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Mentiras a norte

por Nuno Gouveia, em 21.08.09

Vi agora que o candidato do PCP à Câmara Municipal do Porto, Rui Sá, disse esta semana que a revista camarária custa 1 milhão de euros. Será que ele não percebe o ridículo em que caiu? Com adversários mentirosos deste tipo, Rui Rio pode estar descansado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Marta a 21.08.2009 às 21:40

Eu tenho vindo diariamente desde a tal história da bandeira. Li arquivos e tudo. Já sei que isto tá tudo corrupto, o Socrates é um mentiroso, a Manuela Ferreira Leite não diz nada e tudo e tudo e tudo. Já sei de tràs para a frente as ideias do "respublica" e as respostas da "marquesa" qualquer coisa e todos comentários que incentivam a que cá volte.

Agora sugiro que se faça uma coisa original. Tipo 10 (vá, pode ser 5) coisas que se mudariam. Coisas que devem realmente mudar. Tipo esse chavão que é incentivar comprarmos o que é feito cá. A sério que gostava porque resmungar, todos nós sabemos fazê-lo. Eu cá queria era ver soluções... só para me elucidar um pouco mais...
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De Maraquesa de carabás a 21.08.2009 às 22:08

Muito bem Marta! A Marquesa e o Respública, a Marta, a Maria da Fonte a Amidala, o Pedro etc..etc...etc... têm feito exactamente isso...puxar pela carroça. MAS ATÃO A CARROÇA ANDA OU QUÊ???
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De Maria da Fonte a 21.08.2009 às 22:47

Marta

Então força. Sugira! E já agora faça. E já agora, talvez valha a pena começar-mos pelo príncipio, ou seja pelo estudo da verdadeira História de Portugal. Talvez conhecendo-a, se perceba como chegámos a este descalabro.
Pela minha parte, tenho de há vários anos, muitas noites de estudo, muitas consultas na TT, em Bibliotecas Portuguesas e estrangeiras, etc., na tentativa de perceber alguns dos pontos obscuros da nossa História.
Outros, têm-se dedicado a estas questões, muito mais do que eu.
Talvez não fosse descabido, que os esperam por sugestões, começassem a pensar em encontrá-las.
A começar talvez, pela maneira de evitar tragédias como a que hoje aconteceu em Albufeira.
Para quando a discussão pública, do Desordenamento do Território, e de todas as questões que subjacentes aos desmandos públicos, claras ou encapotadas, estão a conduzir à destruição de Portugal, e á morte de seres humanos.
Desculpe a agressividade, mas o que aconteceu hoje, é mais um dos muitos crimes a que assistimos diáriamente, só que desta vez morreram pelo menos cinco pessoas, e eu não posso ficar calada.
Resta saber, se os outros calam.

Maria da Fonte
  

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De Marquesa de Carabás a 21.08.2009 às 23:40

 Maria da Fonte,

Pela minha parte só tenho que lhe agradecer tudo o que tenho aprendido consigo e com os outros comentadores bem informados deste blog. Muitos Portugueses como eu, sabem pouco da história de Portugal. Estou a informar-me, a ler , a tentar entender muitas das coisas que tenho visto por aqui. Tenho dado o meu humilde contributo através do humor, para ajudar a manter a "chama acesa" deste 31 que neste verão tirou o País por momentos do marasmo ode se encontra.
É só um humilde contributo que acredito nem sempre agrade a todos. Mas é com boa disposição e alegria. Tal como o nosso Respública eu acredito.
Somos  só a face visivel de milhares de pessoas anónimas,que estão à espera que alguma coisa aconteça. Será que é por aqui? Comentando estamos a ajudar? Espero que sim.
É essa pelo menos a minha  humilde intenção.

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De Maria da Fonte a 22.08.2009 às 00:56

Senhora Marquesa

É também a minha intenção. Manter a velha chama! E tenho a certeza que o Respública, com a sua inesgotável capacidade  de irritar ao extremo os opositores, está a fazer o mesmo.
Gostaria de ser assim bem humorada, como a Senhora Marquesa, mas face a alguns acontecimentos por vezes, é difícil.
Como hoje, quando vejo a nossa belíssima costa transformada numa calamidade de betão empilhado, as praias desareadas, com o mar erosando as Falésias e
tornando-as cada vez mais vulneráveis, desafiando todos os princípios do equilíbrio vital entre a Terra e os seres humanos de trágicas consequências, sem que ninguém se sinta culpado, confesso que perco o pouco sentido de humor que me coube, e disparo para todos os lados.
Mas é transitório!

