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A conversão de Louçã

por Rui Crull Tabosa, em 12.09.09

Em 2005, nas vésperas das últimas eleições legislativas, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, sentenciava que é triste que "um pároco utilize a Igreja e a responsabilidade que tem para fazer campanha política pelo PSD e o PP. É uma vergonha".

Concordo. A César o que é de César.

Surpreendente é que agora, em 2009, o mesmo Francisco Louçã aceite que um padre católico seja mandatário do Bloco de Esquerda pelo círculo de Viseu nas eleições do próximo dia 27.

Para Louçã, agora os ministros da Igreja Católica já podem fazer campanha política, desde que, claro está, o façam pelo seu Bloco.

Esclarecedor. É caso para dizer bem prega Frei Louçã...

Porém, como acredito na salvação das almas, faço votos sinceros para que Francisco tenha finalmente começado a trilhar, como Saulo de Tarso, a sua estrada de Damasco...


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Augusto a 13.09.2009 às 01:11

UTILIZE A IGREJA, isto é o pulpito, para fazer comicios partidários, isso sim é errado.
 
Um padre , é um cidadão,  se fora dos locais de culto quiser apoiar um partido politico, não merece qualquer reparo.
 
A direita do 31 parece não querer entender a diferença.
 
 
 
 
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De Ega a 13.09.2009 às 01:44

Ora aí está a parlenga da diferença entre o iº ministro em campanha e o secretário- geral (por acaso, a mesma e única pessoa) em campanha também.
Há dois tipos de portugueses: os que se baralham com a inatingível minuncia, e os outros que se riem (e criticam ou não, conforme a cor do clube).
Isto a nível nacional.
Lá na paróquia, deve ser muito mais complicado. O pároco e, no minuto seguinte, o político - meu caro, antes o mistério da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.
Mas, pronto: vem da mão esquerda, tem razão...

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