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A realidade que convém não esquecer

por Francisco Proença de Carvalho, em 15.09.09

Existe um pensamento instalado na sociedade portuguesa, segundo o qual a culpa do nosso atraso é dos partidos que governaram nos últimos 30 anos. Quem olha com objectividade para o que se tem passado nos anos de democracia, verifica que não é bem assim… É verdade que, muitas vezes, os governos (e as oposições responsáveis) não tiveram coragem e capacidade para fazer mais por Portugal, ultrapassando as poderosas forças de bloqueio existentes. Ainda assim, uma enorme fatia da culpa foi da esquerda agora protagonizada por Jerónimo Sousa e é da esquerda supostamente moderna protagonizada por Francisco Louçã.

Desde logo, o PREC acabou com o sistema produtivo existente em Portugal. As nacionalizações que, lamentavelmente, agora regressam ao discurso político, foram responsáveis por uma destruição quase total do nosso tecido empresarial. Ao contrário do que afirma Louçã (com a demagogia habitual e, mais do que isso, com total falta de vergonha), elas não aconteceram porque os “Espírito Santo, Mello, Champalimaud, etc. fugiram”. Tal como as que orgulhosamente exibem hoje nos programas de governo, as de 1975 foram o resultado de uma opção ideológica totalitária que minou décadas de progresso em Portugal.
A esquerda impôs também uma Constituição de inspiração socialista que ainda hoje representa um entrave ao desenvolvimento, salvaguardando direitos adquiridos num processo revolucionário que afectam imensamente a competitividade de Portugal num mundo global, bem diferente do de 1976.
Estas forças anti-progresso e anti-mudança têm assumido um peso absolutamente fora do normal numa democracia que se quer moderna e regida por princípios ocidentais. Estão em quase todo lado! Ocupam postos estratégicos da sociedade…Estão nos sindicatos e corporações e estão nos Media que, cada vez mais, constroem o pensamento comum dos Portugueses. Se o PCP ocupou com talento o seu espaço nas corporações deste país, o BE e o seu líder de sempre, são um produto cool levado ao colo por grande parte das televisões e jornais.
Perante esta realidade, como podem os partidos de matriz soviética descartar as suas responsabilidades pelo estado da nação?
Portugal nunca teve uma verdadeira democracia liberal totalmente livre do pensamento Gonçalvista de 1975. Nem sei sequer se existem neste país liberais suficientes para formar uma equipa de Governo… Portanto, chega de insistir na falácia de que a culpa de todos os nossos males são as perigosas políticas neoliberais.
Estes partidos gostam muito de utilizar a palavra “mudança” na sua propaganda política, mas querem tudo menos a mudança… Querem o retrocesso a um dos momentos mais tenebrosos da história recente do nosso país e querem a manutenção e reforço de todos os factores que têm minado o caminho do progresso.
Por natureza temos memória curta, mas, no próximo dia 27, seria muito importante que os Portugueses não esquecessem a realidade…


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ricardo a 15.09.2009 às 10:38

Sobre este assunto, ler:

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/post_23.html

Os «milhões que nos custaram» as nacionalizações foram pagos já no governo de Cavaco Silva e serviram para os indemnizados - ou seja, aqueles empresários que prosperaram graças aos bons serviços do Estado Novo e da sua polícia - voltarem a adquirir as suas empresas ou outras do mesmo ramo. De resto, muitos milhões foram gastos durante o PREC a emprestar dinheiro a bancos sem liquidez (quase todos) que o utilizavam para comprar acções de empresas que pertenciam aos respectivos grupos económicos (ilegalmente, uma vez que a compra e venda de títulos foi proibida logo a seguir ao 25 de Abril) ou a financiar partidos de direita e de extrema-direita. A história mal contada das nacionalizações vai dando para todas as vertigens (Paulo Portas também já resolveu dar a sua pincelada perguntando quem paga as nacionalizações) e vai sendo tempo de contrapôr à retórica reaccionária de um PREC esbanjador uma fotografia mais nítida da revolução. Estranho seria, aliás, que Pacheco Pereira «soubesse» o que passou despercebido à equipa de economistas do MIT que se deslocaram a Portugal a pedido do Banco Mundial, e que em Dezembro de 1975 constatavam (http://www.idn.gov.pt/publicacoes/nacao_defesa/consulta/ND_000_020/NeD002_BragaMacedo.pdf), algo admirados, a boa performance relativa da economia portuguesa numa conjuntura mundial difícil. O tema é susceptível de debate e nele são admissíveis as mais variadas posições, bem entendido. O que deixa cansada qualquer pessoa razoável é esta insistência, quase religiosa e para lá de todos os limites, de que a economia portuguesa colapsou porque o socialismo é uma utopia ruínosa. Até pode ser. Mas nada há na revolução portuguesa que o tenha provado. Repeti-lo até à exaustão não o tornará verdade. Apesar da facilidade com que entra em cena, preenche ecrâns (todos os ecrâns) e escreve editoriais (todos os editoriais) a direita vai ter que trabalhar mais. Bem sei que não estão habituados. Mas há que começar por algum lado.
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De causavossa a 15.09.2009 às 11:02