Os meus cumprimentos, Senhora Marquesa
Pela sua boa disposição e  bom senso.

Maria da Fonte




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De Respública a 22.08.2009 às 10:31

Obrigado pelos elogios , seja como for o problema da costa resulta da falta/desrespeito dos Planos de Ordenamento da Costa, que são vilipendiados por todos os interesses obscuros, não é só em Alcochete que a REN e RAN são atacadas, na costa vicentina e costa de prata também.
A solução até é simples atribuir competências e meios ao ministério do ambiente para elaborar a planificação territorial, suspender ou  mesmo proibir a construção nas áreas de duna e costeiras e destruir os prédios aí construidos.
Acreditem é necessário recuperar a costa sob pena de entrarmos num caminho sem retorno.
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De Talvez... a 21.08.2009 às 23:05

Começo com uma: impostos alfandegários e preferência às empresas e produtos nacionais em construções encomendadas pelo Estado.
2. Criação directa, por parte do Estado, de indústrias necessárias ao desenvolvimento de cada região. É muito bonito dizer que é necessário atrair as indústrias etc. mas esquecem-se que o Estado tem os recursos para o fazer ele próprio.
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De Antoine Silva a 21.08.2009 às 23:38

Esperem lá!
Depois de construir esse rol de ideias, vamos fazer o quê, entregá-las ao PM ou a um agente político, seja ele de que cor for? o que fará ele com isso?
Além do mais, desculpem que vos diga, tudo isto passa por isso que estão a querer começar a construir, mas passa fundamentalmente por acções de muito maior amplitude, mas muito maior mesmo.
Acham que se nada mudar profundamente, mas mesmo muito profundamente, em todo Sistema Político, conseguiremos concretizar alguma coisa? alguma coisa mudará? Nada!
Não passaremos de um ser um mero grupo de pessoas que se assemelharão a um programa "prós e contras", mas ainda com muito menos eficácia.
Agora, uma coisa vos digo, vejo muita vontade, vejo uma capacidade diferente de as pessoas se aperceberem que andam a ser enganadas e estupradas há décadas (pelo menos há 3!).
E vejo acima de tudo, um ambiente propício à mudança.
As pessoas hoje vivem mal, a classe média deixou de existir, há muita pobreza, há pessoas que tinham uma vida normal e que hoje têm dificuldade em alimentar os seus filhos.
E isso é uma condição essencial para que estejam dispostas a analisar o que se tem passado com outra profundidade, disponibilidade e interesse, o próprio, o delas e das suas pessoas próximas.
E aí sim, AGIR, como muito bem sugerem.
Acima de tudo, agirmos de uma determinada maneira, que não seja, ainda, assaltando a bomba de gasolina aí à  esquina.
Dentro em breve deixaremos de trocar ideias somente aqui, por trás dos nossos monitores e estaremos juntos. Esse sim será um bom passo.
Fico à vossa espera.
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De Custódio a 22.08.2009 às 18:13

Brilhantes ideias. Acontece que isso foi exactamente o que a América Latina fez no pós 1ª guerra Mundial e como se viu não deu muito resultado. Não é por acaso que a tendência foi a globalização e não o proteccionismo...
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De Talvez... a 23.08.2009 às 10:26

Foi isso que o Marquês de Pombal e Salazar fizeram, com êxito retumbante. Uns anos depois da saída do Marquês, as suas medidas começaram a dar fruto, e a nossa balança comercial com a Inglaterra tornou-se positiva. Quanto a Salazar, devo relembrar que, no pós-guerra, Portugal era considerado pela imprensa internacional o terceiro milagre económico, a seguir à Alemanha e ao Japão.

