(2005)
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Comemorações do 1º de Dezembro
A Praça dos Restauradores foi palco, uma vez mais, das comemorações do dia primeiro de Dezembro, Dia da Restauração, junto ao obelisco que evoca a data de 1640 e a sua importância para a reafirmação da independência nacional. Depois de lida, por uma jovem, a habitual mensagem da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, discursou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues.
A Praça dos Restauradores foi palco, uma vez mais, das comemorações do dia primeiro de Dezembro, Dia da Restauração, junto ao obelisco que evoca a data de 1640 e a sua importância para a reafirmação da independência nacional. Depois de lida, por uma jovem, a habitual mensagem da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, discursou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues.
A cerimónia iniciou-se com o hastear da Bandeira Nacional e da Bandeira da Restauração, ao som da “Portuguesa”, Hino Nacional, executado pela Banda do Exército e cantado pelo Coro dos Alunos da Casa Pia, a que se seguiu a execução do Hino da Restauração, pelos mesmos grupos. Como vem sendo tradição, uma jovem leu a mensagem da SHIP aos portugueses, salientando a perenidade dos valores da portugalidade na reafirmação da identidade nacional.
O edil lisboeta, Carmona Rodrigues, ao evocar na sua intervenção o generoso feito dos conjurados de 1640, apelou para a necessidade de, “com base no exemplo do passado, retirar lições para o presente e para o futuro do país”. Assim, vivendo hoje num país livre e democrático, e à luz das novas realidades, nomeadamente no contexto da globalização, “devemos a obrigação, sobretudo aos mais jovens, de enquadrar os valores que procuramos preservar no nosso legado histórico”. Neste sentido, o autarca apelou aos responsáveis para a necessidade de mobilizar a nação para os desafios do futuro, mormente os que cabem ao “papel determinante da Língua Portuguesa e do património cultural como afirmação fundamental desses mesmos valores de identidade nacional”. Carmona Rodrigues concluiu pedindo à sociedade portuguesa “generosidade, ousadia, confiança e espírito de servir”.
O momento alto da cerimónia consistiu na deposição de coroas de flores na base do obelisco monumental, em representação de diversas instituições, como a Câmara Municipal de Lisboa e Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, organizadoras da cerimónia, o Colégio Militar, Instituto D. Afonso (Odivelas), I. M. Pupilos do Exército, Escola Naval, Academia Militar, Academia da Força Aérea, Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Governo Militar de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Grupo dos Amigos de Olivença e Real Associação de Lisboa, entre outras. A cerimónia encerraria com a evocação dos Heróis da Restauração de 1640, com os toques de silêncio, homenagem aos mortos e alvorada, executados pela Fanfarra do Governo Militar de Lisboa.
Posteriormente, acompanhados pelos corpos sociais da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, a representação da Câmara Municipal de Lisboa, as chefias militares, Sua Alteza Real D. Duarte Pio de Bragança e demais convidados dirigiram-se ao Salão Nobre do Palácio dos Almadas, sede da SHIP, para o acto de assinatura do Livro de Honra da prestigiada instituição, e onde assistiram a uma demonstração de danças do século XVII, interpretada por um grupo da Associação Danças com História. As comemorações terminaram com uma Missa Solene de Acção de Graças na Igreja de S. Nicolau.
[2005-12-02]