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Até quando?

por Rui Crull Tabosa, em 09.08.09

 

Ontem de madrugada, no bairro Alto, em Lisboa, um jovem de 19 anos foi assassinado à facada por causa de um cigarro. "Dá-me um cigarro" terá sido o mote para a sua vida ser ceifada.

Agora é tempo de lamentar a morte e de clamar por justiça contra os assassinos.

Mas caso estes venham a ser presos, logo se multiplicarão explicações para o sucedido: psiquiatras, psicólogos e outros técnicos sociais dirão que a frieza do acto assassino se deve a problemas psico-sociais, a traumas de infância, a agressões ou mesmo a negligências de que os assassinos, eles próprios, terão sido vítimas na sua infância...

Quando finalmente os criminosos forem julgados, a sua eventual condenação a penas de prisão, ainda que leves, será considerada pesada, excessiva e porventura mesmo anti-pedagógica...

É assim a nossa existência.

O jovem estará morto.

Os assassinos estarão vivos e, daqui a uns anos, em liberdade, isto no caso de serem encontrados.

A sociedade viverá com mais medo ainda.

Tudo em nome da ressocialização e da desculpabilização dos infractores, tudo em nome das velhas teorias de Jean Jacques.

Mas o jovem continuará morto e será por todos esquecido, excepto pela sua família.

Até quando?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Stran a 10.08.2009 às 22:16

Então imagine que o rapaz que matou (e não o que foi morto) é seu filho. Continua com as mesmas certezas?
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De Joaquim Amado Lopes a 10.08.2009 às 22:35

O Stran está a dizer o quê?

Que, para crimes iguais, defende penas mais ligeiras para o seu filho do que para os outros criminosos?
Ou que defende penas mais ligeiras para todos os criminosos porque um deles pode ser o seu filho?
Não faz nenhum sentido que sejam os pais dos criminosos a determinarem as penas. Mas faz (algum) sentido que sejam os pais das vítimas.
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De Stran a 10.08.2009 às 22:49

Bastante simples meu caro Joaquim,

Que o factor das penas é a reinserção do criminoso.

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