Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ontem, o Ministro da Propaganda, já esquecido do recente ataque do PS às notícias da TVI, garantia que não há asfixia democrática em Portugal.
Azar. Hoje os jornais noticiam que Rui Costa Pinto, o autor de uma biografia não autorizada de José Sócrates, a qual deveria estar à venda desde o passado dia 1 de Setembro (!), acusa a distribuidora Dinalivro de “ter feito tudo” para evitar que esse livro tão incómodo para o PS seja colocado à venda antes das eleições de dia 27.
Como o argumento para esta censura não deve ser económico (o livro seria certamente um best seller), a explicação deve ser a que Costa Pinto dá: a distribuidora tem “medo de represálias pela sua publicação”.
E não brinquemos com coisas sérias: o PS não quer este livro à venda antes das eleições. Ponto. Não gozem é a dizer que não há um clima de medo em Portugal. Clima que pode piorar no próximo dia 27 se PS e BE alcançarem o poder.
 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Peterman a 22.09.2009 às 11:46

 
Mas será que já se esqueceram?

Releiam o artigo de Enrique Pinto Coelho no 'i' de do dia um de Setembro:
«Fixe bem esta data: 27 de Janeiro de 1996. Era um sábado e o público português assistiu a um fenómeno sem precedentes: um livro, escrito por um autor nacional, vendeu 30 000 exemplares no lançamento. Depois foi retirado do mercado e nunca mais reapareceu.
“Contos proibidos. Memórias de um PS desconhecido” foi a obra “mais atrevida”, segundo Nelson de Matos, a pessoa que o publicou na Dom Quixote. Numa entrevista ao “Expresso”, em 2004, o editor negou ter sofrido pressões ou ameaças, mas denunciou a existência de “comentários negativos” que lhe causaram “bastantes dificuldades pessoais”. “A todos expliquei que o livro existia”, disse na altura. “Tinha revelações importantes e procurava ser sério ao ponto de as provar. Desse ponto de vista, achei que merecia ser discutido na sociedade.”
Nelson de Matos é também, provavelmente, uma das poucas pessoas que conhece o paradeiro do autor – a hipótese mais repetida é a Suécia, mas ninguém está em condições de confirmar nada. O escritor, tal como acontecera antes com o bestseller instantâneo, desapareceu sem deixar rasto.
Dez anos mais tarde, o jornalista Joaquim Vieira publicou cinco textos sobre o assunto na “Grande Reportagem”. Em conversa com o i, recorda que “quando o livro saiu, o Rui Mateus foi entrevistado pelo Miguel Sousa Tavares na SIC, e a primeira pergunta que este lhe fez foi: ‘Então, como é que se sente na pele de um traidor?’ Toda a entrevista decorreu sob essa ideia.”
(…)
Vieira lamenta o “impacto político nulo e nenhuns efeitos” das revelações de Mateus. “Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela ‘traição’ a Soares.” Apesar de, na estreia, terem tido todas as coberturas, livro e autor caíram rapidamente no esquecimento. »
Sem imagem de perfil

De Tiago Mouta a 22.09.2009 às 11:51

25 de Abril... Liberdade, mas não abuses...eheheh!
Será que vão voltar a abrir o Tarrafal???

Comentar post