O TERROR (http://causavossa.blogspot.com/2009/09/o-terror-socretino-investida-sobre-os.html)SOCRETINO : A INVESTIDA SOBRE OS GINÁSIOS





Mais de vinte mil profissionais e respectivas famílias ameaçadas de indigência provocada pela destruição do aparelho produtivo.

A nova lei dos ginásios é mais um grande aborto Socretino e um verdadeiro crime cometido sobre profissionais.
Cedendo à corporação dos licenciados em educação física, este governo
prepara-se na sua lauta incompetência, senha a torto e a direito regulatória e desumanidade para deixar profissionais com muitos anos de experiência e formações específicas reconhecidas em todos os países Europeus mais desenvolvidos. Sendo o Fitness
um mosaico de actividades desde múltiplas actividades de dança, ioga
... em que se entra mais por via das formações já existentes técnico profissionais do que pela via do ensino formal académico, o paradoxo é então duplamente maior dado o estandarte do alargamento do técnico profissional.


Há quem já se pergunte em Portugal se os Khmeres
Vermelhos fariam melhor para destruir todas as classes médias que o
camarada Sócrates. Será esta a agenda escondida de José Sócrates, o
novo Danton do terror à Portuguesa que não mata com guilhotina à esquerda e à direita mas com a arma da intrusão e regulamentação em tudo o que é actividade.

Quando
é que Sócrates, que se acha tão dotado intelectualmente , perceberá que
excesso de leis não significa governar correctamente e que o
esmagamento das enormes virtualidades das sociedades civis empobrece
decididamente o país?
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De causavossa a 15.09.2009 às 11:03

TERROR PRODUTIVO (http://causavossa.blogspot.com/2009/09/terror-produtivo.html)

Em Portugal há umas figuras sinistras que tem aniquilado o país. Dia após dia o Estado, responsabilidade de quem legisla sem senso e com uma enorme senha presecutória, tem se posicionado como o grande responsável pela anemia produtiva de Portugal. Os limites já foram totalmente passados e é por isso que os responsáveis mais tarde ou mais cedo terão de ser chamados à pedra democrática, pelo caos e desincentivo instalado da sua total incompetência.

«" (...) Segundo noticia o “Correio da Manhã”, os Técnicos Oficiais de Contas (TOC) estão a ser notificados pelas Direcções de Serviços de Finanças para efectuarem pagamentos de dívidas dos seus clientes ao Fisco.

Segundo uma TOC que exerce actividade em Almancil, e que terá sido notificada através de um ofício do Serviço de Finanças de Loulé, para efectuar o pagamento de 18.585.60 euros de IVA (Imposto sobre Valor Acrescentado) não liquidado por um cliente, o ofício refere que se não pagar no prazo de 30 dias, serão desencadeadas diligências para instauração, pelo Ministério Público, de um processo de inquérito junto do tribunal e que incorre numa pena de prisão até três anos ou multa de 360 dias (...) ".»

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De tp a 15.09.2009 às 11:05

Nem mais Francisco, o grande problema é precisamente esse, e basta ler os programas do BE e do PCP para perceber o que seria deste país no momento em que qualquer um destes partidos fosse governo...

