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Como prometido, o 31 da Armada foi devolver a bandeira de LIsboa à Câmara Municipal, lavada e engomada na "5 a Sec". Dirigimo-nos à recepção da Câmara, onde anunciámos o nosso propósito. Disseram-nos para aguardar, o que fizémos. Vieram as autoridades, PSP, chamadas pela autarquia, apreenderam a bandeira e seguiram-se os procedimentos que as autoridades considerararm apropriados.
Missões cumpridas: O 31 da Armada entregou a bandeira, como devia. A autarquia agiu como entendeu dever agir. As autoridades cumpriram aquilo para que foram chamadas . A "5 a Sec" deixou a bandeira impecável.
Meus caros compatriotas monárquicos: referendar a Monarquia é uma estupidez, tal como qualquer Rei acharia uma estupidez referendar a República. Mas se querem realmente continuar por aí, têm duas hipóteses que têm a vantagem de nos poupar a todos a palhaçadas destas:
1. Convencer o D. Duarte a candidatar-se à Presidência da República (se por acaso ganhar, até se pode começar a questionar o regime que temos)
2. Fazer campanha pelo PPM para as próximas legislativas (e esperar que o PPM arranje 2/3 da Assembleia da República para poder fazer uma revisão constitucional - se é que é possivel)
Agora, andar a chatear a malta com infantilidades destas por não terem tomates para avançar com uma das ideias acima (consultando o Povo português) é que é escusado…
Cumprimentos
Não me parece, que pessoas que votam a favor de uma monarquia sejam mais inteligentes, daquelas que votam numa república. Parece-me errado (e é de facto!) obter este tipo de conclusões. A velha questão de que não foi o povo português a escolher a república, parece-me também, um pouco obtusa, tendo em conta que em 1910 a questão das votações, eleições e demais referendos não se colocava. E não se colocava, a mentalidade social na altura era completamente diferente. Não votavam os negros, nem as mulheres, nem o povo em geral, estando salvaguardo esse direito a alguns ilustres. E se ao Povo português só foi permitido votar livremente depois da Revolução de Abril, todas as questões decididas até então deveriam ser anuladas e submetidas a votação popular. Até mesmo aquelas decisões que colocam a figura do pretendente ao trono de Portugal como figura de estado, vivendo nós numa República.
E no seguimento, concordo com o comentário do Mário. Se de facto existe uma franja de pessoas, que quer o regime Monárquico, pois bem, têm bom remédio... podem começar com uma iniciativa legislativa de cidadãos e submeter-se às regras entretanto implementadas e tentar mudar o regime actual. Da mesma forma que outras questões, de outros regimes têm esse direito.
E caso houvesse essa consulta popular, votaria pelo regime republicano. E não seria por esse motivo, que me iria considerar mais burro, que um qualquer australiano ou canadiano, que tenha votado a favor da Rainha de Inglaterra.
Ps. Não me lembro de ter estudado, que os Portugueses tenham escolhido viver numa monarquia aquando da implementação de Portugal como País. Ou a história pode diferir na sua escolha entre 1910 e 1143?
Como faz toda a diferença as constituições posteriores a 1910. A apreciação que faço apoia-se que a História só pode ser julgada por ela própria e aquilo que aqui se discute, é que a implementação da República em 1910 foi efectuada de maneira errada, não tendo sido perguntado aos portugueses de então, se queriam um regime monárquico ou não. Mas lá está, se nem toda a gente votava na altura e se não havia maneira de efectuar essa recolha de opinião, não se pode julgar com as regras de hoje, e com os pensamentos de hoje, aquilo que se passou naquela altura, porque as coisas são muito diferentes. Porque caso contrário teríamos que julgar a escravidão e o império português com as regras de hoje (direito internacional, liberdades e garantias, etc.) e chegaríamos a uma conclusão: crimes contra a humanidade.
Aquilo que aqui se discute, é uma corrente de opinião extremamente castradora de ideias, e quando se refere que "a existência de um Estado organizado com Lei/ Constituição" faz toda a diferença", fará com certeza, não só em 1910, mas também anteriormente, onde já existiam constituições e onde também poderia ter existido a abertura de consultar os portugueses na altura, se queriam continuar sobre um regime monárquico. E se vamos cair no erro, de julgar a história sob o pretexto das regras actuais, iremos cair no erro, de que ninguém perguntou aos portugueses se estes queriam ou não a "revolução dos cravos", ou se queriam ou não a continuação do Regime implantado pelo Dr. Salazar. O perigo deste tipo de intervenções, não passa pelo regresso da Monarquia, mas sim, que aos olhos das correntes sociais actuais, se essa escolha é permitida, as outras também o podem ser.
E de facto não existiam portugueses em 1142 como aprendeu. Mas existiram depois disso, e até 1910 ninguém lhes perguntou se queriam ser governados sobre um regime monárquico, onde alguns, só porque nasceram em determinadas famílias, teriam mais direitos que os outros. E caindo no seu erro, de julgar a história com as regras actuais, a monarquia portuguesa, após a revolução francesa e americana poderia ter feito uma consulta ao Povo. E assim, as questões que ficam são: será que naquele momento histórico faria sentido? Será que era a maneira de pensar na altura?