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A conversão de Louçã

por Rui Crull Tabosa, em 12.09.09

Em 2005, nas vésperas das últimas eleições legislativas, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, sentenciava que é triste que "um pároco utilize a Igreja e a responsabilidade que tem para fazer campanha política pelo PSD e o PP. É uma vergonha".

Concordo. A César o que é de César.

Surpreendente é que agora, em 2009, o mesmo Francisco Louçã aceite que um padre católico seja mandatário do Bloco de Esquerda pelo círculo de Viseu nas eleições do próximo dia 27.

Para Louçã, agora os ministros da Igreja Católica já podem fazer campanha política, desde que, claro está, o façam pelo seu Bloco.

Esclarecedor. É caso para dizer bem prega Frei Louçã...

Porém, como acredito na salvação das almas, faço votos sinceros para que Francisco tenha finalmente começado a trilhar, como Saulo de Tarso, a sua estrada de Damasco...


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Mafalda a 12.09.2009 às 04:08

Sr Miguel Marujo

Ponto 1, percebi muito bem a sua retórica.
Ponto 2, vejo que também me percebeu, já que foi o Sr, quem falou na Eutanásia, quando referiu a Eluana.
Ponto 3, não atire para cima dos Médicos a questão da Eutanásia, porque tal como o Aborto, não é, nunca foi nem nunca será ,uma questão médica.
É uma questão política!
E eu quero saber porque têm certos sectores políticos tanto empenho em nos apressar o fim.
Tão simples quanto isto!
Porquê?

Mafalda
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De Miguel Marujo a 12.09.2009 às 04:12

1. Ainda bem que percebeu, porque não parece.
2. Quem puxou da eutanásia e outras questões morais foi o autor do post, Rui, num comentário. Eu comentei.
3. Os médicos têm todos os dias esses dilemas. Os ventiladores que faltam, os doentes que entram em falência multiorgânica. É uma questão ética, vivida por médicos, enfermeiros, familiares.
4. Sou político, como é a Mafalda - cidadãos da Cidade. Mas não quero apressar o fim de ninguém, como acusa. Conspirações não fazem o meu género.
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De Mafalda a 12.09.2009 às 04:38

Sr Miguel Marujo

Não adianta escamotear a questão.
A questão é a Eutanásia, não é a morte por falência múltipla de orgãos, pelo que os problemas diários de Médicos e Enfermeiros não fazem parte deste filme.
E que eu saiba, um dos grandes defensores da Eutanásia, sob a suave designação de Interrupção da Vida é o Bloco de Esquerda, não é o Sr Rui. E quem se referiu à Eluana foi o Sr Miguel, por isso eu perguntei:
 Porque têm certos sectores políticos, tanta empenho em nos apressar o fim?

E já agora, um pequeno reparo, eu não sou cidadã, da cidade, sou Portuguesa e mulher do Campo.

Mafalda

Fui clara?
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De Miguel Marujo a 12.09.2009 às 11:45

Claríssima como a água. Insisto, exemplifiquei com Eluana, quando Rui falou da eutanásia, e a reflexão que muitos padres e religiosos italianos fizeram. Digamos que naquele caso não houve pressa nenhuma em desligar a máquina: foram 17 anos, de uma vida vegetativa. É uma vida estranha.
Mas fiquei esclarecido sobre o seu conceito de vida. A vida é toda sagrada, excepto a de quem cai na miséria e não tem outra possibilidade se não aquela que o Estado lhe dá. Preocupe-se mais com os milhões que o Estado dá aos banqueiros que mantêm lucros, do que os feijões que o Estado perderá nas fraudes (minoritárias) do rendimento mínimo.
E percebeu mal, a da Cidade: falava com maiúscula, da Pólis, cidadã deste país. Se não sabe isto, fique-se com a pretensa ruralidade.
E volto a insistir: a questão é médica e ética, a senhora é que nos quer atirar areia para os olhos, como se não houvesse dúvidas éticas todos os dias para os profissionais de Saúde. Espere pelo surto máximo de gripe A e quando for necessário escolher quem tem ventilador. Passe bem, e com menos azia, já agora.
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De Ega a 12.09.2009 às 11:55

Sra. D. Mafalda:
Desculpe a intromissão e o facto de não acompanhar o debat desde o início. Apenas um aparte, permita:
Os políticos não têm propriamente pressa em matar os doentes graves. Os políticos têm é pressa e necessidade de arranjar temas controversos e pretensamente modernos para desviar a nossa atenção sobre a sua absoluta inépcia.
Vai daí: eutanásia, casamento gay, aborto... Até as criancinhas valem nesse alvoroço e toca a discutir a adopção por casais homo. Tudo assuntos modernos, como na estranja evoluida se discutem já.
Está a ver? Entretanto, o emprego, a economia, o ensino ficam sossegadinhos e ninguém se lembra de recorrer ao velho sistema da lapidação - apedrejando convictamente a classe politico-partidária que nos trouxe aonde chegámos.
Uma vez mais, as minhas desculpas pela intromissão.

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