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Até quando?

por Rui Crull Tabosa, em 09.08.09

 

Ontem de madrugada, no bairro Alto, em Lisboa, um jovem de 19 anos foi assassinado à facada por causa de um cigarro. "Dá-me um cigarro" terá sido o mote para a sua vida ser ceifada.

Agora é tempo de lamentar a morte e de clamar por justiça contra os assassinos.

Mas caso estes venham a ser presos, logo se multiplicarão explicações para o sucedido: psiquiatras, psicólogos e outros técnicos sociais dirão que a frieza do acto assassino se deve a problemas psico-sociais, a traumas de infância, a agressões ou mesmo a negligências de que os assassinos, eles próprios, terão sido vítimas na sua infância...

Quando finalmente os criminosos forem julgados, a sua eventual condenação a penas de prisão, ainda que leves, será considerada pesada, excessiva e porventura mesmo anti-pedagógica...

É assim a nossa existência.

O jovem estará morto.

Os assassinos estarão vivos e, daqui a uns anos, em liberdade, isto no caso de serem encontrados.

A sociedade viverá com mais medo ainda.

Tudo em nome da ressocialização e da desculpabilização dos infractores, tudo em nome das velhas teorias de Jean Jacques.

Mas o jovem continuará morto e será por todos esquecido, excepto pela sua família.

Até quando?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De GP a 10.08.2009 às 15:32

Só uma pergunta: não há facadas (e tiros, etc.) -- mas a sério, em números a sério -- nos países "onde a se dá força à polícia"? Acreditam mesmo nisso? http://www.dailymail.co.uk/news/article-1196941/The-violent-country-Europe-Britain-worse-South-Africa-U-S.html (http://www.dailymail.co.uk/news/article-1196941/The-violent-country-Europe-Britain-worse-South-Africa-U-S.html)
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De JM a 10.08.2009 às 18:50

Realmente o Senhor Miguel Marujo navega
em águas turvas, podendo-se aferir da sua comparação que poucos conhecimentos possui para tamanha arte.

Fez bem de facto trazer à memória o caso do Alcindo Monteiro, pois nessa altura a justiça, assim como todo o aparelho mediático e político (recorde-se o Presidente Soares à frente de uma manifestação antirracista a exigir a cabeça dos culpados), todos sem excepção subiram à liça para que os culpados fossem exemplarmente condenados (como se a justiça exemplar fosse alguma vez justa!).

No caso deste jovem, assim como de outros portugueses, que morrem às mãos dos chamados "jovens" (termo que serve eufemisticamente para designar os gangues de pretos), apenas um ou outro jornal refere o facto mas sem levantar poeira. Estranho? Nem por isso, afinal existem pessoas como o Miguel Marujo que procuram de imediato silenciar qualquer voz dissonante espetando logo com um "ah pois, mas em 1995 também os brancos...", contudo, não ousa pedir a cabeça dos culpados, pois na verdade esses até são vítimas do maldito racismo, que, diga-se, é de sentido único, dos brancos, sim, porque  os povos não europeus que habitam Portugal jamais seriam capazes de expressar sentimento tão negativo para com os diferentes.

Assim se vê a cobardia e a desonestidade moral desta gente.      

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