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Lê-se mais "Zeca Afonso" do que se ouve "Zeca Afonso"

por Rodrigo Moita de Deus, em 23.02.07

É um daqueles clássicos do nosso Portugal. De tempos a tempos evoca-se “Zeca Afonso”. E qualquer pretexto ou número redondo serve para o efeito. Cinquenta anos do seu nascimento, vinte anos da sua morte, trinta anos de Grândola Vila Morena. E depois vêm os lugares comuns: Zeca Afonso, a obra. Zeca Afonso, o legado. Os jovens e Zeca Afonso. Como um fantasma que nos atormenta lembrando uma “dívida de gratidão” que dificilmente fará sentido.

Em tudo isto há uma enorme artificialidade. É que Zeca Afonso não era assim tão bom.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De CCP a 23.02.2007 às 14:36

Rodrigo Deus diz o óbvio.
Não são as qualidades musicais de Zeca Afonso que fazem com que este seja evocado recorrentemente.
É, naturalmente, o facto de a sua figura constituir um símbolo associado à revolução de Abril de 1974. A sua evocação é mais política que musical e isso é que parece chatear o R. Deus.

CCP


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De Luis Serpa a 23.02.2007 às 15:37

"Zeca Afonso não era assim tão bom" no seu melhor; porque no seu normal era mesmo muitas vezes mau. Refiro-me à música, claro, não à pureza de intenções nem às qualidades pessoais. A música que ele compunha e cantava era má, fraca, pouco complexa, primária, e só tinha qualidades enquanto hinos, ou identificação política.

O problema é, caro Rodrigo, que a malta de esquerda é dada a dogmas e a mitos, é dogmática, passe a redundância, e dizer que o Zeca Afonso não era um grande músico é crime de apostasia.

E nas baboseiras que menciona, esqueceu-se de mencionar o quanto ele gostava dos pretinhos, coitadinhos, e dos oprimidos, e quanto lutou e e e e - a realidade é que nada disso faz dele um bom músico. E as soluções políticas que ele propunha tão pouco eram as melhores, mas isso é, naturalmente, outra música.
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De Daniel Oliveira a 23.02.2007 às 15:45

Se o Rodrigo for na política como é na música... Desculpe, o Rodrigo é na política o que é na música. Zeca Afonso foi um dos melhor compositores portugueses. Acha qualquer pessoa que não use tampões ideológicos nos ouvidos.
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De Convidado Invisível a 23.02.2007 às 18:12

Hahaha. Boa.
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De Nuno Ramos de Almeida a 23.02.2007 às 16:25

Caro Rodrigo,
O teu problema é que embora surdo, nunca conseguiste compor a Nona sinfonia. Agora a sério, os admiradores do Carlos Paião deviam ser impedidos de se pronunciarem sobre música
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De Luis Euripo a 23.02.2007 às 18:00

Já agora, o que é bom para o Rodrigo? O que José Afonso fazia era arte. Escrevia canções. Mais panfleto menos panfleto, muitas das suas canções, que são música popular e não "erudita", ouvem-se agora e provavelmente continuarão a ser ouvidas. A sua música sobrevive ao símbolo e isso é que faz dele um grande artista.
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De josé simões a 23.02.2007 às 19:34

perdoa-lhe pai porque não sabe o que diz!
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De FuckItAll a 26.02.2007 às 03:02

Oh Rodrigo, depois de comentar mais a sério noutro post sobre o tema ali para baixo, estive aqui a pensar e lembrei-me que podiamos fazer assim: o Rodrigo diz "este tipo faz-me pensar em comunistas e em comemorações do 25 do 4 e não me apetece mesmo nada ouvi-lo", e continuamos todos bons inimigos como sempre. O que é que diz? ;)

É quando tentam justificar esta falta de interesse e vontade atacando a qualidade musical que o caldo se entorna, porque essa é a parte inatacável.
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De FuckItAll a 26.02.2007 às 03:10

Raios, o comentário a sério ficou ali para cima e não para baixo, desculpem, é do adiantado da hora.
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De Armando a 28.02.2007 às 23:03

"Evoca-se semopre Zeca Afonso"

E de cada vez que se evoca Zeca Afonso lá aparece alguém da direita a rosnar.

O Saramago é um péssimo escritor, não é?
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De Pedro a 07.03.2007 às 00:42

Vê se morrer. Abraço

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