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União de facto republicana

por Luís Filipe Coimbra, em 25.08.09

Como diria o comentador Rui Santos, - Ai!, Ai!, Ai!

Então queriam que um Chefe de Estado eleito pelos votos da direita, traísse o seu eleitorado e virasse o bico ao prego e não vetasse a lei das uniões de facto aprovadas pela esquerda?

Conviria recordar à esquerda republicana, que em República o Chefe de Estado nunca foi nem será imparcial.

Que tal os meus queridos amigos republicanos irem até aos reinos da Holanda ou da Suécia para reverem os seus tabus ideológicos?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De K2ou3 a 25.08.2009 às 23:01

"ELITE" não é uma empresa de,
"segurança Privada"?
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De Marquesa a pensar nos pasteis de amanhã a 25.08.2009 às 23:27

Não Sr agente secreto. É onde foram buscar as meninas de bikini para acompanharem o senhor Paulo Portas na campanha.
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De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 01:25

Movimentos e elites



Moisei Ostrogorski defendeu, um tanto antes de Robert Michels e mesmo de Gaetano Mosca, que tendencialmente a vida política das sociedades se encontrava dominada pelas máquinas dos partidos instalados. Os dirigentes dos partidos tenderiam a manter-se e a recorrer a todos os estratagemas para continuar no poder. Advogou então a criação de partidos temporários para evitar a degradação da vida política. Na verdade, estes partidos temporários, consolidados na base de interesses efémeros, mais não seriam que movimentos ocasionais de fraca densidade emocional e de muito fraca organização. Como o mal a combater era a organização partidária instalada e dominante, Ostrogorski pensou que partidos deste teor nunca cairiam na mão de uma qualquer máfia, salvando-se assim a democracia ou a ideia que ele tinha da democracia.
Não prestou porém a devida atenção aos movimentos que no seu tempo se desenvolviam e também não notou que muitos deles se dotavam de uma organização. Ou seja, que os seus partidos temporários estavam a nascer sob a forma de movimentos sociais. Na realidade, como faria notar mais tarde Robert Michels é a organização que dá eficácia ao partido, ao grupo, ao movimento. É a condição indispensável do triunfo. A isso chamam os sociólogos americanos o "efeito Michels".
Mas será que os movimentos podem prescindir da organização? E se a instalarem até onde poderão ir? Estas duas perguntas legítimas colocam-nos no cerne do debate. Já não se pode dizer com Giddens que a linha divisória entre movimento e organização formal é nebulosa porque os movimentos bem estabelecidos criam uma organização burocrática. Na realidade, mesmo antes de serem movimentos bem estabelecidos começam justamente por instaurar a organização.
Actualmente, os movimentos sociais e políticos têm estruturas organizativas e os que caminham para a sua afirmação na sociedade, quer legal, quer ilegalmente, também. A duração temporal e os objectivos ajudam a que a organização se afirme e se instale. E que do movimento se passe a outra instância, desafiando o poder e eventualmente conquistando o Estado. A história ainda recente do movimento polaco Solidariedade provou que um movimento laboral, assente numa organização formal, com fins específicos, pode alargar as suas ambições e levar os seus dirigentes ao poder. A história pessoal de Lech Walesa, um operário polaco que chegou a ser Presidente da Polónia, e dos intelectuais do movimento, provaram que dos enfrentamentos nos estaleiros navais de Gdansk (antiga Dantzig), da contestação ao poder político, se pode marchar para a luta política, combater outra guerra que é a conquista de votantes e por aí chegar aos órgãos do Estado.
É evidente que nem todos os movimentos podem dar este gigantesco salto, mas também é verdade que muitos o têm dado. Entre aqueles que o deram, dotados de poder financeiro, e que por consequência albergaram uma organização, esta produziu os efeitos esperados: criou dirigentes profissionais a tempo inteiro.

