Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




"Preso por ter cão, preso por o não ter". O Presidente se tivesse esclarecido os portugueses no momento oportuno (a mais de um ano das eleições legislativas), nada de mal viria ao pequeno mundo de intriguinhas palacianas em que vivemos.

Se o Presidente tivesse esclarecido o País quando saíu a "notícia" dos emails no DN e dito que havia vulnerabilidades nos sistemas electrónicos da Presidência, então teria sido acusado pelo PS de estar a dar uma ajuda ao PSD em plena campanha eleitoral. Como se manteve em silêncio, acabou na prática por dar uma ajudinha política ao Eng. Sócrates. Jogada magistral do PS que talvez lhe tenha valido ter sido até o partido mais votado!

Vem isto a propósito da necessidade de "escutarmos" a história política dos últimos cem anos das democracias ocidentais.

Nos regimes monárquicos constitucionais como os do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Espanha, Holanda, Bélgica, Japão, Austrália, Canadá, nunca o Chefe do Estado foi acusado de partidarismo, ou se levantaram suspeitas de que serviços secretos andavam a armar-se em espiões partidários.

É preciso irmos às repúblicas dos EUA (Nixon), França (Chirac) ou ao Portugal de hoje, - já sem falar na Itália ou na Grácia por uma simples questão de decoro, - para confirmarmos, mais uma vez, que a natureza da própria República acaba sempre, mais tarde ou mais cedo, neste espectáculo lamentável a que estamos a assistir.

Nas Monarquias constitucionais contemporâneas, o Chefe do Estado - a Coroa - é o garante do suprapartidarismo do Poder Judicial, das Forças Armadas e da Independência Nacional.

Em República as "secretas" andam quase sempre ao deus dará. Umas vezes só nas mãos do Chefe do Estado, outras sob a alçada do Governo da altura.... por entre os "mixericos" partidários de quem irá ser o próximo Presidente...

Mas alguém tinha dúvidas que iam começar mal as comemorações do tal "centenário" da república?

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Ega a 01.10.2009 às 16:13


Não é aditamentos - é adiantamentos. E V. sabe o que se passou a dotação orçamental não era suficiente para as despesas de representação da Coroa. e lembre-se a actividade diplomática de D. Carlos
Quanto a Ele gostar de mulheres, V. não ten nada a opor, pois não?
A dita Senhora nunca conseguiu ser reconhecida como filha do Rei pelos Tribunais. Arranjou em Espanha documentos falsificados. E só não percebo o que fazia o proc. na Rota Romana que não trata disso, tanto quanto creio saber.
Vai para advogado canonista? Isso vai ter futuro.
Sem imagem de perfil

De Réspublica a 02.10.2009 às 10:26

O proc na Santa Rota era relativo ao assento de baptismo da  filha de D. Carlos, o Duartezinho pretendeu que fosse retidado o nome do pai do assento e não conseguiu, lugo à luz das regras de registo monárquicas (opostas ao registo civil de nascimnto) esse documento vale como prova da filiação natural ou adultera da sra., que saberia a verdade era o D. Afonso, irmão de D. Carlos.

Comentar post