Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




União de facto republicana

por Luís Filipe Coimbra, em 25.08.09

Como diria o comentador Rui Santos, - Ai!, Ai!, Ai!

Então queriam que um Chefe de Estado eleito pelos votos da direita, traísse o seu eleitorado e virasse o bico ao prego e não vetasse a lei das uniões de facto aprovadas pela esquerda?

Conviria recordar à esquerda republicana, que em República o Chefe de Estado nunca foi nem será imparcial.

Que tal os meus queridos amigos republicanos irem até aos reinos da Holanda ou da Suécia para reverem os seus tabus ideológicos?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Luis Inácio a 25.08.2009 às 22:41

Quero lá saber do socialismo da gaveta ou no autoclismo e do Soares, Quero Soluções e não de balelas e faits divers ou de 31s Armados em nada. Sabes dá-las? Então estás à espera de quê? Vá, deixa-te de conversa fiada, mexe-te! Tens emprego para 507.000, tens comida para 2.000.000 de famintos, então mexe-te pah.
Sem imagem de perfil

De Luis Inácio a 25.08.2009 às 22:55

31 da Armada e 5 Prà Meia-Noite.  Tudo farinha do mesmo saco, uns no mediatismo cibernético os utros no entertainment business pagos para existirem por partidos e por gente tenebrosa que não dá a cara, e que de outra forma nunca chegariam a ter acesso ao 4º Poder e que apenas visam distrair a Populaça e a Matulagem daquilo que realmente interessa: Por o País na Ordem e retirar o Poder, Privilégios e Mordomias às "ELITES" que nunca deviam de ter tido.
Sem imagem de perfil

De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 00:55

Elites sempre existiram e existirão em todas as eras, todas as sociedade, em todo o momento.
O problema em Portugal é que as elite política, eeconómicas, culturais, etc... dominantes enfim, são todos uma cambada de rabo entalado uns nos outros.
Querem dar a volta a isto? Muito bem, que a contra-elite, que está arredada, que está decepcionada com o estado a que chegámos, regresse e intervenha. A actual contra-elite está a orbitar, ou por se lhe ver o acesso arredado ou porque não está para se ralar mais.

Reflexão sobre a elite, por António Marques Bessa

A desigualdade individual origina no plano social uma divisão entre fortes e fracos, já constatada por Duguit. Os fortes capturam os poderes sociais (político</a>, ideológico, económico) e governam a maioria da população. É o fenómeno das elites dirigentes e dominantes, da hierarquia, que</a> tão bem evidencia a análise da sociedade animal. A reflexão mais desapaixonada sobre esta matéria foi efectuada pela escola sociológica italiana, com Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Roberto Michels. Estes autores provaram a perenidade da minoria, a minoria poderosa, que impõe a sua vontade sobre a maioria dando-lhe a impressão de ser ela a decidir e a governar.
Analisando a sociedade e o homem</a> tal como eles são, estes autores anteciparam-se de quase meio século às realidades científicas do nosso tempo. Identificaram correctamente os detentores do poder real e formularam as leis segundo as quais decorre a disputa da força. Identificaram igualmente as justificações mais ou menos elaboradas que a minoria criou para o seu poderio e chamaram-lhe fórmula política</a>. Dizer que o poder lhe vem de Deus, ou do Povo, ou que é do autocrata a título de conquista, são tudo razões óptimas desde que operem e cumpram a sua função justificativa. Acontece que hoje as fórmulas políticas são as ideologias e nelas não há, como se viu, o menor grão de credibilidade. Está por nascer a fórmula política do nosso tempo, que reduza democracia e socialismo, social-democracia e marxismo, a meros trastes velhos da história da pulhice do homo sapiens.
Os autores que situam correctamente estes problemas numa análise neomaquiavelista são poucos. Todos ainda preferem as visões românticas e penetradas pela ideologia, justificativas em última análise do poder da minoria actuante ou da minoria que aspira ao poder. Contudo, com o desaparecimento desses grandes vultos do pensamento político, não é menos certo que ficaram certos autores que importa conhecer e que reflectem, na Teoria Política, a revolução intelectual a que se assiste noutros campos do saber. Carl Schmitt, o velho professor alem</a>ão, James Burnham, Wright Mills e Julien Freund, chegam para assegurar um exercício impecável em matéria de realismo político e transparência de concepção.
As minorias, portanto, longe de se confundirem com a multidão, são pela sua organização e coerência o único fermento social de mudança e poder. Só caem para ceder o lugar a outras, de modo que a História não passa de um velho e enorme cemitério de oligarquias. A lei de ferro da oligarquia, formulada por Michels, apenas se faz eco desta constatação empírica, tão desagradável aos doentes do igualitarismo acéfalo, fervorosos crentes no alibi da tábua rasa.

