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Daqui movimento do 31 da Armada: Vai buscar Afonso Costa!

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De Miguel Porto a 22.08.2009 às 00:40

Amigo Paulo,

já aqui disse que não pretendo nem tenho que defender o Juan Carlos. Dei-lhe o exemplo do Juan Carlos que, com ou sem erros de protocolo, o mais admirável dos quais mandar calar o Chavez, lá conseguiu evitar uma guerra civíl e soube guiar Espanha pelo caminho da estabilidade e do sucesso. O resultado está à vista e olhe que Espanha tem menos anos de democracia moderna que Portugal e saiu de uma guerra civíl feia nos anos 30, e de uma ditadura semelhante anos mais tarde que Portugal. Terá outros recursos, população, dimensão geográfica - as desculpas são várias. Talvez tenha, mas não têm nem Bélgica nem Dinamarca essa vantagem em relacão a Portugal. Parte sobretudo da chefia do estado, na minha opinião, da qual obviamente discorda e no seu direito está.

Percebo ainda a sua recusa em aceitar títulos e heranças, mas todos nós herdamos o nome e a fortuna - por vezes a dívida - dos nossos antepassados e com muito orgulho - sendo esse, estou em crer pelo que citou, também o seu caso. Essa herança, essa tradição, esse respeito pela autoridade sábia e natural do seu pai ou do seu avô, não tem que ser negativa nem repugnante, muito pelo contrário. Claro, nem todos os pais são bons pais, nem todos os reis serão grandes monarcas. Mas os que são maus sabem que correm o risco sério e grave de serem depostos - os monárquicos não são parvos nem ceguinhos, muito menos o Povo.  Repito, enquanto que para uns está em causa a reeleição, para o Rei o que está em causa é a própria Monarquia.

O rei é mais que um nome ou que uma herança. É um símbolo, uma bandeira, é uma linha de continuidade, é o garante independente e apartidário da igualdade, dos direitos e garantias da cidadania, da responsabilização dos governantes. Pode não se simpatizar com um rei como quem não simpatiza com um vizinho, mas ninguém é contra o rei por que foi candidato pelo partido adversário. Como dizia aqui o caríssimo João Machado e muito bem, não será por acaso que os Presidentes da República por norma são reeleitos para um segundo mandato, e talvez a dinastia continuasse se não houvesse limite. O Povo por natureza não é adverso a um Chefe de Estado que lidere por largos períodos de tempo. É adverso, sim, ao monopólio do poder e à impunidade das maiorias prepotentes.

As razões que lhe cito não esgotam aquelas pelas quais defendo que Portugal estaria mais bem servido por um regime monárquico. Já muito foi neste fórum escrito sobre as mesmas, se tiver tempo procure algumas contribuições educadas e interessantes. Respeito as opiniões que partilhou com este fórum e reservo-me o direito de defender soluções diferentes. Gostaria contudo de ver da sua parte, e da parte de muitos republicanos bravos professantes da democracia, a defesa da igualdade de Monárquicos e Republicanos perante a Constituição.

Quanto a Olivença, e sendo terminantemente contra acções de carácter terrorista, não só pela sua natureza mas também pela sua verdadeira eficácia, terá que acontecer primeiramente pela pressão popular sobre a sua inclusão prioritária na agenda do Primeiro Ministro e dos Negócios Estrangeiros. Aos governantes tem faltado a coragem que não faltou, por exemplo, aos elementos do 31 da Armada com a recente provocação sobre a varanda dos Paços do Concelho. Essa pressão não acontece obviamente se apenas "marcharmos" os dois em Olivença. Nem pela falta de interessa mediático na matéria. Alegro-me contudo que manifeste interesse em fazer algo de realmente consequente. Venham elas, as ideias!

Um abraço,
Miguel Porto
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De Paulo Afonso a 23.08.2009 às 23:55

Miguel:

Grato pela sua mensagem. Perante a constituicao todos os portugueses nascem iguais. Os monarcas, tanto quanto sei, podem tambem formar um partido com assento na Assembleia da Republica, se eleitos pelo povo. Se alguem em Portugal passa a ter direito a ser chefe de estado apenas porque e' filho de alguem - entao nem todos os portugueses serao iguais quando nascem. Esse e' um principio fundamental que a monarquia nunca podera' contornar. De resto creio que concordamos que discordamos nestas materias. A Belgica e' um exemplo ainda mais gritante de como um rei nao chega para unir o pais - 'a beira da divisao  francofona/flamenga ano sim ano nao.

Mas voltemos a Olivenca - ai' sim poderemos trocar ideias construtivas. Li na pagina dos Amigos de Olivenca : parecer do Conselho Consultivo da PGR, homologado, que estabelece que os naturais de Olivença têm direito a Bilhete de Identidade português.

Ora ai' esta' algo a fazer. Dado que os representantes da Republica andam a dormir no q respeita 'a questao de Olivenca, os srs. monarquicos poderiam dar a entender ao povo de Olivenca que nada terao a temer com o devolver  do territorio 'a administracao portuguesa. Se quiserem
continuar espanhois mjuito bem - mas podem requerer o BI portugues. Quantos terao asscendencia portuguesa e nao saberao dessa possibilidade. E' montar uma banca que sirva limonadas ao pessoal de Olivenca, ou vinho do Porto, como preferirem - bem no meio do castelo...e oferecer servicos legais de acompanhamento aos oliventinos que queiram deslocar-se a Elvas ou a Lisboa para requerer o seu BI. O Dom Duarte devia estar a gerir essa banca - e os srs. do 31 da Armada poderao levar as bandeiras monarcas que
quiserem pois a Republica Portuguesa ausente esta' - e monarquia por monarquia que seja a portuguesa em Olivenca. Para verdadeiramente acordar os representantes da Republica, se necessario apoio financeiro para deslocar os oliventinos 'a loja do cidadao mais proxima que emita BI...pois muito bem...o D. Duarte ainda tem alguma capacidade financeira para investir ou nao? Eu comprometo-me a financiar a emissao de 5 BI portugueses de cidadaos oliventinos, ate' cerca de 100 Euro de cada vez...que as minhas financas tambem nao esticam.

E convidar jornalistas para assistir ao montar da banca - que obviamente nao precisa de nenhuma autorizacao espanhola, pois estamos em territorio nacional. O D. Duarte pode ate' mesmo conviar o "primo" Juan Carlos para estar na banca tambem!! Eu convidava!!

Ler ainda extracto de entrevista de D. Duarte ao jornal Diabo:

O Diabo (23/09/2008)

O DIABO - Há quem diga que esta é a altura certa para colocar a Questão de Olivença na agenda política... concorda?
DOM DUARTE DE BRAGANÇA - Esta altura é tão boa como muitas outras, mas o facto de estarmos os dois países juntos na União Europeia facilitaria uma solução inteligente. Por exemplo, Olivença poderia ser um principado autónomo e zona franca como Andorra, em que os chefes de Estado fossem o Presidente da República de Portugal e o Rei de Espanha. Ou mais simplesmente reconhecido como território português sob administração autónoma, e a população teria dupla nacionalidade e gozaria das vantagens de uma zona franca. Certamente que essa proposta seria aceite com o maior interesse pelas suas gentes. Poderia até ter selos de correio próprios!

Bom - o' pessoal do 31 da Armada...aqui ha' lugar a fazer algo que a Republica nao faz. Voces teriam o aplauso de todo o pais - e alem disso aumentariamos a populacao portuguesa.

Enfim - a ideia aqui fica em bruto. Os advogados que a refinem.

Ate' +

Paulo Afonso 

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