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Ainda há quem nos pergunte: para quê tanto trabalho a comemorar o 25 de Novembro? Para que serve isto tudo? Aqui fica a resposta. Em vídeo. Os alunos da  Escola António Arroio falam sobre a data e sobre a história contemporânea do seu país. São da Escola António Arroio mas podiam ser de outra escola qualquer.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De K2ou3 a 26.11.2009 às 02:50

Poi,
Resta-nos, em tempo próximo 1 de Dezembro.
Mas teem a obrigação de o saber, de 1 de Dezembro!.
Senão, conta para a classificação "DOS" professore.!
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De Pedro Garcia Pereira a 26.11.2009 às 03:26

aaaah, a minha antiga escola é linda... tanta gente com piôlhos... no meu tempo o paulo portas foi lá recebido à pedrada... e as cenas de mocada à porta da escola porque a direita nao era bem vinda... ai ai.. bons tempos...
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De Réspublica a 26.11.2009 às 14:46

Aquilo era mais o Chapitou ou a sede nacional do BE... ou então uma casa-de-banho pública a céu aberto... uma das quatro é...
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De Anónimo a 28.11.2009 às 00:49

escreve-se Chapitô. achei por bem corrigir-te, para pelo menos não dares erros estúpidos nas opiniões estúpidas que dás :)
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De Réspublica a 28.11.2009 às 11:07

Seja o que for é "a escola dos palhaços" de Portugal, onde a malta do BE (latrina a céu aberto) se sente muito bem...
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De Pedro Bandeira a 28.11.2009 às 13:16

Mutito boa e inteligente observação. (-.-')
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De Sara a 28.11.2009 às 13:14

Aquilo era uma escola, como podia ter sido qualquer outra. Até considerava uma ofensa por lhe chamar casa de banho mas de facto são as condiçoes que nos proprocionaram para estudar este ano durante obras no edificio principal. 
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De Réspublica a 28.11.2009 às 20:39

A "casa-de-banho" é a sede nacional do BE e respectivas dependências... no geral qualquer sitio onde o Doutor Anacleto se coloca...
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De K2ou3 a 26.11.2009 às 03:33


Meus caros,
Já foi feita queixa ao "Mistério" Publico??.
É que aquilo é Propriedade de alguem. Se ninguem assume, talvez meu, da Nação.
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De Maria da Fonte a 26.11.2009 às 04:57


Caros

Também eu fico triste!

Mas já fizeram a mesma pergunta aos Professores?

Aos que passaram uma borracha sobre o Reino Suevo de Portucalle.
Chamam De Borgonha ao Conde Dom Henrique. Consideram que a grande aspiração de Dom João II, e do Reino, foi a "Decoberta do Caminho Marítimo para a Índia".
Que o Brasil foi descoberto por Cabral em 1500. 
Que os "Vikings" construiram a Igreja de Pedra de Greenland.
Que Dom Sebastião morreu em Álcácer Quibir, e Felipe II, só queria Portugal para se apropriar dos Paineis de S. Vicente, ou da Tapeçaria de Pastrano.
Que Dom António I, não foi Rei de Portugal.
Que Napoleão foi um grande Estadista.
E o Império Romano  foi uma Civilização, e os outros Povos Bárbaros.
Que D. Pedro de Alcântara, foi o Rei Legítimo. 
Que a Maçonaria assassinou o Rei D. Carlos para dar o poder ao povo.
Que a 1ª República foi dirigida por homens dignos  defensores da Ética.   
Que o 25 de Abril foi uma Revolução Libertadora do povo. Que Angola se tornou um País Independente.

Que o Português deriva do Latim
Que a Batalha de Ourique nunca existiu.
Que o Herói dos Lusíadas é Vasco da Gama.
Que Cristóvão Colombo foi um tecelão genovês.

Que Portugal é um Pais pequeno e periférico.
Que o Estado é Laico.
Que a actual forma de Governo é uma Democracia.
Que vivemos num Estado de Direito.
Bué de fiche.

