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O balanço da acção de restauração da Monarquia

por Carlos Nunes Lopes, em 11.08.09

feito pelos especialistas.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Nuno Castelo-Branco a 11.08.2009 às 15:36

A presença do Conde de Lippe em Portugal, parece ainda influenciar algumas mentes exaltadas e quiçá temerosas dos acontecimentos ocorridos há apenas algumas horas. A questão da bandeira municipal de Lisboa, torna-se numa falsa questão, já que todos sabem que o pendão provem dos tempos da Monarquia. Em reforço da incómoda posição republicana, ainda podemos acrescentar tratar-se de um símbolo sobrevivente do regime anterior ao Vintismo, com tudo o que isso possa significar. Embora existam algumas suposições acerca de uma ancestralidade representativa que remonta aos tempos da Fundação, a verdade parece ser bem mais próxima: Marechal-de Campo e comandante do Exército Português, o Conde de Lippe inspirou-se nas bandeiras dos regimentos da sua pátria prussiana e Lisboa é assim, a derradeira localidade europeia que arvora as cores e o símbolo daquele desaparecido Estado da Alemanha.

 

Ficamos agora a saber da feroz existência de uma corrente de bem instalados comensais do regime, que aproveitou logo para se tornar "mais papista que o Papa".  Alguns blogues ditos moderadosdemocratas e até liberais (!) - como se a Bandeira ontem hasteada não o tivesse sido - , clamam por "severa punição e exemplar castigo" dos meliantes. É o velho tique da mãozita papuda sempre pronta a empunhar a chibatinha, enquanto a outra revolve ansiosamente os bolsos da vítima, à busca da carteira onde guarda as moedas e o cartão multibanco.  Enfim, reminiscências do Santo Ofício e das sucedâneas Formiga Branca e PIDE.

 

Quanto ao atabalhoado comunicado gizado no Largo do Pelourinho, não deixa de ser absurda a alegação de ilegalidade, por parte de uma Câmara Municipal que ao longo das últimas décadas se especializou em contornar as suas próprias normas: suspende o Plano Director Municipal a seu bel-prazer - Ribeiro Telles dixit -, retira edifícios do famoso Inventário Municipal (para impunemente os poder demolir), procede a obras de vulto sem concurso público (Terreiro do Paço), intervem  hoteleiramente em zonas históricas (Belém), satisfaz a cupidez de entidades privadas em detrimento do interesse dos munícipes (terminal de contentores de Alcântara), deixa-se envolver em sórdidos casos de aboletamento em propriedade municipal (as casas de renda baixa para pobres abastados amigados), etc, etc.

 

Conheci o dr. António Costa em 1983 e com ele convivi durante um mês, num curso de verão patrocinado pela NATO, em França. É um homem inteligente, teimoso, coriáceo e ambicioso. Se ainda se trata do então tolerante rapaz com quem passei horas a conversar, julgo que aprecia a audácia. No fundo, esta ousadia do 31 da Armada deve  agradar-lhe. Assim sendo, aceite a proposta do Rodrigo Moita de Deus e receba de volta o monárquico e prussiano pendão da C.M.L., em troca da Bandeira do Reino.  

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De Coronel Vicente Nicolau de Mesquita a 11.08.2009 às 17:53

Em homenagem ao feito heróico e à evocação histórica das "Cores" (Colours=Estandarte) de Lisboa, eis a Marcha "Preußens Glória" para acompanhar:

http://www.youtube.com/watch?v=_43nRVyed3I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=vKnRLUqynds

Excerptos "Da Carta do Coronel Mesquita ao Comandante Moita de Deus"

"É inconcebível tolerar que jornalistas como Maria José Oliveira do Público, ande por aí a mentir com todos os dentes (descaradamente) sobre o projecto da Municipalidade afirmando que "(o municipalismo foi, refira-se, um dos projectos do ideário republicano)", nada mais mentiroso, pois o municipalismo é das mais antigas tradições da Monarquia Portuguesa. A falta de parcialidade e o sentido de ódio reflectidos na escrita desta jornalista, demonstram claramente a diferença entre Serviço Público  e Propaganda Política.

Ora vejamos, em 1849, combati em nome da Coroa Portuguesa, na defesa da Cidade do Santo Nome de Deus, Macau e da Honra do Senhor Governador do então Território Ultramarino, defendi com a minha vida o que considerei um modo superior de gestão do Bem Comum e da vida numa Cidade, o Municipalismo (ou então, o Leal Senado de Macau, a Câmara dos Homens Bons da Cidade e a primeira em todo o Extremo-Oriente, fundada por portugueses) e ainda longe estava a República.

Esquecermo-nos do Passado, será o mesmo que amputarmos o Presente, aniquilando o Futuro, pela escrita de certos jornalistas apercebemo-nos dos que estão ao serviço da propaganda política Revolucionária e que destila ódio, ou seja, aquela que visa fazer do Passado tábua rasa, na expectativa da criação de um homem novo, a raíz do pensamento político de todos os totalitarismos e regimes sanguinários à face da Terra.

Maria José Oliveira deve aproveitar as Novas Oportunidades oferecidas pelo bacharel José Pinto de Sousa e tentar aprender História de Portugal. O problema não são de facto as mentiretas da jornalista mas sim o acto deliberado de desinformação, de tornar nós portugueses incautos cada vez mais incultos. É um ataque ao Bem Comum da Nação Portuguesa."

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