Claro que esse seria o príncipio do fim da famosa esquerda moderna e radical portuguesa, mas seriam 2/3 anos suficientes para nos atrasar 10/20 em relação ao resto do mundo...

esperemos que os portugueses tenham a sobriedade suficiente para perceber que experiências políticas deste género pagam-se caro e que, mais do que aventuras ideológicas, este país precisa de estabilidade e confiança...
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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 11:43

Contas feitas, 2 anos de  governação dita "soviética" atrasam o país irremediavelmente... e 30 anos de "centrão" fazem o quê???

Se bem percebo acusa o "Zé Povinho" por culpar e responsabilizar 30 anos de governação falhada do "centrão"...
O Sr Francisco responsabiliza as governações falhadas com apenas 2 anos de Comunismo em Portugal, numa era ideológica bem diferente da nossa... Sim, porque mesmo o PS e o PSD não são ideologicamente os mesmos de há 30 anos a esta parte...
Este discurso "dos comunistas que comem crianças...", denota claro desconforto pela ascensão do Bloco de Esquerda face ao típico e já vulgarizado "centrão"...
Nunca uma Democracia que preste pode ser propriedade exclusiva de 2 partidos, é absolutamente ridículo!!!
Além de que se o Bloco chegar ao poder e for tão atroz, (como o Sr. Francisco preconiza), podemos sempre apelar à revolta social e proceder a respectivas alterações num regime político que na minha opinião apresenta falhas evidentes...
Assim sendo o Bloco desempenharia apenas o papel de agente catalisador de uma potencial alteração política em Portugal!!!
Ai os Comunas, ai os Comunas! Salve-se quem puder...
Está na altura de esconder o capital no colchão outra vez...
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De Causa Real a 15.09.2009 às 12:48

Sr. Tiago Mouta,


 


Quer exemplos?


 


Veja o caso espanhol em que houve uma "transição" de uma ditadura para uma democracia com o contributo decisivo do Rei. O país vizinho prosperou caso não tenha reparado.


 


Ao invés, em Portugal houve uma "revolução" com o deplorável contributo da esquerda e dos PRs da época! Como resultado, temos um país onde nada se produz, nada se transforma, tudo se compra ao exterior. Em complemento, a baixa qualificação das pessoas e o peso do estado sobre a economia fazem o resto.


 


Também por isto,


Viva o Rei, Viva Portugal


 


http://www.causareal.blogspot.com

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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 14:06

Nunca nos poderemos comparar "ao caso espanhol" pelo simples facto da união das suas províncias (algumas com tendências separatistas) necessitarem de uma figura exclusiva de unificação, um Rei... nós portugueses com tendências separatistas temos apenas o cacique da Madeira, que nunca ousará separar-se da sua maior fonte de rendimento, o Contenente e os Cubanos!
A filosofia do "não produzir e comprar tudo", já vem dos tempos aúreos dos descobrimentos, cujas naus carregadas se encaminhavam directamente à Flandres por troca de produtos manufacturados...
A prosperidade espanhola que apregoa, nada mais é que um castelo de cartas... Veja o desemprego e a divida espanhola e compare...
Além de tudo, se o Rei é uma figura efectivamente Democrática, não terá qualquer pejo por um governo de Esquerda, Socialista, Comunista, etc...
E em Portugal quem é a pessoa que tem competência e carisma para se tornar Rei? D. Duarte? Não me faça rir...
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De Causa Real a 15.09.2009 às 14:52

Vamos aos factos:


- Não existe nenhum regime perfeito, existe um melhor que outros;


- Os países democráticos mais evoluídos económica e socialmente são Monarquias e não Repúblicas;


- Não existe em todo o mundo um só país governado pela extrema-esquerda onde a democracia impere. Ou considera a China um exemplo democrático?


- Não existe nenhum país governado pela extrema-esquerda onde as pessoas vivam melhor. Ou considera a Venezuela um país próspero?


 


PS: A comparação com a Espanha que recusa fazer é reveladora de algum incómodo!

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De blogdaping a 15.09.2009 às 16:34

Em que se parece a Leticia de Espanha com a abelha Maya ?

