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Concurso ou ajuste directo?

por Vasco Campilho, em 23.08.09

Expresso: Quando começou a colaborar com o PS?

Manuel Caldeira Cabral: Em 2006, quando o gabinete de Estudos do Ministério da Economia, chefiado por Miguel Lebre de Freitas, me pediu um estudo sobre a internacionalização do país.

 

in Expresso, 22 de Agosto de 2009, p. 10 (Economia). 

 

Note-se a descontracção com que o co-autor do Programa Eleitoral do PS confunde servir o Estado e colaborar com um partido. E note-se como data o início da sua colaboração com o Partido-Estado de uma encomenda paga com o dinheiro de todos nós. Fica a dúvida: terá sido concurso ou ajuste directo?

 

 

Adenda: Manuel Caldeira Cabral deixou uma nota de esclarecimento na caixa de comentários. Tudo não terá passado de uma transcrição algo apressada da entrevista...

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comentários

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De Frente Socialista a 24.08.2009 às 09:18

O desvio foi para o financiamento da Frente Socialista, pois caso contrário não estaríamos hoje e aqui a apoiar o Partido Socialista e o Senhor Engenheiro Primeiro-Ministro José Sócrates.
 
Somos pelo igualitarismo, pela igualdade, e assim atentamos e temos de continuar a atentar contra a Liberdade, por isso é que somos Socialistas e por conseguinte Totalitários. Tal como somos todos iguais, mas nós somos mais iguais que outros.
 
Viva a Frente Socialista, Sieg Heil!
Viva o Partido SOcialista, Sieg Heil!
Viva José Hitler, Sieg Heil!
Viva Adolf Sócrates, Sieg Heil!
 
Vídeo de apoio da Frente Socialista à campanha do Partido Socialista:
http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY (http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY)
http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY (http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY)
http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY (http://www.youtube.com/watch?v=ApxnTdzfNzY)
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De Manuel Caldeira Cabral a 25.08.2009 às 13:26

Caro Vasco Campilho
Venho esclarecer que não existe em mim qualquer confusão entre partido, governo e estado, nem existiu na entrevista.
As entrevistas como sabe são editadas e a jornalista tem alguma liberdade de sintetizar o pensamento do entrevistado. Penso que não houve qualquer intenção da jornalista em distorcer o meu pensamento e acrescento que a generalidade das pessoas que me contactaram acharam que a entrevista está bem.
Neste caso a jornalista perguntou-me quando e como é que eu tinha sido convidado a colaborar com o governo e quando é que comecei a trabalhar na elaboração do programa do PS, ao que eu respondi que comecei a colaborar na elaboração do programa há cerca de oito meses e esclareci que tal aconteceu na sequência do trabalho que tinha feito para o Ministério da Economia e Inovação alguns anos antes. Foi só na apresentação desse estudo que conheci o Ministro da Economia. Posteriormente participei em várias outras acções do Ministério (colóquios, encontros de competitividade, seminários promovidos pelo GEE, etc), eventos abertos em que participaram vários outros economistas, a maioria dos quais, tal como eu, sem qualquer ligação ou filiação partidária. Eventos dos  quais não recebi qualquer remuneração ou sequer ajudas de custo.
Penso que foi por nestes encontros ter evidenciado o meu interesse pelas questões ligadas à internacionalização e, eventualmente pelo meu curriculum (tenho um doutoramento em economia internacional e várias publicações nesta área) que, mais tarde me endereçaram o convite para colaborar na elaboração do programa do PS. Esclareço até que quem me convidou para participar nas reuniões de discussão do programa do PS não está sequer ligado ao Ministério da Economia. Ou seja, houve uma total distinção entre o que foi colaborar com actividades do ministério e actividades do partido.
Penso que foi por conhecerem e eventualmente respeitarem a minha opinião que as pessoas do partido socialista me convidaram.Ou seja não foi por eu ser do partido que fui convidado para colaborar com o governo, como de certa forma sugere, mas pelo contrário, foi eventualmente por reconhecerem algum mérito ao meu trabalho que me convidaram para contribuir com novas ideias para o partido.
Penso que um partido que convida pessoas com ideias com as quais se identifica está a fazer o que deve fazer. Penso que um cidadão que tem ideias que pensa podem contribuir para o futuro do seu país deve colaborar com partidos que considera responsáveis. Foi o que fiz.
Preferia que o Vasco Campilho falasse dessas ideias.
Respeito totalmente que possa discordar das mesmas.  
Espero ter esclarecido que em mim a confusão que cita não existe.
Espero que consiga respeitar as pessoas que, eventualmente, discordando de si e sendo adversários dos partidos que apoia, são pessoas que estão a dar o seu melhor e a contribuir para aquilo em que acreditam.
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De Vasco Campilho a 26.08.2009 às 17:11

Cara Manuel Caldeira Cabral,

obrigado pelo seu esclarecimento. Dele resulta claro que nao confunde estado e partido, nao obstante um ter levado a outro (o que em si nada tem de repreensivel). Concordara por certo que a transcriçao da sua entrevista produz um efeito muito diferente. Talvez uma cartinha ao Expresso a corrigir nao fosse ma ideia.  

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