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A traicção do voto útil

por Manuel Castelo-Branco, em 25.09.09

Deve ser um mal meu, mas não compreendo quem diz “votar útil” num partido. Não compreendo, nem nunca compreendi. Talvez seja a minha veia romântica a falar. O eterno compromisso de estar bem comigo mesmo. Um detestar do “jogo político” ao estilo Maria-vai-com-as-outras-que-se-não-fores-não-vai-nenhuma.

 

Votar útil significa “votar num mal menor”. Representa acreditar numa política, acreditar num programa eleitoral, acreditar, enfim, num partido e votar noutro, com o intuito, normalmente, de se afectar um terceiro partido. É pior que “engolir um sapo”, na ida expressão dos comunistas portugueses. Imagino que seja, concerteza, ir para a cama na noite eleitoral com um arrependimento de alma, com um travo amargo a traição. As mais das vezes, a perguntar-se “para quê?”.

 

Como se pode votar num partido cujo programa nos diz menos do que outro? No caso do CDS, então, as diferenças são marcantes face ao PSD. Como pode alguém que afirma identificar-se com o CDS “votar útil” no PSD? Não percebo…

 

O voto de cada um é um bem precioso. É um poder que exercemos poucas vezes na nossa vida. Devemos desperdiçar esse poder naquilo em que não acreditamos, com a suposta justificação de querermos evitar um mal maior que seria a vitória de um terceiro partido? Bem sei que muitos dirão “sim”. Eu digo Não!

 

Não contem comigo para abandonar os meus princípios, as minhas crenças, as minhas convicções. É no CDS e na sua política que acredito. É no CDS que voto.

 

Quem acredita no CDS, vota CDS, não vota noutro partido por utilidade a nada!

 

Por Afonso Arnaldo na Rua Direita


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De tric a 25.09.2009 às 13:00

"Deve ser um mal meu, mas não compreendo quem diz “votar útil” num partido. Não compreendo, nem nunca compreendi."

pode ser que você compreenda da maneira mais dolorosa, caso o Partido Socialista vença as proximas eleições... enfim, olhos que não vêem, coração que não sente...

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