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Por quem os sinos dobram...

por DBH, em 29.08.09

 

Leio, nos obituários do Telegraph, sobre a morte de Paul Cattermole, um entusiasta dos sinos e historiador amador. Anos atrás - e para escrever uma inscrição para um sino a ser colocado numa nova igreja - li um artigo deste professor (de matemática) inglês e comecei a interessar-me sobre o assunto.

 

Nos dias de hoje, em que a religiosidade - agora chamada de espiritualidade - é circunscrita à intimidade pessoal e aos espaços fechados, os sinos são o símbolo (aliás origem etimológica de sino), com as procissões, de um tempo em que o mundo, mais que uma igreja, templo ou mesquita, era o próprio espaço sagrado.  Os sinos, lembrava Cattermole, eram parte integrante e ritual da vida quotidiana, urbana como rural, num tempo de horários sem relógios.

 

Como se fossem uma entidade em si mesmos, tinham nomes (de Santos que invocavam ou das funções que exerciam), eram "baptizados" cerimonialmente e o seu som era reconhecido na comunidade, como um recruta que aprende a conhecer os toques do clarim.

 

Sem telemóveis, televisão ou rádio, os sinos eram o meio de comunicação social por execelência. Choravam os mortos, nos enterros ("Funera plango"), animavam as festas ("Sabbata pango"), convocavam o povo e o clero ("Plebem voco " e "Congrego clerum") e alertavam para os perigos - incêndios, tempestades ou mesmo guerras ou revoltas -quando tocavam "a rebate".  

 

Saudades de um tempo passado? Só para quem teve o "sino da minha [sua] aldeia" num 4.º Esqº. aos Mártires. Na "minha" aldeia ainda é assim, até porque não tem cobertura de rede telemóvel.

 

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De TESTICULATOR a 29.08.2009 às 22:54

Quem? Não me diga que são da autoria do Sócrates,LOL.
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De Rosa de Maio a 30.08.2009 às 00:01

Acertou!!!

Rosa de Maio

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