António Marques Bessa (in "Ensaio sobre o Fim da Nossa Idade")
Sem imagem de perfil

De LEGITIMISTA PORTUGUÊS a 26.08.2009 às 01:08

As elites tradicionais fundamentam o seu poder em crenças que remontam a tempos distantes e inserem-se em estruturas sociais muito simples, isto é, em culturas não técnicas. Deste modo, os chefes tribais, os dirigentes da antiguidade, desde os Faraós do Egipto e Imperadores de Roma às monarquias europeias medievais, e os dirigentes étnicos, todos participam numa legitimidade antiga, numinosa, que lhes vem do alto, da tradição indisputável ou dos antepassados. As sociedades que dirigem têm tectos de produção, são predominantemente recolectoras, agro-pastoris ou nómadas. As actividades essenciais centram-se na terra e a cadeia hierárquica apodera-se dos excedentes para financiar a sua existência. De certo modo, a elite religiosa é também uma elite tradicional porque a sua autoridade se funda no numinoso e ainda numa tradição que vem dos princípios de uma Revelação Divina, mas ela soube transpor as fronteiras do desenvolvimento económico e viver nas sociedades modernas, sem recurso aos bens agrários80.
As elites carismáticas, para usar o termo que Max Weber popularizou no nível científico, fundam a sua autoridade em características especiais que possuem e são altamente valoradas pela sociedade. No fundo, o que centra tal tipo de elite é um homem, um chefe, dotado de carisma, que se rodeia da sua burocracia. Com a morte do chefe é quase seguro que a elite desapareça, a não ser que encontre um sucessor à altura. Durante bastante tempo a União Soviética conheceu uma sucessão de dirigentes impressionantes, visto que o terrível aparelho de selecção interno apurava chefias altamente depuradas. Quem chegava ao topo tinha de ter qualidades de um sobrevivente de jogos de guerra e jogos de azar. Lenine, Estaline, Nikita Khrushchev, são bons exemplos do modo de preservar uma elite carismática no poder político e social, porque conseguiram incarnar e personificar o próprio poder multifacetado da União Soviética.
Podem ainda encontrar-se na sociedade elites carismáticas que o são graças à sua própria categoria, como é o caso dos brâmanes na Índia, e elites carismáticas que dominam certos movimentos sociais, facções religiosas e movimentos políticos, nomeadamente no novo fenómeno dos movimentos fundamentalistas islâmicos e hindus.
As elites simbólicas, por seu lado, revestem-se do máximo interesse sociológico. Elas são integradas por indivíduos que representam para a sociedade um modo de agir, enfim, um estilo de vida. Se toda a elite é de certo modo parcialmente simbólica porque representa sempre algo por causa da sua função, a elite simbólica propriamente dita só funciona como símbolo. Assim, os grandes estilistas ditam a moda para uma grande parte das sociedades, os grandes artistas, nomeadamente na área do cinema e da canção, transformam-se em modelos para a juventude que vêm nos seus ídolos as qualidades que gostariam de ter, seguindo-se daí um mimetismo ou mesmo padrões imitativos de conduta. As caras mais conhecidas dos programas televisivos ganham uma relevância que ultrapassa de longe o homem comum. Os jogadores dos desportos mais apreciados pelas sociedades, como o futebol, o ténis, o basquetebol, tomam-se "estrelas" e desempenham o mesmo papel de referência. Esta elite de vedetas, que Wright Mills julgou decorativa e instrumentalizada pela elite do poder, talvez não o seja e vê-se com frequência, os políticos fazerem apelo aos artistas para integrar e dar um pouco do seu brilho às suas campanhas de angariação de votos populares. Este tipo de pessoas fornecem modelos às sociedades, apontam qualidades a cultivar, virtudes a desenvolver, produtos a usar, atitudes a ter perante o mundo e a vida. Como já se terá percebido, a elite simbólica carreia em si mesma a noção de juventude, beleza, tenacidade, desenvoltura, riqueza, fama, e a ideia de morte está totalmente abolida. Já é, aliás, utilizada no marketing político, onde indicam a orientação de voto útil, confirmando a sua posição na arena política.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.






subscrever feeds