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É preciso mais médicos?

por Nuno Gouveia, em 26.08.09

Portugal tem falta de médicos. Pelo menos é isso que depreendo da vinda de médicos cubanos para Portugal. Dos 60 que vieram para Portugal, 16 chumbaram nos testes, o que também diz alguma coisa da sua qualidade. Lamento que Portugal tenha de recorrer a médicos estrangeiros, ainda por cima de um regime ditatorial, quando centenas de jovens portugueses são obrigados todos os anos a estudar no estrangeiro.

 

A solução para este problema passa por: aumentar as vagas nas faculdades públicas (se possível) e permitir o ensino da medicina em estabelecimentos privados que preencham os requisitos de qualidade exigidos pela tutela. Não se percebe qual a razão para impedir projectos de qualidade  apenas por serem privados. Será que o Ministério do Ensino Superior considera que os privados apenas têm qualidade para formarem profissionais noutras áreas do conhecimento? Ou haverá algo por trás desta recusa?

 

Também aqui.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Adriana Gaspar da Rocha a 28.08.2009 às 15:06

Olá a todos, novamente.

Quando referi factos da minha vida, não tinha intenção que eles fossem comentados neste blog.
Mas já que foram, passo a dar algumas informações que podem fazer-vos perceber que em nada as minhas palavras foram preconceituosas.

Aos 18 anos concorri à faculdade e fiquei fora de Medicina por meio valor. Não baixei os braços e fiz a minha licenciatura numa escola pública (com o apoio financeiro dos meus pais). Passados 4 anos, tive a felicidade de conseguir emprego na minha área (num hospital), onde estive durante 4 anos e meio. Durante esse tempo, apiquei o meu ordenado nas propinas duma pós-graduação e de um mestrado, na ajuda em casa e na compra de um carro em 2.ª mão. Dei também aulas no ensino superior e fui orientadora de estágio. Finalmente, aos 26 anos, decidi concorrer a Medicina. Entrei. Mudei de emprego, para um onde estou em part-time e a ganhar muito menos, mas que me permite sobreviver e assistir a algumas aulas. E não, não tenho filhos, nem uma casa para pagar ao banco. Se tivesse, as coisas mudavam de figura. E sim, custa muito "hipotecar" a vida durante 6 ou 7 ou 8 anos, e fazer as contas todos os meses, não poder viajar, não poder comprar uma blusa só porque se gosta, pedir livros emprestados. Mas a escolha foi minha, a luta é minha e com sangue, suor e muitas lágrimas, vou conseguir fazer este curso e depois agradecer às pessoas que me disseram "Coragem".
Ainda tento perceber como é que é que os factos da vida duma pessoa influenciam a nossa opinião sobre ela.

Numerus clausus? Porque é que me perguntam a mim? Não fui eu que criei. E já fui "vítima" deles", também já fiquei de fora...
Que eu saiba não existe só em Medicina, existem em todos os cursos.

Sempre houve profissionais muito bons e aplicados. Ainda há e espero continuar a haver (e vou trabalhar para o ser). Mas vamos lá ser honestos: quantos de nós nunca criticou um médico por ele ter saído mais cedo do Centro de Saúde? ter "despachado" a consulta? ter sido mais arrogante?

Foi isso que referi no meu primeiro comentário: as coisas estão a mudar para melhor (agora todos têm de marcar o ponto, as horas de entrada e saída são controladas); há muita coisa ainda a corrigir, mas daqui a 10, 15 anos teremos médicos em excesso em algumas especialidades.

Adriana

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De ZÉ POVINHO a 28.08.2009 às 15:19

Cara Dra.

Não tem que se explicar a primatas como estes que se armam em grandes pensadores do que é o bem da nação. Só a boca como um esfíncter de onde só sai merda.

O meu comentário foi apenas para demonstrar o provincianismo desta gente toda. Acho ter conseguido os meus intentos.

Isto sim é fibra nobre, não os bicos em pé que para aqui andam a falar em feitos heróicos do tetravô.

Tem todo o meu apoio!

