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A arte de distorcer

por Rui Crull Tabosa, em 13.09.09

Ontem, Sócrates dizia categorico: (i) "novo Governo, novos ministros", (ii) "desculpe, são novos ministros", (iii) "novo Governo novos ministros" e, para deixar bem claro o sentido e alcance das pretéritas declarações, rematou uma quarta vez: (iv) "em todas as pastas haverá novos ministros".

Hoje, o mesmo Sócrates, consciente da indelicadeza de ter feito um despedimento em directo, reinterpretava assim o que ainda ontem afirmara: “Disse que vai haver um novo Governo e, naturalmente, que haverá novos ministros. Espero que todos tenham compreendido o que quis dizer”.

Compreendemos perfeitamente.

Por um lado, se já sabíamos que Sócrates gosta de distorcer o que os outros dizem, agora ficámos a saber que o ainda Primeiro-Ministro também se desdiz a si próprio, conforme a conveniência do momento.

Por outro lado, Maria de Lurdes Rodrigues, Mário Lino e Santos Silva, entre outros brilhantes ministros deste Governo, perceberam que podem continuar a contar com a benção do amado líder.

Finalmente, os Portugueses tiveram mais um bom exemplo do valor que Sócrates dá à própria palavra..


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De LF a 14.09.2009 às 10:29

Mas porque é que nenhum jornalista lhes pergunta (ao JS e à MFL) quais os elencos ministerias que advogam para os seus respectivos governos? Isso é que realmente interessa. Quem vai mandar nas Finanças? na Economia? na Educação?

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