Com todo o respeito - as prostitutas tambem devem ganhar mais em Espanha que em Portugal, imagino. Enquanto houver batatas em Tras-os-Montes e bolotas no Alentejo, eu nao vendo a honra. E e' disto q se trata - de uma questao de principios, de ocupacao pela forca de territorio portugues.
E' claro que se Olivenca foi portuguesa durante ~ 600 anos, ja' e' espanhola "de facto" ha' ~ 200 anos. A incuria da monarquia (100 anos) e da republica (outros 100) trouxe novas realidades. E' certo que o castelo e as portas manuelinas sao portuguesas - mas as criancas que por la' vivem hoje nao terao culpa dos erros dos seus governantes no passado. Os cidadaos do territorio portugues de Olivenca nao deveriam sofrer com nenhuma alteracao. Porem a administracao tem que ser portuguesa - e os que quiserem continuar espanhois e a receber ordenados de entidades espanholas, muito bem que o facam. Portugal nao pode cometer os mesmos erros da Espanha, proibir o idioma, etc. Pelo contrario tem q mostrar que ao repor a legalidade administrativa nao trara' pior modo de vida ao cidadaos actuais, sejam ou nao espanhois. Alias defendo mesmo que se necessario fosse pagar-lhes (aos funcionarios administrativos) o que lhes pagara a Espanha - pois seja. Em Macau, territorio chines sobre administracao portuguesa era esse o caso nos pagamentos da administracao publica.
Temos que mostrar que os actuais nao terao nada a perder - pelo contrario, so' a ganhar com o acrescimo portugues. Portugal tem q ser um exemplo construtivo, plurar e multicultural, aceitar la' espanhois, seja no contexto da UE, faz todo sentido. Agora em territorio portugues a administracao tem q ser portuguesa tambem - isso a Espanha tem que perceber. Os palermas monarcas da bandeira na CML deviam pensar em mais do que icar bandeiras - caso de facto queiram fazefr algo de util.