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O «Ocidente» e o resto

por Tiago Geraldo, em 11.08.09

Texas v. Johnson, 491 U.S. 397 (1989)

 

«Johnson was convicted for engaging in expressive conduct. The State's interest in preventing breaches of the peace does not support his conviction, because Johnson's conduct did not threaten to disturb the peace. Nor does the State's interest in preserving the flag as a symbol of nationhood and national unity justify his criminal conviction for engaging in political expression. The judgment of the Texas Court of Criminal Appeals is therefore

 

Affirmed


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 14.08.2009 às 18:43

VILÕES!
 
Não há sabão que lave as vossas mãos,
vis assassinos de hediondo crime:
perante a História nada vos redime
sob estatuto algum de cidadãos!
 
Colocou Deus um dia o Rei Saúl
à mercê de David com sua lança,
o qual não consumou sua vingança
por ele ter de ungido o sangue azul.
 
Por mais que certa classe agora queira
limpar o vosso nome ante a nação
nada há que justifique a vossa acção.
 
Além de que para maior desgraça,
não se assassina ao canto de uma praça
um dos nobres barões da Jarreteira!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
 
Coimbra, 1 de Fevereiro de 2008.
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De Anónimo a 14.08.2009 às 18:58

POR QUEM ELAS CHORARAM
 
Luís Filipe, o príncipe encantado,
olhos azuis como os da sua Mãe,
cabelo louro, porte comparado
ao do seu Pai, cujo perfil mantém,
 
princesa não havia casadoira
em toda a Europa das nações reais
que linda, rica, amorenada ou loira,
o não quisesse para os esponsais.
 
Senhor de uma esmerada formação,
em todos os sentidos que se queira,
era a suma esperança da nação.
 
Que grande Rei teria Portugal
se uma perversa bala traiçoeira
não fulminasse o Príncipe Real!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
 
 
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De Anónimo a 14.08.2009 às 21:30

 
IRONIA DA HISTÕRIA!
 
(Em desagravo de Aquilino Ribeiro)
 
Mestre do estilo e do vocabulário
da língua de Camões na voz do povo,
aqui me tens a escrever de novo,
passado que já foi tem centenário.
 
Só para te dizer que está provado
que nada tens a ver, posta a questão,
com o crime hediondo e sem razão
contra o Monarca e Filho perpetrado.
 
Descansa em paz com tua consciência
no Panteão para onde te levaram
por mérito da tua inteligência!
 
Ironia da História!... Quem cedeu
as armas cujas balas os mataram
foi nada menos que um parente seu!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
 
(Poema publicado por ALTERNATIVA - CULTURA OUTRA, em Fevereiro de 2008)
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De Anónimo a 14.08.2009 às 22:50

DEFERIDO!
 
"Dai-nos, Senhor, um rei que nos governe"
- pediram os Hebreus a Jeová
e Deus lhes deu Saúl, a quem concerne
reger o povo eleito de Canaã.
 
Nem sempre foi bom rei, como é sabido,
mas Deus, compadecido do seu povo,
outra vez atendendo o seu pedido,
um outro rei lhes concedeu de novo.
 
E foi feliz o povo de Israel
passando com David a regressar
ao tempo em que era tudo leite e mel.
 
Veio depois seu filho Salomão
que soube com justiça governar;
seguidamente... foi a frustração!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
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De Anónimo a 14.08.2009 às 23:04

REALEZA
 
O Rei não se discute: é por direito,
independentemente da vontade
dos cidadãos, o governante eleito
por transmissão da titularidade.
 
Por conseguinte, à luz deste conceito,
vem-lhe do berço a sua autoridade
sem desde logo se encontrar sujeito
às prescrições da rotatividade.
 
Importa, pois, que dada a natureza
das normas em que assenta a realeza,
o Rei seja o espelho da nação.
 
Se assim não suceder, os seus vassalos,
caso o monarca venha a defraudá-los,
devem poder dizer-lhe: "Senão, não!"
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
 
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De Anónimo a 15.08.2009 às 01:27

D. Pedro V: um Rei entre estudantes
 
Discreto, culto, estudioso e bom,
é assim que o vejo, ouvindo as prelecções
de Alexandre Herculano, cujo dom
de historiador lhe prende as atenções.
 
No mais, entre o cuidado de reinar
de acordo com a sua consciência
sem  a Constituição desrespeitar,
passou sua brevíssima existência.
 
Como poucos amou a sua Esposa
que tão cedo o deixou, D. Estefânea,
por quem nutria uma afeição pasmosa.
 
Que lindo foi, na terra das tricanas,
ouvir dos estudantes, espontânea,
a grita de académicos hossanas!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
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De Anónimo a 15.08.2009 às 01:41

"POUR BIEN"
 
Há quem veja na crítica uma ofensa,
abominável por assim dizer,
mas quem desta maneira julga ou pensa
não tem razão nenhuma para o crer.
 
Aliás é conhecida a reacção
de Salazar às críticas honestas:
por mais legal que fosse a intenção,
eram-lhe sempre odiosas e molestas.
 
O mais provável que sucederia
a quem dele dissesse algo de mal
era candidatar-se... ao Tarrafal.
 
Porém, segundo a etimologia,
sem ofender... a crítica não passa
dum juízo de valor, que até tem graça!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
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De Anónimo a 15.08.2009 às 04:16

A SAGA DA BANDEIRA AZUL E BRANCA
 
Ficou todo o país alvoroçado
ao inteirar-se que na capital
um grupo juvenil havia içado
a bandeira monárquica, real.
 
Nos paços do concelho aconteceu,
onde há cem anos, no balcão da frente,
idêntico episódio sucedeu,
mas em sentido inverso ao do presente.
 
Foi sol de pouca dura: a autoridade,
depressa a removendo, abriu devassa
para inquirir a culpabilidade.
 
Independentemente da intenção
que possa estar no cerne da questão,
tudo acabou por ter montões de graça!

JOÃO DE CASTRO NUNES
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De Anónimo a 15.08.2009 às 20:20

D. PEDRO IV DE PORTUGAL
        E I DO BRASIL

Foi no Real Palácio de Queluz
que sob o signo da fatalidade
a sua infausta mãe o deu à luz
para instaurar na pátria a liberdade.
 
Creia-se ou não na predestinação,
o certo é que esse quarto onde nasceu,
justo motivo de veneração,
viria a ser o mesmo em que morreu.
 
Acresce que, coincidentemente,
pintadas nas paredes existiam
cenas de D. Quixote, onde se viam
 
as suas lutas a favor da gente
que, subjugada pela prepotência,
ansiava pela independência!
 
JOÃO DE CASTRO NUNES
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De Anónimo a 15.08.2009 às 20:51

 
D- PEDRO IV
 
Corrijo o último verso do respectivo soneto:
 
ansiava pela sua independência!
 
JCN

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