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Lei igual para tolos

por Rui Crull Tabosa, em 20.09.09

Ontem, a GNR “apanhou” dois monovolumes da campanha do PS em excesso de velocidade na A 1, perto de Coimbra.

Isto não teria relevância se há três dias a GNR não tivesse sido obrigada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (cujo presidente é Paulo Marques, nomeado pelo ministro socialista Rui Pereira) a devolver ao PS três viaturas que tinham sido retidas por terem “películas publicitárias ilegais coladas aos vidros”, além de ter de perdoar as multas (no valor de 1100 euros) então aplicadas.

Isto também não seria importante se o insólito argumento usado pela ANSR, entidade dependente do Governo, não tivesse sido o de que "a defesa do exercício de liberdades" é mais importante que o Código da Estrada, que, como se sabe, é uma lei aplicável a todos os que circulam nas estradas portuguesas. Sem comentários.

Agora é esperar para ver se a desfaçatez de quem se julga (e na prática está) acima da lei se volta a repetir …

Alguém explica a esta malta que domina o Estado que o Estado deve ser … um Estado de Direito?

Espero que a explicação seja dada daqui a uma semana.

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Rui Crull Tabosa a 20.09.2009 às 22:56

Atentos os piropos (histeria, criança de 6 meses, acusaão de que eu insulto, etc.), realmente não mereceria resposta.
Mas como faz novas insinuações sobre o que eu escrevi e eu não gosto que reinterpretem,torcendo, o que eu afirmei,entendo dever esclarecer este seu último comentário:
1. Quanto aos veículos, tudo bem. não são publicitários. Mas como é óbvio não é o facto de não o serem que lhes permite terem características contrárias aos respectivos documentos e, designadamente, terem em toda a extensão dos vidros propaganda colada que, permitindo ver de dentro para fora, não permite o contrário. Por isso é que a GNR autuou essas viaturas e é suposto essa força desegurança saber mais do que o João (sem ofensa). Aliás, houve um óbvio mal estar na GNR que se percebe bem: a lei,pelos vistos, não é igual para todos...
Quanto à questão do pagamento da multa, desculpe mas é irrelevante:o que interessa é se há contra-ordenação apurada e coima aplicada (o pagamento ou a falta dele é um acto material do infractor, que em nada prejudica o seudireito a reclamar ou impugnar a aplicação da dita contra-ordenação. Logo, como vê, é irrelevante o facto de um dos intractores ter pago a coima e, consequentemente, também o seu argumento.
Quanto à segurança social, fez fem em citar o programa eleitoral do PSD porque qualquer pessoa que leia o parágrafo citado com boa fé nunca se permitiria dizer que o PSD propõe a privatização dasegurança social. Mas também lhe digo que é próprio de criança (nãode 6 meses masde 6 anos) não citar também a parte do programa eleitoral do PSD em que se diz que estepartido se compromete a manter a Seg. Social nos seusactuais traços essenciais. Ficava-lhe bem fazer também essa citação eseria sobretudo intelectualmente mais honesto para quem nos possa ler.
Quanto à RAVE, não precisa dizer nada: distribuir o género de folhetos propagandisticos que essa empresa dependente do Governo distribuiu a 3 semanas das eleições e sabendo que a questão do TGV é um tema que divide PS e PSD, dizer que acha isso normal é possível, mas não venha depois sustentar que a RAVE ñão está intrometer-se na campanha ou que a sua escolha (inteiramente legítima, como é óbvio, não está feita pela situação). Mas sempre lhedigo que há deveres de isenção e de bom senso que aconselhariam a RAVE a não fazer coro com o PS no TGV a 3 semanas das eleições, repito.
Quanto àTVI está tudo dito. Vejaas declarações de Moniz sobre Santos Silva, quando o acusou de cinismo por dizer que o Governo ia pedir contas à Prisa.Lembre-se da tentativa de entrada da PT na Media Capital. E, sobretudo,lembre-se do ataque sem precedentes que Sócrates fez ao Jornal da TVI que tanto o incomodava e averdade é que deixou de incomodar (era o programa com mais audiência da TVI, lembra-se?).
Outros argumentos não trouxe pelo que não responderei, aí sim, às suas tentativas de insulto, a que me referi no início.
Passe bem.

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