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A conversão de Louçã

por Rui Crull Tabosa, em 12.09.09

Em 2005, nas vésperas das últimas eleições legislativas, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, sentenciava que é triste que "um pároco utilize a Igreja e a responsabilidade que tem para fazer campanha política pelo PSD e o PP. É uma vergonha".

Concordo. A César o que é de César.

Surpreendente é que agora, em 2009, o mesmo Francisco Louçã aceite que um padre católico seja mandatário do Bloco de Esquerda pelo círculo de Viseu nas eleições do próximo dia 27.

Para Louçã, agora os ministros da Igreja Católica já podem fazer campanha política, desde que, claro está, o façam pelo seu Bloco.

Esclarecedor. É caso para dizer bem prega Frei Louçã...

Porém, como acredito na salvação das almas, faço votos sinceros para que Francisco tenha finalmente começado a trilhar, como Saulo de Tarso, a sua estrada de Damasco...


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ega a 12.09.2009 às 11:55

Sra. D. Mafalda:
Desculpe a intromissão e o facto de não acompanhar o debat desde o início. Apenas um aparte, permita:
Os políticos não têm propriamente pressa em matar os doentes graves. Os políticos têm é pressa e necessidade de arranjar temas controversos e pretensamente modernos para desviar a nossa atenção sobre a sua absoluta inépcia.
Vai daí: eutanásia, casamento gay, aborto... Até as criancinhas valem nesse alvoroço e toca a discutir a adopção por casais homo. Tudo assuntos modernos, como na estranja evoluida se discutem já.
Está a ver? Entretanto, o emprego, a economia, o ensino ficam sossegadinhos e ninguém se lembra de recorrer ao velho sistema da lapidação - apedrejando convictamente a classe politico-partidária que nos trouxe aonde chegámos.
Uma vez mais, as minhas desculpas pela intromissão.

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