Maria da Fonte
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De Velho da floresta a 26.11.2009 às 17:57

Minha senhora, gosto desta sua lista, se bem que apreciaria se possivel, esclarecimentos quanto a algumas das referencias, a ver:
Chamam De Borgonha ao Conde Dom Henrique;
Que Dom Sebastião morreu em Álcácer Quibir;
Que o Português deriva do Latim;
Não me move nenhum antagonismo, nem desconfiança, apenas uma certa curiosidade.
Que Angola se tornou um País Independente, bom, neste caso não há duvida que é independente, pelo menos no sentido de lhe ser reconhecido internacionalmente, estatuto como tal. Quanto à legitimidade, isso já será outro assunto.
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De M.C. a 26.11.2009 às 10:42

Apesar de saber o que foi o 25 de Novembro,todos estes vídeos que aqui puseram, foram uma "quase novidade". Passaram muitos anos, de facto. Muitos de nós,eramos crianças nesta altura. Mais preocupados com as trabalhosas escolas primárias, cheias de rios, afluentes e linhas de comboios,do que com politica.
Todos os que sejam de meados da década de sessenta para cá, não viveram, ou se viveram, passou-lhes ao lado tudo isto. É muita gente e muita década. Daí a importancia de acções como esta.

M.C.


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De Luísa a 26.11.2009 às 14:20

A pergunta colocada por Maria da Fonte é fundamental. Apesar de ser mais velha que estes alunos (sim, não interessa qual é a escola a que eles pertencem), sou mais nova que o 25 de Novembro. E não me lembro de me ter sido ensinada uma única linha sobre o 25 de Novembro e/ou Jaime Neves. Muitas coisas deste tempo, eu aprendi com a minha mãe. Mas a minha mãe era uma aldeã das Beira Alta, pobre, sem meios (rádio ou jornais eram luxos que não podiam ser pagos pela minha família nessa altura, além de não haver eletrecidade lá na aldeia). Muita coisa chegava lá tarde, muita coisa não chegava, por isso, mesmo que ela queira passar testemunho (bom ou mau, não interessa) não pode.
Muita gente que estudou no tempo da ditadura diz: "Ah! Tínhamos que saber as linhas de comboio, as serras, os rios e tudo o resto de aquém e além mar. No entanto, ninguém nos ensinou a ler um horário de comboio, que isso sim é que interessava." (e até devem ter razão, pois muitos nunca foram a África e ao que parece a Linha da Beira em Moçambique está ao abandono e Cabora Bassa não mudou de sítio depois da descolonização).
Hoje em dia, não se aprendem as linhas férreas nem os rios de Angola, mas aprende-se história do mundo de forma esmiuçada em certas partes que é coisa ridícula. Muita gente sabe menos do que nós acerca da história do seu país ou de factos em que o seu país foi grande interveniente. (sabemos ou pelo menos devemos saber para fazer provas e passar nelas). E depois perdem-se factos recentes importantes para a compreensão do estado das coisas, do tempo em que vivemos. Não desvalorizando o senhor, mas acho menos importante saber em que anos reinou D. Dinis, e que pinhal mandou ele plantar, do que a história que se pasosu há 50 anos, ou menos, no nosso país. Pois isso é que nos influencia directamente.
Eu só espero que este "lapso" das aulas de história seja simplesmente falta de memória recente e não uma versão adapatada ao século XXI de uma das obras de George
Orwell.
E escusam de vir com o argumento (que eu li ontem num sítio qualquer) que ainda não passou tempo suficiente para se falar de modo isento sobre o 25 de Novembro de 1975, porque 25 de Abril de 1974 não é muito antes e toda a gente sabe falar (ou pensa que sabe) sobre esses acontecimentos.

Saudações
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De Réspublica a 26.11.2009 às 14:47

A malta do BE no seu melhor, cá está a verdadeira geração rasca, mas pelo menos um sabia quem era o Gen. Jaime Neves.
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De Pedro Bandeira a 26.11.2009 às 22:26

Com todo o respeito caro "Réspublica", mas, BE?
 Sou um dos participantes do vídeo, e nunca ouvi falar de tal acontecimento até à data. Falta de Cultura? Falta de divulgação? Talvez, mas BE? Temos escrito na testa BE? Pode chamar-nos de geração rasca, mas então venha o senhor da boa geração ensinar-nos a nós da geração rasca as coisas que possivelmente possamos não saber, ou então, envie uma carta a ministra da educação para ser posto em vigor no programa escolar.  Passar bem.
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De Réspublica a 27.11.2009 às 11:32

Já agora é qual o dos pircings, o dos paus aos saltos, o da berborreira dos esquerdinos, etc...
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De Pedro Bandeira a 28.11.2009 às 00:50

