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"É tradição da monarquia ter uns bobos de serviço". Profundas palavras estas, de Duarte Moral, assessor do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ao Expresso.

 

A criatura parece não entender que os lisboetas, sejam eles monárquicos, republicanos ou desalinhados, não sentem, na maioria dos casos, qualquer afinidade com este tipo de declarações:  seja porque não se identificam com o ressentimento pouco saudável de Duarte Moral perante as legítimas convicções de outros cidadãos; seja porque têm mais que fazer do que lidar com uma confrangedora relação não resolvida do assessor com a História.

 

Com Duarte Moral, ganham os psiquiatras que, porventura, dele se venham a encarregar, e Pedro Santana Lopes, destinatário natural do voto de monárquicos e republicanos escandalizados com este tipo de reacções.

 

Veremos se António Costa tem o talento e a intuição necessários para, a muito curto prazo, reconhecer o evidente e inverter uma situação que tem tudo para se tornar muito desconfortável (recorde-se, neste âmbito, o elenco de monárquicos ilustres que se dividem pelas candidaturas à Câmara Municipal de Lisboa): para isso, haverá que deixar claro que todos, sem excepção, têm o direito de ser ou monárquicos ou republicanos; e que a opção monárquica de alguns,e a maior ou menor criatividade com que esses a defendem, não justificam as declarações tendencialmente ofensivas de um funcionário menor e malcriado.

 

Quando a Duarte Moral, que fique tranquilo: se enquanto assessor não é grande coisa, como palhaço, faz-se. Ao serviço de quem, é algo que veremos; da minha parte, porém, confesso que gostaria de o ver a milhas de um futuro Primeiro-ministro de Portugal.

 

* Post editado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Céptico a 14.08.2009 às 12:03

Caro Respublica,

é sempre interessante discutir temáticas por vezes tidas como etéreas, ainda que se parta de uma base de discordância e se termine, também, discordando. Não me sinto, contudo, inclinado para enteder como legítimas as agressões aos "direitos humanos" (as aspas são propositadas, já que os não reconhece como tal, mas na estrita medida do reconhecimento que lhes é dado por cada povo) só porque legitmidas pelo direito local e aceites - por condicionamento social - pelas populações locais. A excisão em África, os apedrejamentos islâmicos, a escravatura, o tráfico humano, a pedofilia tornam-se legítimos pois outra concepção seria limitadora da autonomia dos Estados que os reconhecem ou, até, toleram como prática "costumeira".

Viva o 5 de Outubro de 1143!

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