É de gente assim que precisamos!
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De M.C.E.L. a 29.08.2009 às 01:41

Zé Povinho

Como "Piece de Resistence", o francês é propositado, da Demagogia vigente, é um bocado passada.
Sempre o mesmo, as Propinas caras, os livros, que por acaso até se fotocopiam, caros. A família que não pode dispensar um ordenado. Etc. Etc. Etc.
Só que, parece que foi o povo quem escolheu os governos, nos últimos 36 anos. Ou não?
Então como é possível tanta desigualdade?
Se a escolha é do Povo?
Isto é no que respeita á demagogia. Porque não suporto queixumes de quem a seguir vai a correr votar no Club.
Os 26 anos só foram levantados, a meu vêr, já que não fiu eu quem  levantou essa questão, porque a Sra D. Adriana, se comportou como se fosse dona de uma verdade que nem sequer conhece, e generalizou as habituais críticas (típicas do poder vigente, que despeja em cima dos profissionais, a sua estrondosa incompetência) a  toda a classe, desconhecendo ela as pessoas e o seu trabalho.
Porque o que estava, e está em causa, é - O Porquê dos Numerus Clausus em Medicina, imposto a uma classe envelhecida.
Mas compreendo, a imensa incomodidade desta questão.
E para não se responder, desvia-se o assunto para questões marginais.
Mas caro Zé Povinho, não adianta, escamotear e insultar-me.
Essa questão, do Númerus Clausus em Medicina, ´que conduziu a esta situação surreal, de um doente português, ter que falar uma língua estrangeira, no seu próprio país  porque o médico que o vai observar, é com grande probabilidade Espanhol ou Latino-Americano ou da Europa de Leste; como muitas outras, um dia há-de ser esclarecida.
E nenhum falso Zé Povinho, demagogo e incorrecto o impedirá.

M.C.E.L.




Eu não fui de certeza.
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De ZÉ POVINHO a 29.08.2009 às 05:02

Apenas sou incorrecto para quem o é primeiro, até porque esse tipo de pessoas normalmente não entende outra linguagem como foi o seu caso.

Os posts estão acima para todos lerem e tirarem as suas conclusões.

Por outro lado o Sr. assim que viu discordância assume posição agressiva e incorrecta mesmo que mudando de nome (ver posts acima).

Isto provavelmente deriva da sua filiação partidária e da cultura instituída nesses partidos (todos eles sem excepção). isso só lhe turva a visão. Provavelmente está a assumir que sou do BE, do PC, ou de outra treta qualquer, mas engana-se, não sou de nenhum. Nem de direita, nem de esquerda (desta direita e desta esquerda), apenas me guio pela razão do meu pensamento. Aliás considero que ao submeter-me a directórios estaria a submeter o meu pensamento, o que seria auto diminuir-me. Daí o 31 da Armada ter despertado o meu interesse. mas rapidamente estou a constatar que são apenas pretendentes a outros directórios e alguns directórios disfarçados.

Eu não desviei a atenção para coisa nenhuma. Nem o debate de numerus clausus me interessa minimamente.

Já o disse antes e repito, portanto o Zé Povinho não é falso, nem o Povo é só o operário e o camponês que passa fome, essa ideia de povo já está esclerosada e tem mais de cem anos, o povo é a grande massa social da classe média.

Vivi 20 anos fora deste país, não como grande parte dos emigrantes que saíram para trabalhar e fugir à fome, sai com os privilégios de estudante aonde fiquei para trabalhar depois. Regressei recentemente portanto como deve imaginar as minhas militâncias ou interesses não podem existir relativamente a um tema como este. Mais um preconceito e mais uma vez se enganou, pois sendo a demagogia uma estratégia eu não tenho nenhuma relativamente ao tema.

Já agora aproveito para o informar que quer em francês, quer em inglês que usa o termo francófono é "piece de resistance" com a e não com e.

Por essa razão e apenas por essa razão me chamou à atenção e me espantou e continua a espantar (ou não) o pormenor do preconceito e tamanha tacanhez ainda existente neste país. Simplesmente por não estar habituado a ver este tipo de preconceitos. Por essa razão achei com o direito que me assiste de tomar posição. Após a minha tomada de posição imediatamente começam os ataques à pedrada e à paulada. Apenas porque se discorda. Tão típico neste país de falta de cultura democrática. Isso nem demagogo é, é a tacanhez pura e simples. Contra pedrada e paulada só há uma linguagem que pode ser entendida.

