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"Preso por ter cão, preso por o não ter". O Presidente se tivesse esclarecido os portugueses no momento oportuno (a mais de um ano das eleições legislativas), nada de mal viria ao pequeno mundo de intriguinhas palacianas em que vivemos.

Se o Presidente tivesse esclarecido o País quando saíu a "notícia" dos emails no DN e dito que havia vulnerabilidades nos sistemas electrónicos da Presidência, então teria sido acusado pelo PS de estar a dar uma ajuda ao PSD em plena campanha eleitoral. Como se manteve em silêncio, acabou na prática por dar uma ajudinha política ao Eng. Sócrates. Jogada magistral do PS que talvez lhe tenha valido ter sido até o partido mais votado!

Vem isto a propósito da necessidade de "escutarmos" a história política dos últimos cem anos das democracias ocidentais.

Nos regimes monárquicos constitucionais como os do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Espanha, Holanda, Bélgica, Japão, Austrália, Canadá, nunca o Chefe do Estado foi acusado de partidarismo, ou se levantaram suspeitas de que serviços secretos andavam a armar-se em espiões partidários.

É preciso irmos às repúblicas dos EUA (Nixon), França (Chirac) ou ao Portugal de hoje, - já sem falar na Itália ou na Grácia por uma simples questão de decoro, - para confirmarmos, mais uma vez, que a natureza da própria República acaba sempre, mais tarde ou mais cedo, neste espectáculo lamentável a que estamos a assistir.

Nas Monarquias constitucionais contemporâneas, o Chefe do Estado - a Coroa - é o garante do suprapartidarismo do Poder Judicial, das Forças Armadas e da Independência Nacional.

Em República as "secretas" andam quase sempre ao deus dará. Umas vezes só nas mãos do Chefe do Estado, outras sob a alçada do Governo da altura.... por entre os "mixericos" partidários de quem irá ser o próximo Presidente...

Mas alguém tinha dúvidas que iam começar mal as comemorações do tal "centenário" da república?

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Gonçalo a 30.09.2009 às 20:38

"Esquece-se", não sei porquê, é de mencionar que entre o ano passado e a notícia dos mails do DN, houve uma notícia do PÚBLICO de Agosto passado que, manifestamente, prejudicou a imagem do PS/Sócrates (até à pubilcação dos mails pelo DN - que trouxe o efeito contrário). E que Cavaco, aí, em Agosto, poderia negar/confirmar tais suspeitas, mas preferiu o silêncio. Está visto, com belos resultados.

Gonçalo
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De Maria da Fonte a 01.10.2009 às 00:18

SR Gonçalo

O Rei não se vende!
Nem tem tem medo das Máfias do Poder!
Coloca o seu Reino e o seu Povo, acima dos interesses das oligarquias!
´
Esta é a diferença!

Maria da Fonte  
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De Réspublica a 01.10.2009 às 10:11

Claro que coloca, que onrados são os braganças, não vendem, não fogem, não exploram, não pilham, não desrespeitam a identidade nacional. A filha do bobino D. Carlos vendeu o trono, o Miguel Ladrão pilhou e humilhou a nação, ao ponto de cuspir na honra que dizia ter, ao violar a Constituição que jurou cumprir e o tratado de Évoramone... sobre o descendete dele preiro nem falar... tamanho é o desrespeito que tenho por ele... Não há um rei decente em Portugal desde D. João II.

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