Começou por ser uma obreira, casou-se com um zangão e vai terminar sendo rainha....
Toma lá ....
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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 16:51

Os Estados Unidos, não são uma Monarquia... e que eu saiba ainda é um dos países mais desenvolvidos do mundo e com a maior economia... A China não é democrática, mas tem grande economia, em contrapartida a Espanha é Monarquia democrática, mas a economia não é grande exemplo...
Estamos a discutir o sexo dos anjos, porque neste momento não há ninguém com condições para implementar uma monarquia e assumir os destinos do País, como Rei...
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De Ega a 15.09.2009 às 17:07

Três pontos apenas, porque a questão do sexo dos anjos não deixa de ser verdadeira:
1 - Os EUA são uma federação des estados. É o pais mais complicado do mundo, de tão fácil que as coisas lá perecem. Nasceu nos finais do séc. 18, de uma mistura de povos e como República. É a sua tradição.
2 - A China tem a força do nº. Mais de metade das condenações à morte/ano no Mundo acontecem lá. A familia dos executados ainda paga ao Estado o custo da bala executória. durante milénios foi Impe´rio mas não nos serve de exemplo.
3 - A Espanha para nós é modelo desenvolvimento, pensando sobretudo na sua Guerra Civil (1936-38). Foi a Monarquia que lhe permitiu dar o salto.

Em suma, os portugueses não estão sensibilizados para a Monarquia? Aceito. A Monarquia está sensibilizada para a triste sorte que nos espera, a avaliar pelo desemprego e insegurança.
Mas seja o que o Povo quiser. Sem dúvida ele escolhe. Mais ou menos iludido...
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De Causa Real a 15.09.2009 às 17:25

Inacreditável, um bloquista (permita-me que o adjective assim) a defender os EUA como um exemplo de uma economia pujante!


 


Não sei se sabe mas nos EUA cerca de 50 milhões de pessoas não têm acesso gratuito a seguros de saúde. Aqui os hospitais só tratam quem tem seguro ou dinheiro para pagar. Acha bem?


 


Sabe porque a china tem uma grande economia? Porque é o país mais com mais população no mundo e 95% desta vive de salários baixos o que permite grandes margens às empresas chinesas.


 


Espanha é um exemplo aqui ao lado com o qual terá que conviver e a sua economia é a 6ª maior da União Europeia. Coisa pouca!


 


Mesmo quando os argumentos se esgotam, para a esquerda vale tudo para fazer valer uma opinião.


 


Já agora e para terminar já ouviu falar da Dinamarca, Suécia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, Japão, Canadá e Austrália? Quantas repúblicas conhece com índices civilizacionais superiores a estas Monarquias? Já sei, vai falar em Cuba.

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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 18:21

Não, não permito que me adjective de bloquista, presumo que foi vasculhar o meu blog, à procura de contradições e argumentos!
Afirmo que o meu voto vai para o Bloco de Esquerda nas legislativas 2009, porque é o partido que melhor representa o meu ponto de vista à presente data, o que não significa, que o seja permanentemente o resto da minha vida.
Felizmente não sofro de partidarite clubista e sou livre de votar em quem quiser...Isso é Democracia!
Adiante...
Os E.U.A são uma economia pujante, afirmo, sem qualquer pudor e desafio outros a provar o contrário!
Sei que não existe um Serviço Nacional de Saúde nos E.U.A, como sei que Barack Obama pretende criar esse mesmo serviço, um claro "Shift" político à esquerda numa na meca Capitalista dos E.U.A, o bem de todos incomoda muito "alguns"...
Apesar das condições infra humanas da sociedade chinesa é inegável dizer que é uma das maiores economias mundiais, com ou sem democracia, o facto de ter "aberto portas ao mundo", depois de anos de clausura, foi um dos factores impulsionadores da crise económica em que vivemos, o Boom Chinês!
Sempre convivemos com espanhois desde o inicio da formação do nosso país e não aceito intromissões políticas ou decisões unilaterais que apenas beneficiam estes últimos, como é o caso do TGV, das bacias hidrográficas, do mercado dos combustíveis, da agricultura, das pescas, etc, sejam eles a maior economia do mundo, que não são, estão atolados em dividas, até mais do que nós, apesar de terem superior capacidade produtiva...
Todos os países da "velha europa" que referenciou, são modelos de desenvolvimento, mas a Noruega, a Finlândia, a Alemanha, a França, também o são, sem serem monarquias...
O Sr. é preconceituoso, por me categorizar como bloquista, ou de esquerda radical, fala-me de Cuba e aposto que a seguir vem o milho transgénico e os charros... Não é isso que me caracteriza, sou uma pessoa livre de pensamento e opinião, coisa que não existe no mundo dito civilizado e democrático, cada país tem os seus momentos históricos e políticos, não é por comparação com nações de cultura diferente, que me faz desejar a Monarquia ou o Rei, é por acções... E até agora a única acção monárquica que vi, foi uma inteligente troca de bandeiras na Câmara Municipal de Lisboa, civilizada quanto baste para ter o meu apoio, por suscitar o pensamento livre nas pessoas de questionar poderes instituídos que não cumprem as funções para as quais foram criados...
Portugal, foi sempre um País de "Maria vai com as outras", é chegada a altura de pensarmos em nós como povo e como nação, neste momento não existe ninguém capaz de assumir uma monarquia e controlar os destinos do país!
Ou vamos implantar uma Monarquia por dá cá aquela palha???
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De Ega a 15.09.2009 às 16:42

