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Um santo homem

por Carlos do Carmo Carapinha, em 23.09.09

O Pedro resolveu aparecer. Num «momento difícil», segundo o próprio. O previsível Carlos Abreu Amorim emocionou-se com a chegada do Pedro. Diz que mostrou «grandeza». Portugal é este enorme buraco negro onde tudo se esquece e a vergonha não medra. Este é o mesmo Pedro que, há um mês e meio, não se coibiu de fazer birra e de revelar a sua nobilissima insatisfação por ter sido excluido das listas, dando o mote para o argumento da «não renovação» que toda a gente tratou de usar até à exaustão. Este é o mesmo Pedro que, durante um longo período, logo após a eleição da Dra. Ferreira Leite, achou que o país merecia ouvir as suas graves elucubrações sobre a vida interna do partido e a vida externa do país, fazendo uma descarada oposição de rua à (sua) líder. Agora, numa altura em que era suposto não ligar, por razões óbvias (incluindo a verdade), o caso das «escutas» ao PSD, eis que aparece o Pedro num assomo de agasalho e compaixão, ligando, com o seu gesto, o caso ao partido, e amplificando ainda mais o putativo revés político da Dra. Ferreira Leite, que eventualmente decorra do caso. Magnânimo, o Pedro. E sorte a dele poder contar com os useful idiots da praxe, que acharam mal não ter a líder dito «Ai, Pedro, obrigada, tu és grande». É um caso este Pedro. E o Carlos não lhe fica atrás.

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Luis Melo a 23.09.2009 às 23:40


Caso das Escutas: <a href="http://mudaportugal.blogspot.com/2009/09/teoria-da-conspiracao.html">A Teoria da Conspiração</a>


Toda esta questão à volta das escutas ao PR parece ser encenada. Dá a impressão de que tudo isto foi armado com um propósito bem definido. Mas talvez o objectivo de que alguns analistas falam não seja realmente o verdadeiro.


Há muito que se fala de uma alteração do sistema político português (mesmo que temporariamente). Grandes e pequenas figuras dos dois maiores partidos (PS e PSD) e também de outros quadrantes da sociedade já disseram em público que seria uma forte hipótese - para resolver a crise que atravessamos - ter um regime presidencialista.


Todos falam nisto tendo como pressuposto que Cavaco Silva seria o presidente que iria liderar esta mudança e que portanto nomearia um governo "de salvação". Conhecendo Cavaco sabemos que este governo não comportaria 99% dos políticos de hoje (nem de PS, nem de PSD).


Assim, parece óbvio que toda esta questão das escutas foi inventada por alguns elementos do PS, em conjunto com outros do PSD, para definitivamente "deitar abaixo" Cavaco Silva antes da decisão das legislativas. É que a hipótese de que falei atrás poderia ser posta em cima da mesa, desde já, caso nenhum dos partidos tivesse maioria.

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