Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A realidade que convém não esquecer

por Francisco Proença de Carvalho, em 15.09.09

Existe um pensamento instalado na sociedade portuguesa, segundo o qual a culpa do nosso atraso é dos partidos que governaram nos últimos 30 anos. Quem olha com objectividade para o que se tem passado nos anos de democracia, verifica que não é bem assim… É verdade que, muitas vezes, os governos (e as oposições responsáveis) não tiveram coragem e capacidade para fazer mais por Portugal, ultrapassando as poderosas forças de bloqueio existentes. Ainda assim, uma enorme fatia da culpa foi da esquerda agora protagonizada por Jerónimo Sousa e é da esquerda supostamente moderna protagonizada por Francisco Louçã.

Desde logo, o PREC acabou com o sistema produtivo existente em Portugal. As nacionalizações que, lamentavelmente, agora regressam ao discurso político, foram responsáveis por uma destruição quase total do nosso tecido empresarial. Ao contrário do que afirma Louçã (com a demagogia habitual e, mais do que isso, com total falta de vergonha), elas não aconteceram porque os “Espírito Santo, Mello, Champalimaud, etc. fugiram”. Tal como as que orgulhosamente exibem hoje nos programas de governo, as de 1975 foram o resultado de uma opção ideológica totalitária que minou décadas de progresso em Portugal.
A esquerda impôs também uma Constituição de inspiração socialista que ainda hoje representa um entrave ao desenvolvimento, salvaguardando direitos adquiridos num processo revolucionário que afectam imensamente a competitividade de Portugal num mundo global, bem diferente do de 1976.
Estas forças anti-progresso e anti-mudança têm assumido um peso absolutamente fora do normal numa democracia que se quer moderna e regida por princípios ocidentais. Estão em quase todo lado! Ocupam postos estratégicos da sociedade…Estão nos sindicatos e corporações e estão nos Media que, cada vez mais, constroem o pensamento comum dos Portugueses. Se o PCP ocupou com talento o seu espaço nas corporações deste país, o BE e o seu líder de sempre, são um produto cool levado ao colo por grande parte das televisões e jornais.
Perante esta realidade, como podem os partidos de matriz soviética descartar as suas responsabilidades pelo estado da nação?
Portugal nunca teve uma verdadeira democracia liberal totalmente livre do pensamento Gonçalvista de 1975. Nem sei sequer se existem neste país liberais suficientes para formar uma equipa de Governo… Portanto, chega de insistir na falácia de que a culpa de todos os nossos males são as perigosas políticas neoliberais.
Estes partidos gostam muito de utilizar a palavra “mudança” na sua propaganda política, mas querem tudo menos a mudança… Querem o retrocesso a um dos momentos mais tenebrosos da história recente do nosso país e querem a manutenção e reforço de todos os factores que têm minado o caminho do progresso.
Por natureza temos memória curta, mas, no próximo dia 27, seria muito importante que os Portugueses não esquecessem a realidade…


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Causa Real a 15.09.2009 às 17:25

Inacreditável, um bloquista (permita-me que o adjective assim) a defender os EUA como um exemplo de uma economia pujante!


 


Não sei se sabe mas nos EUA cerca de 50 milhões de pessoas não têm acesso gratuito a seguros de saúde. Aqui os hospitais só tratam quem tem seguro ou dinheiro para pagar. Acha bem?


 


Sabe porque a china tem uma grande economia? Porque é o país mais com mais população no mundo e 95% desta vive de salários baixos o que permite grandes margens às empresas chinesas.


 


Espanha é um exemplo aqui ao lado com o qual terá que conviver e a sua economia é a 6ª maior da União Europeia. Coisa pouca!


 


Mesmo quando os argumentos se esgotam, para a esquerda vale tudo para fazer valer uma opinião.


 


Já agora e para terminar já ouviu falar da Dinamarca, Suécia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, Japão, Canadá e Austrália? Quantas repúblicas conhece com índices civilizacionais superiores a estas Monarquias? Já sei, vai falar em Cuba.

Sem imagem de perfil

De Tiago Mouta a 15.09.2009 às 18:21

Não, não permito que me adjective de bloquista, presumo que foi vasculhar o meu blog, à procura de contradições e argumentos!
Afirmo que o meu voto vai para o Bloco de Esquerda nas legislativas 2009, porque é o partido que melhor representa o meu ponto de vista à presente data, o que não significa, que o seja permanentemente o resto da minha vida.
Felizmente não sofro de partidarite clubista e sou livre de votar em quem quiser...Isso é Democracia!
Adiante...
Os E.U.A são uma economia pujante, afirmo, sem qualquer pudor e desafio outros a provar o contrário!
Sei que não existe um Serviço Nacional de Saúde nos E.U.A, como sei que Barack Obama pretende criar esse mesmo serviço, um claro "Shift" político à esquerda numa na meca Capitalista dos E.U.A, o bem de todos incomoda muito "alguns"...
Apesar das condições infra humanas da sociedade chinesa é inegável dizer que é uma das maiores economias mundiais, com ou sem democracia, o facto de ter "aberto portas ao mundo", depois de anos de clausura, foi um dos factores impulsionadores da crise económica em que vivemos, o Boom Chinês!
Sempre convivemos com espanhois desde o inicio da formação do nosso país e não aceito intromissões políticas ou decisões unilaterais que apenas beneficiam estes últimos, como é o caso do TGV, das bacias hidrográficas, do mercado dos combustíveis, da agricultura, das pescas, etc, sejam eles a maior economia do mundo, que não são, estão atolados em dividas, até mais do que nós, apesar de terem superior capacidade produtiva...
Todos os países da "velha europa" que referenciou, são modelos de desenvolvimento, mas a Noruega, a Finlândia, a Alemanha, a França, também o são, sem serem monarquias...
O Sr. é preconceituoso, por me categorizar como bloquista, ou de esquerda radical, fala-me de Cuba e aposto que a seguir vem o milho transgénico e os charros... Não é isso que me caracteriza, sou uma pessoa livre de pensamento e opinião, coisa que não existe no mundo dito civilizado e democrático, cada país tem os seus momentos históricos e políticos, não é por comparação com nações de cultura diferente, que me faz desejar a Monarquia ou o Rei, é por acções... E até agora a única acção monárquica que vi, foi uma inteligente troca de bandeiras na Câmara Municipal de Lisboa, civilizada quanto baste para ter o meu apoio, por suscitar o pensamento livre nas pessoas de questionar poderes instituídos que não cumprem as funções para as quais foram criados...
Portugal, foi sempre um País de "Maria vai com as outras", é chegada a altura de pensarmos em nós como povo e como nação, neste momento não existe ninguém capaz de assumir uma monarquia e controlar os destinos do país!
Ou vamos implantar uma Monarquia por dá cá aquela palha???

Comentar post