Tiago Mouta: V. é um optimsita incorrigivel. Nós não precisamos de autonomias para andar às turras uns com os outros. Aqui em Portugal já se vai mesmo longe do que as pegas entre Direita e Esquerda. É a Direita contra a Direita e a Esquerda contra a Esquerda todos contra todos.
Então V. não vê o que vai aí pelo blog. Agora discutem se o P. Pereira conspira ou não contra o CDS, encostando-o ao PS. Num dia de sol como este!
Tenha paciência, o Rei seria o que nos restava de um pouco de união. Em vez de nos esfarraparmos enquanto o País apodrece.
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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 16:57

Eu acho que a união passa pela revolta social contra as partidarites clubisticas agudas do nosso sistema...
Dos baronetes instalados com carácter perpétuo, impunes a tudo, capazes de tudo para assegurar a sua pseudo legitimidade...
As tricas interpartidárias, à esquerda ou à direita, são apenas fruto de uma saudável competitividade laboral...
Porque as caras que vemos diariamente nos media, serão as personalidades, que irão ocupar os lugares da Assembleia da Républica, a partir do dia 27...
Não irão perder o emprego, nem ter que sobreviver com menos de 500 euros/mês e não fazem a mínima ideia do que é o país real e o que as pessoas sofrem todos os dias à conta das suas decisões!!!
O problema de Portugal é que já existem "Reis" a mais...
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De Ega a 15.09.2009 às 17:11

Aceito que o problema seja haver barões a mais. Como deve saber, estudava-se isso, era no Rei que o Povo encontrava protecção contra os abusos dos poderosos.
O equilibrio social resultava da intervenção do Rei entre o poder militar (necessário) da nobreza e o braço campesino (o povo), protegido pela dita força militar. Se esta extrapolasse, lá surgia o prestígio do Rei.
Assim em traços muito largos e fazendo os necessários reportes à época.
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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 17:18

Pois... neste momento a divisão social nobreza, clero, burguesia e povo... Resume-se apenas a: "Pessoas que tem amigos/familia no poder" e "Pessoas que não tem amigos/familia no poder"... Não vejo a figura do Rei a mediar este tipo de situações!!!
Não vejo o Sr.Cavaco como um bom Presidente, a sua parcialidade enjoa, mas também não vejo uma solução à altura...
Como sempre em Portugal, escolhe-se "Democraticamente" "o menos mau", de entre um lote de escolhas pré efectuadas!!!
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De Ega a 15.09.2009 às 17:30

T. Mouta Estamos de acordo. Eu tento, depois, ver a coisa sem preconceitos nem bruxas. É por aí que acredito na Monarquia. Em 1975 a juventude do PPM chamava-se J. Monárquica Revolucionária. Era anarco-comunalista... Veja lá como as coisas são.
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De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 18:29

Tudo é dinâmico, tudo muda, inclusivamente as opiniões...
Portugal 1975, não é o mesmo Portugal de 2009, embora muitos pensem que sim!
Talvez daqui a 35 anos as minhas opiniões sejam diferentes, talvez as suas opiniões também tenham mudado!!!
Mas uma discussão saudável, sem recorrer ao insulto, democrática e verídica é o que faz mais falta neste País... Com ou sem Rei!
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De Francisco a 16.09.2009 às 02:02

Dito tudo isto o facto permanece, a direita foi responsável por uma ditadura, que foi a mais longa da europa, que foi a mãe do nosso atraso.


