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Dos avisos

por Rui Crull Tabosa, em 01.11.09

Ernani Lopes é uma das mais respeitáveis e lúcidas vozes que se podem ouvir em Portugal.

Aos políticos e empresários tem recomendado, de acordo com as respectivas esferas de responsabilidades, a redução do endividamento público, a "criação de uma política económica estrutural assente nos domínios dotados de potencial estratégico", mas também o incremento das exportações nacionais e, last but not least, a aposta num investimento público selectivo, neste último caso, exactamente o contrário do que aí parece vir.

Mas Ernani Lopes foi agora também duro. Particularmente duro.

Avisou que "Portugal está a definhar", lembrando "o doente que não morre mas também não melhora". Constata que "Vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério, e isto dito de uma maneira elegante, é uma percepção materialista ordinária da sociedade portuguesa", para sentenciar, pleno de actualidade: "É a golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções, umas porcarias, umas porcarias, condenando o país" (sic).

Alguém o ouvirá?

Em tempo: agradeço ao primeiro comentador, que não se quis identificar, o link da peça da SIC referente a este Post.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ega a 01.11.2009 às 11:25


Hernani Lopes faz parte daquele escol de politicos que já não se iludem com a politica partidária.
Com ele, António Barreto, Medina Carreira, Pulido Valente ...
Homens que deram o seu contributo ao País, mas que perceberam que já não o conseguem dar mais na actual partidocracia.
Decerto têm soluções para a nossa desgraça. Mas sabem que não as conseguem concretizar, pelo menos enquanto se mantiver a nossa apatia ante a malfeitoria que por aí vai.
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De Anónimo a 01.11.2009 às 14:42

Não dizem é as soluções. Só sabem fazer diagnósticos e chatear e deprimir toda a gente para aparecer nos tutulos dos jornais.
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De Ega a 01.11.2009 às 17:43

Eu acho que, numa 1ª fase ainda se dão ao trabalho de dar soluções.
Na fase seguinte, talvez já não: perceberam entretanto que ninguém liga carlo ao que eles dizem.
A culpa continua a ser nossa, portugueses.

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