no ranking das cidades mais seguras do mundo... São muitos os delinquentes nas ruas (já  me deparei e fui abordado por vários, embora sem consequências), esses vândalos que deviam estar todos nas casas de correcção. 
Felizmente, vou abalar do país. A única coisa de que vou sentir falta são os amigos, a praia e a língua.

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