Há várias maneiras de concretizar essas medidas, em primeiro lugar, e em segundo, não se compare Portugal com a América Latina!
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De pedro a 22.08.2009 às 02:00

 Das coisas que mudaria, em Portugal
  • 1-Que os salários dos políticos fossem "principescos". Teria como objectivo eliminar a corrupção e fomentar a méritocracia
2-Acabar com qualquer tipo de quotas e limitação de mandados .Teria comoobjectivo tornar claro que se as pessoas elegessem pessoas pouco idóneas, nos seus concelhos a qualidade de vida das mesmas se iriaressentir , amarrava nessa escolha do candidato a responsabilidade de ir votar, e não ir lá só fazer uma cruz. Se as pessoas fossem validas,que tenham o "saber fazer" no poder autárquico ou  poder executivo, e se quiserem servir os seus concidadãos pelo número de anos que
quiserem, não deve ser uma Lei que tem medo da não justiça dos tribunais, tentar remendar a situação e poder inclusive ser contra-producente
  • 3- Acabar com a expressão corrente "rigoroso inquérito".
Ela existe porque se supõe que existam
vários inquéritos, ao sabor de quem é quem e inquere o que. Terminar
com isto, através de "fazendo-se caminho", paulatinamente legislando,
"não se suspendendo a Democracia" isto é não será da noite para o dia
pois os vicíos são tantos, mas para se chegar a bom porto ao fim de uma
geração .
  • 4- Criação de empresas municipais no interior do Pais que fornecessem
serviços, para além dos considerados básicos, gratuitos ou
tendencialmente
aos municipes residentes. Existindo esses "fringe benefits", regalias
no Interior, seria motivo de escolha "onde quero eu residir"
  • 5-Criação de um espaço "Político " com todos os paises onde a Lingua portuguesa fosse falada.
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De Jonasnuts a 21.08.2009 às 22:36

Não sei quanto é que custa a revista camarária do Porto, ms tenho MUITA curiosidade em saber quanto é que custa a de Oeiras. Pergunto sempre que a recebo na caixa do correio, e pergunto especialmente neste último número, que é uma edição de luxo comemorativa dos 100 números editados (expressão que pode ser traduzida por, estamos a mês e pouco das eleições).

É um escândalo.
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De Maria da Fonte a 21.08.2009 às 22:57

Jonasnuts

Eu também não sei quanto custam as revistas, mas gostava de saber, quanto custa alterar um PDM e quanto custa classificar um qualquer assassinato do território, em Projecto de Interesse Público.
É que esses estão espalhados de norte a sul do País, portanto também em Autarquias do Alentejo.

Maria da Fonte
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De Luís C. a 22.08.2009 às 00:22

O senhor Nuno Gouveia é que caíu no ridículo com este post tão estapafúrdio. Oportunidade perdida para ganhar tempo lendo dois ou três livros e ficar calado ou quieto. Demonstra a atitudezinha típica daqueles para quem a cidade do Porto é, politicamente, uma "quintinha" onde é interessante ter um presidente de câmara da "nossa dama", e onde há que defendê-lo seja ela quem for e faça ela o que fizer. Essa revista, que notoriamente não conhece e nunca leu, é uma pouca vergonha! E se nunca a leu e nunca percebeu o cunho político - já de si vergonhoso - e o grafismo de luxo (cor, gramagem e espessura), então não pode "atingir" o real alcance da sua existência. Propaganda eleitoral de luxo à custa dos munícipes! Aliás, da mesma forma que o Sr. Rui Rio usa ostensivamente o website da Câmara para dar "opiniões" e perpetuar os seus "belos" discursos.

Ah... não sou comunista. Já fui em tempos militante do PS. Moro na cidade. E posso dizer-lhe que o Eng. Rui Sá foi o único vereador dos últimos anos que eu vi no terreno a arranjar soluções para os problemas e a acompanhá-los em permanência.
Pode arranjar mil e um argumentos contra ele... mas que notoriamente NÃO SABE do que fala, isso qualquer portuense o saberá.
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De Nuno Ramos de Almeida a 22.08.2009 às 00:15