A esquerda fez uma revolução que durou ano e meio, desde aí a direita, nos seus vários matizes(aqui incluo o PS) teve sempre as rédeas do poder...


E no fim de contas o estado a que chegámos é culpa da Esquerda e não da Direita... Orwelliano, Orwelliano... Desculpem lá, os Jesuítas é que tinham aulas de retórica em que tinham de convencer outros que o céu era verde e o mar cor-de-rosa... Será que voçês mesmos acreditam nos disparates que dizem?


Uma nota sobre a transição "pacífica" espanhola, é que nesse processo de transição morreram dezenas, se n centenas de pessoas... Primeiro tiveram q executar o sucessor do franco pelos ares "Arriba Franco mas alto que Carrero Blanco", houve um raide da guardia civil em que entraram na sede de um sindicato e mataram dezenas, dezenas de pessoas!!! Sem contar com inúmeras manifestações reprimidas brutalmente e com mortos...


A nossa Revolução fez o quê? nem chegaram a 10? O padre Max, 2 comandos no 25 de Novembro, um militar do RAL 1 no 11 de Março, 5 ou 6 em frente à PIDE no próprio 25 de Abril... O problema é que mt "gente de bem" fugiu pó brazil com o rabinho entre as pernas e muitos outros tiveram de devolver o que andaram a roubar ao povo durante 40 anos a coberto do fascismo e da PIDE... isso é que ñ perdoam... No fundo bem mais pacífica e suave, de facto, foi a transição Portuguesa...


Mas o q conta a vida da população? Valem mais os candelabros...
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De tric a 15.09.2009 às 11:44

Um voto no CDS é um voto claro em José Socrates!
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De Carlos Anselmo a 15.09.2009 às 11:44

É verdade. E não há como negá-lo. Bem escrito. Acrescente-se apenas a tendência perversa das relações estado grandes empresas, resquícios também do "privado mas com o respaldo do estado" ao longo dos anos.
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De José Manuel Faria a 15.09.2009 às 11:58

Tinha sido muito melhor para o País a evolução na continuidade de Caetano. O Golpe de Estado veio atrasar Portugal no caminho do desenvolvimento.
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De Ridículo a 15.09.2009 às 13:31

É ridículo defender que 30 anos de Governos PS/PSD nada têm a ver com a situação actual do país. Defender que o PREC é responsável pelo atraso do país, nessa perspectiva, é tão válido como acusar o Estado Novo. 30 anos é muito tempo, tempo suficiente para resolver até problemas estruturais. E falar da infiltração de esquerda nos media, ainda mais, quando se olha para o painel de analistas dos jornais, TVI24, SICN, ou qualquer outro canal... ridículo... demasiada FoxNews na veia...
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De Carlos II a 15.09.2009 às 13:35

Bem justificado.
Na verdade nunca houve após o 25 de Abril de 74, seguido do PREC, um projecto para Portugal. O Estado Novo possuía esse projecto. O que aconteceu foram os sucessivos governos, realizarem reformas avulsas em conformidade com as suas clientelas (corporações), tendo em conta unicamente a economia,  
Cada partido político tem o seu próprio modelo de gestão, uma vez no poder tratam de substituir os Directores-Gerais, criar Institutos e empresas do Estado à frente dos quais são nomeados os seus comissários políticos.
Fruto de uma constituição feita à pressa e constrangida pelos ventos da época, não deixa margem de manobra aos verdadeiros partidos de direita de se afirmarem, sendo  fácil, por isso, partidos de extrema-esquerda, passearem a sua políticas demagogicas até no próprio Parlamento.
Este é de facto um regime de esquerda, apoiado por uma comunicação social tola, manipuladora das consciências  receosas do que eles ainda designam,  da longa noite "fascista". 
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De José a 15.09.2009 às 14:39

Ora deixe cá ver se percebi.

Portanto, a culpa do nosso atraso não é de quem nos governa há 30 anos, mas sim do que aconteceu há mais de 30 anos...

E mais, a responsabilidade não é de quem nos governou mas sim daquilo que aqueles que nunca governaram poderiam ter feito se governassem. Um pouco confuso, admito.

Mas dou a mão à palmatória. Você é genial... e hilariante!

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