Neste país, resultado de 70 anos de ditaduras nos últimos 100, continua a entender-se discordância como agressão e ameaça. E já agora para quem é monárquico, também grande parte dos 100 anos anteriores. É pena e enquanto assim for nunca irá melhorar, com azuis, verdes, amarelos, ou vermelhos no poder. O que acontece neste blogue é sintomático. É um verdadeiro monumento à nacional tacanhez e duma infantilidade confrangedora, mesmo de pessoas com cabelos brancos que deveriam ter mais bom senso.

Mas voltando à questão (não do tema, mas do SEU tema, ou seja EU). Na minha opinião e creio que ficou bem claro que foi assumido o que não tinha que ser assumido apenas baseado em preconceitos. Julgou ou julgaram pessoas que não tinha minimamente o direito de julgar pelas razões apresentadas. Foram muito pouco objectivos, pois se os 26 anos não eram essenciais ao debate deveria objectivamente ter ficado de fora. Em resumo a típica falta de objectividade nacional. Foram muito pouco estratégicos ao mencionar o que não era relevante e ao visar-me a mim como alvo quando nada tenho a ver com o tema. Tudo isto junto tem um nome - chama-se inépcia.

E o mais triste, é que todos vocês provavelmente querem a mesma coisa relativamente ao tema. Isto tem outro nome - patetice.

Já agora, se quer que lhe diga, e não é um preconceito, é dedução, o seu empenhado discurso parece-me ser o típico discurso de um directório qualquer, não sei nem me interessa qual.
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De M.C.E.L. a 29.08.2009 às 01:52

Sra D. Adriana

Para quem passou tantas dificuldades para conseguir entrar em Medicina, espanta-me, ou talvez  não, a maneira como usou a retórica do poder vigente, para denegrir os profissionais, e desviar as atenções para questões marginais.
Estou completamente esclarecida a seu respeito.
Seguramente, terá uma bem sucedida carreira política.

M.C.E.L.
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De ZÉ POVINHO a 29.08.2009 às 05:03

Mais uma vez o discurso agressivo do directório.
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De Adriana Gaspar da Rocha a 29.08.2009 às 14:23

Cara Sra. M.

ao fim de todos estes comentários, só consigo concluir uma coisa: não percebeu NADA do que eu escrevi. Não insultei ninguém, não culpei ninguem.
De facto, fiz uma coisa, que mais ninguem fez nestes 35 comentários: detectei falhas e sugeri correcções (se não reparou, vá reler o meu primeiro comentário).
Vou usar a frase do Zé Povinho, "continua a entender-se discordância como agressão e ameaça".
Somos diferentes, de gerações diferentes, com vivências diferentes e este blog serve para isso mesmo: para as pessoas darem as suas opiniões. Se pensássemos todos da mesma forma, não havia evolução.
E lembro-lhe que a censura acabou antes de eu nascer.

Não sou dona da Verdade, mas sou DONA da MINHA VERDADE e não me acanho de afirmar e defender a minha posição, mesmo que ela seja diferente da sua.
 O facto de ser mais velha do que eu não lhe dá mais razão e não me faz baixar as orelhas.

E quanto aos Numerus Clausus, continuo a afirmar que sou a FAVOR.
Para que servem as avaliações? Para diferenciar os alunos.
Quais? Aqueles que merecem os meus impostos (relembro que também trabalho) daqueles que andaram a brincar durante 12 anos.
Não admito que um aluno de 11, 12 ou 13 valores entre em Medicina, por muita vocação que tenha.

Veja o exemplo da Espanha. Exportam médicos.
Hoje, ano 2009, precisámos deles, mas daqui a pouco mais de uma década não vamos precisar mais. Vamos ter os nossos. Mesmo com Numerus Clausus.

Ah, Sra.M, guarde a ironia para si, sabe porquê? Se um dia fosse política, tenho a certeza que votaria em mim...


Adriana


 

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