A organização produz a elite. Esta verificação aparentemente tautológica encontra-se repetida desde Mosca até aos nossos dias. Efectivamente, os movimentos que Giddens qualifica de transformadores e reformistas são os mais aptos a desenvolver burocracias para os seus fins, de modo que no seio das burocracias desponta uma nomenclatura. Essa elite disputará a chefia do movimento e conduzi-Io-á segundo os seus desígnios. É certo que os membros do movimento têm a hipótese de desafiar a burocracia ou mesmo despedi-la, mas tal hipótese é remota. Uma vez enquadrado, com líderes conhecidos e venerados, aos seguidores não resta alternativa, excepto serem "conduzidos" pelos emblemáticos chefes.

Mosca ofereceu um modelo para esta ascensão e para a compreensão da mudança social a partir destas bases. Ele entendia que a sociedade mudava pela pressão de novas forças sociais, que apareciam com protagonismo na área social. Essas forças desenvolviam-se por diversas razões: ora porque mudavam as tecnologias, se alteravam as regras do jogo político, se geravam rupturas no sistema de produção, ou porque entrava em campo uma nova religião.
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De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 01:25

Por causa de tais alterações no corpo social formar-se-iam grupos sociais com alguma coesão, capazes de pensar no poder político e desejar alterações naquela instância de modo a desfrutar de novas vantagens. E isso só se deveria conseguir, em regra, com a alteração da constituição política ou, melhor, pela alteração da representação política. A composição do Parlamento deveria mudar, a relação numérica entre deputados ser alterada. O modo de acção das novas forças sociais é que merece atenção.
Exemplos desta ordem são fáceis de encontrar: quando os operários passaram a ter um certo peso demográfico nos países da primeira industrialização criaram movimentos laborais e partidos, ganharam coesão e caminharam para a revolução em movimentos utópicos ou para a participação em movimentos evolucionistas e reformistas. A história do Trabalhismo na Inglaterra ilustra este ponto. O forte movimento sindical entendeu que era necessário um partido, e pelo partido, líderes operários entraram no Parlamento. O Parlamento inglês mudou a sua composição e o operariado, melhor, os seus líderes, passaram a fruir de um lugar no seu seio, com todas as vantagens de fazer parte da classe política.
Outro exemplo encontra-se no movimento feminista. Sem se autonomizar em partido, o movimento conseguiu lenta mas seguramente obter representação política para as mulheres e inclusivamente no nosso tempo apresentar a teoria das quotas, para daí derivar o número de mulheres que devem ocupar cargos públicos, independentemente da sua competência. A participação das mulheres na vida operária e na administração, sobretudo no período das grandes guerras europeias, ofereceu uma plataforma para o movimento de libertação da mulher, que tem sofrido diversos reveses e retomas.
As forças sociais de que Mosca nos falou são realmente importantes para entender a mudança e perceber como ela chega à elite política. De facto, se a base social muda por alguma razão, o reflexo não se faz esperar. Não se trata de um automatismo, mas de uma flexibilidade. É de esperar que o novo grupo entenda a sua posição e a explore dentro de um tempo razoável, que é o tempo da tomada de consciência da sua singularidade, o tempo da criação da organização e o tempo da acção no terreno social.
Um dos movimentos mais recentes, o movimento dos ambientalistas, que se globalizou passando as fronteiras, desenvolvendo conceitos básicos de Terra única, de herança natural, de solidariedade total dos seres vivos num ambiente de todos, depois de algumas actividades iniciais, espectaculares, em defesa de certos animais, cujo dramatismo servia os media e os seus fins propagandísticos, chegou em muitos países à formalização em partido político, conquistando deputados e entrando inclusivamente no governo. Os partidos Verdes, como passaram a ser conhecidos, tomaram-se uma realidade e a natureza um capital que todos os outros partidos pretendem explorar em seu favor, mas de cujo valor se deram conta tarde demais. Foram novamente os movimentos que pescaram o tema, um tema novo, que depois seguiria para a agenda política com as consequências que conhecemos e podemos investigar em cada país.
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De Luis Inácio a 25.08.2009 às 23:28

Elite é uma dessas porras da Moda
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De Luis Inácio a 25.08.2009 às 23:37

Esta gente dá ouvida a cada gaiola, Rui Santos o comentador futeboleiro, mas isso é alguém, daqui a bocado começo a abardinar com esta merda toda e a falar daquilo que pus e não pus a fazer ontem a alguém no cinema e o que disse por a fazer à Rita de Branco. Eu estou a avisar
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De K2ou3 a 26.08.2009 às 01:16


Caro JV,
IDEOLOGIAS são????.
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De Apátrida a 26.08.2009 às 01:54

Esta treta toda do legitimista parecem mais serem uns trabalhinhos de casa duma faculdadezeca qualquer.

