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Ficámos a saber hoje que um titular de cargo político só pode ser investigado se existir expressa autorização prévia do Supremo. A partir de hoje, só quando o putativo criminoso for apanhado em flagrante delito pode ser objecto de investigação judicial.

 

O juiz Noronha é juiz e versado em Direito. Não contesto, porque não sou técnico de Direito, a hermenêutica de Sua Excelência. Contudo (há sempre um contudo horroroso), a questão é política e é de regime. A não validação das escutas, por supostas razões técnicas, ignora que neste dia a réstia de confiança no Estado de Direito, como expressão positiva e material de um quadro de valores civilizacionais, acabou. E a coisa central não é a figura de Sócrates (tem legitimidade, acabou de ser eleito, e nunca se provou que seja criminoso). A coisa central é a  (quebra de) confiança na democracia e no Estado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Maria da Fonte a 10.11.2009 às 23:46

Caro A. Machado

Eu pensei que tinha encontrado. Mas o que encontrei, está demasiado distante.
O Portugal de Afonso Henriques, de Dom João II, de Loenghrin, o Cavaleiro do Graal, está morto.
O Portugal de Ourique está morto.
O Portugal da Ilha das Sete Cidades, do Sonho, da Utopia desapareceu.

Fomos nós quem permitiu a sua destruição.

Não existe, nesta sociedade de máfias decadentes, nada, absolutamente nada de Portugal.
Neste momento, somos um Insulto à Memória dos Nossos Antepassados! 

Maria da Fonte
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De A.Machado a 11.11.2009 às 17:39


Maria da Fonte,

Partilho o seu desgosto. Não sei o que acrescentar sem me desarmar e sentir em pleno uma imensa dor. Não estou capaz de fazer essa catarse neste momento. Guardo as forças, este turbilhão para seguir alguma Maria da Fonte.

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