Rui Sá é o mais antigo vereador da Câmara do Porto, conhecendo-o , como o conheço, duvido que minta e dificilmente se engana em aspectos factuais.
Mas, estou cheio de curiosidade, quanto é que, segundo o meu caro amigo, custa a revista da Câmara do Porto, entre custos directos (colaborações e impressão) e o salário dos técnicos da câmara que lá trabalham? Você só se limitou a chamar mentiroso ao Rui Sá, o como argumento é fraco.
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De Nuno Gouveia a 22.08.2009 às 00:54

Caro Nuno,
Tenho um amigo meu, colega de Rui Sá na Universidade do Minho que sempre me falou bem, em termos pessoais dele. Dito isto, Rui Rio disse na RTP que a revista custa aproximadamente 40 mil euros. Se é um número elevado? Talvez. Mas muito longe do 1 milhão de euros que o Rui Sá referiu na entrevista da SIC N.
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De sósso a 22.08.2009 às 01:32

40 mil euros por mês dá uma factura de cerca de 1 milhão de euros por ano.
ninguém está a mentir, mas é de facto uma soma elevada para um mero veículo de propaganda.
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De sósso a 22.08.2009 às 01:40

erro meu, que ainda estava a pensar em contos.
135 000 exemplares, editada quatro vezes por ano, dá cerca de 540 000 exemplares.
tendo em conta que são a cores e em papel de qualidade superior aos das revistas generalistas, todos constatam que a factura será muito superior aos tais 40000 euros.


o ppm que avance o valor de quanto é ficava o preço de cada atlantico, sem publicidade, sff, para podermos comparar.
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De Nuno Gouveia a 22.08.2009 às 02:02

A revista, que é trimestral, custará esse valor (40 mil euros) Não me recordo, mas Rui Rio levou a factura para a entrevista. Mas percebo a má fé. Primeiro era mensal, depois foi verificar, já era trimestral (correcto), mas manteve o argumento. 

E já agora, quer outra mentira proferida por Rui Sá? A questão das corridas da Boavista custarem 3 milhões de euros. Segundo o ultimo relatório final que já é conhecido (penso que do ano de 2008), a iniciativa deu um prejuízo de pouco mais de 350mil euros. Como se deverá perceber, por uma iniciativa ter um orçamento de 3 milhões de euros, isso não quer dizer que seja tudo investimento da organização. Será dizer que as corridas custam 3M de euros à Câmara não é faltar à verdade?
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De Respública a 22.08.2009 às 10:36

Num post à tempo já disse o que faria para Mudar Portugal:
1. Extinguir o cargo de Presidente da República e entregar a chefia do estado ao Parlamento;
2. Proibir a pedofilia até aos 18 anos;
3. Revogar a actual lei do aborto;
4. Proibir a prostituição;
5. Tabelar os vencimentos dos políticos e extinguir todas as subvensões a eles atribuidas, após a cessação de funções;
6. Aumentar a pena de prisão máxima até aos 50 anos;
7. Aplicar penas mais duras aos crimes sexuais;
8. Reforçar as forças de seguranças públicas;
9. Extinguir as forças armadas e a sua substituição por uma Guarda Nacional apenas sujeita ao poder parlamentar;
10. Aplicar como princípio máximo do Estado a Liberdade;
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De Nani Santos a 22.08.2009 às 11:07

Sabemos que a vida é bela,


Mas cuma seringadela,


Sempre fica bem melhor.


E pra que haja algo de novo,


É preciso que o Zé-Povo


Seja o seu Seringador.


 


E assim sempre a seringar


E o cinto a apertar,


Pouca é a longevidade.


Co trabalho a escassear


E a crise a apertar,


Valha-nos a caridade.


 


As promessas vão surgindo


E o povinho vai sorrindo,


Tentando acreditar.


Ouvem-se os galos cantando,


Para quem os vai escutando,


No poleiro os colocar.


 


Falta o leite, falta o pão,


Nos bolsos do cidadão


Só o cotão permanece.


Viver assim não é mol’,


Mas quando há futebol,


O Euro sempre aparece.


 


Mas por respeito a quem manda,


O Zé nem que ande de tanga,


Vive a rir e a dar ao pé.


Pois se há coisas menos belas,


Contentam-se a ver estrelas,


Dos fundos da C.E.E.


 

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