Não deve ter tido grandes notas, coitado... O tipo lá marrar marrou, leu merda que nunca mais acaba, cita autores que nunca mais acaba, mas não tem opinião própria nem autonomia de pensamento.

Bom, pelo menos 10 deve ter tido por encornar aquela merda toda...
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De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 02:07

DA CONTRA-ELITE

Apátridas e afins, estão com fome? querem papinha feita? Vão fazê-la! É a ensinar a pescar e não a dar o peixe. Fica material para memória futura, para quem quiser de facto aprender alguma coisa. Não há tempo a perder que urge dotar de armas e ferramentas às nova geração, ao reagrupamento da contra-elite.
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De Apátrida a 26.08.2009 às 02:15

Diga lá para a gente saber...

Foi nas Novas Oportunidades ou com Bolonha que encornou esta merda toda?

A marrar muito tenho a certeza. Não lhe valeu de muito no entanto pois não?

De certeza que nunca compreendeu como é que marrava tanto e os outros tinham melhores notas, não é?

Acho que todos aqui compreenderam, excepto talvez o Respublica que também deve ter marrado como o raio...
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De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 02:30

A actual elite política onde se inclui toda a esquerdalha tem os dias contados porque...


 


"Em Portugal há então uma falta de controlo externo das elites?


A elite política faz aquilo que a deixam fazer. Se tem uma população com uma cultura política mínima ou inexistente, não há limite para aquilo que a classe política pode fazer. E isso vê-se em coisas tão simples como o facto de, em anos de crise, a classe política ter-se reproduzido, aumentando os seus rendimentos.


Toda a gente fica escandalizada, mas nada acontece. As pessoas não têm a possibilidade de intervir e dizer "não, senhor, não queremos estes sujeitos, rua". Quem costuma fazer isto em Portugal é o Exército. Não conheço por cá nenhuma elite política que tenha conquistado o poder, conheço é revoluções e golpes de Estado militares que conquistaram o poder e o entregaram a um determinado conjunto de gente.


As pessoas começam a desinteressar-se dessas coisas, os políticos querem gente a participar e todos se estão marinbando. Se a política se tornar um jogo entre cinco ratos, deixá-los jogar.


Pertenço ao grupo daqueles que estão muito interessados em que haja consciência por parte da elite de que há uma quantidade de pessoas muito desinteressadas de todo este teatro, em que os principais actores são eles. E ou contractam melhores actores ou o teatro fecha."


 


Em que é que não concorda no material exposto e porquê? É difícil responder ou não se consegue porque não aprendeu como devia na e-escolinha? Antigamente haviam títulos nobiliárquicos ou quem concluía a 4ª classe, sabia, hoje é a revolta do provinciano ressabiado e complexadp que pensa que tudo sabe depois da curseta em que todos passam... Presumo que seja Senhor Doutor Engenheiro Apátrida?

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De António Lemos Soares a 26.08.2009 às 10:31

Um Presidente da República é, quer se queira quer não, produto de um Partido Político; é ele que lhe dá visibilidade e lhe paga a campanha eleitoral.
Um Rei, pelo contrário, tem muito mais facilidade em representar a nação na sua globalidade passada, presente e futura. Pois não é eleito e fá-lo durante toda uma vida. Não depende de Partidos, não responde a quaisquer lobbys; pode ser imparcial e isento.
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De Respública a 26.08.2009 às 10:37

Ou então não... por acaso não foi o partido fascista que pós o rei de espanha no trono, o rei de itália não deu o poder aos fascistas, o rei d. manuel não pos no pode ro joão franco... etc. não os reis são impacriais, etc...
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De agridoce a 26.08.2009 às 15:03

Também conviria recordar que só quem não tem ideias, ou valores a defender será totalmente imparcial.


Mas sobre a defesa de ideias/valores teremos oportunidade de falar nas próximas eleições presidenciais.

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