Boas, caro Réspublica, com todo o respeito, julgo que o quem serei, ou não, não é a uma questão relevante neste assunto, dado que a falta de informação ou cultura geral é visível em todos os participantes, menos no ultimo colega que relevou saber a resposta, segundo sua pessoa. Apelo para o facto de sua pessoa, dar relevância à resposta acerca do facto de ver, ou não, algum militante ou apoiante de tal partido "Bloco de esquerda", que referiu no comentário em que chamava aos personagens entrevistados de "geração rasca", e neste novo comentário, onde relevou adjectivos para nós alunos e participantes no filme, como : " o dos piercings, o dos paus aos saltos, o da berborreira dos esquerdinos, etc..." e também para o como poderíamos melhorar esta situação, que do seu ponto de vista, me pareceu ser grave "remeto o assunto para a falta de cultura". Não é relevante o quem mas sim o como melhorar a situação, pois afinal, dada a nossa mocidade, nunca é tarde para aprender, seja aquilo que for.
Atenciosamente me despeço,
Pedro Bandeira.
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De Anónimo a 28.11.2009 às 01:50

Digo-lhe simplesmente que ninguém nasce ensinado. podemos não saber quem foi Jaime Neves e o que foi o 25 de Novembro (ou, neste caso, podiamos não saber, porque agora já sabemos) mas o que é que isso tem haver com sermos do BE? se nos perguntassem sobre alguém do BE acha que saberiamos? seremos assim tão "rascos" por não sabermos todos os nomes da política? não será você um bocado retrógada por reparar tanto em quem usa piercings, nunca ter visto uma pessoa a brincar com devil sticks (os "pauzinhos aos saltos") e por não ter o menor sentido de humor? talvez saiba o que foi o 25 de Novembro porque o viveu ou porque lhe ensinaram. Ora, se a nós nunca ensinaram nada disso, ou se mal falaram, a culpa não será nossa, assim como certamente também não será culpa nossa não sermos da sua geração. Não podemos saber que existem coisas sobre as quais nunca ouvimos falar. Assim como o senhor também me parece não saber sobre o que fala. Acha que conhece bem esta geração para poder generalizar tantos temos, ainda por cima estupidamente mal aplicados? Pois, parece-nos que não.
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De Anónimo a 28.11.2009 às 01:52

*Acha que conhece bem esta geração para poder generalizar tantos termos, ainda por cima estupidamente mal aplicados? Pois, parece-nos que não.
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De Réspublica a 28.11.2009 às 11:07

Como nasci em 1982, não vive o 25 de Novembro, quanto a serem a geração rasca afirmo e repito, uma geração que se aliena das questões políticas relevantes, que se digna a chavões da esquerda e se comportam como autênticos palhaços para arranjar graçolas fáceis o que é?
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De Sara a 28.11.2009 às 13:54

Foi o que compreendeu? Continuamos então a ser BE’s? -.- Foi porquê? Porque estávamos na rua a fazer truques e tínhamos piercings? Vamos começar a viver no presente, vá á rua e conheça gente. Asseguro-lhe que muitos dos jovens do vídeo não são tão imparciais ao mundo que os rodeia como parece, e nem são "BE's"!
O que nós somos alguém nos fêz, somos o fruto que uma “bela” evolução que tem a ver com gerações anteriores sim, mas também somos capazes de pensar por nós próprios. E de ser razoáveis... Seja também, já tem idade.

 

(Graçolas fáceis… Cada um é como cada qual, eu sou eu, somos todos como eu?)

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De Luísa a 28.11.2009 às 20:50

Para quem tem 27 parece-me muito culto, pois sabe o que ninguém ensina na escola. Mas parece-me muito atrasado porque não sabe aplicar o termo "geração rasca" ( a geração rasca já lá vai, é um perfeito anacronismo no final da primeira década do século XXI).
E parece-me muito ignorante. Ignorante porque atira com
o rótulo BE para cima de tudo o que seja diferente, porque não aceita essa diferença, porque acha que essa diferença é sinónimo de desconhecimento, de incompetência, de ignorância. E toda a gente sabe que as coisas não são assim, menos os senhor. E para mim, a ignorância é dos piores defeitos e das coisas mais perigosas do mundo.
Se calhar, se não soubesse o que era o 25 dr Novembro, nem quem era Jaime Neves, mas soubesse ver, ouvir e compreender os outros como eles são, seria bem melhor para sim e para quem, de algum modo, contacta consigo.
Fala-lhe uma pessoa que nasceu no mesmo ano que o senhor, que nunca fez piercings, tatuagens, nunca teve rastas porque não quis, nem praticou a arte do malabarismo por falta de jeito e não porque ache um sinal de qualquer coisa negativa.
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De Criatura da Noite a 26.11.2009 às 14:56

Na minha modesta opinião, não podemos culpar apenas os alunos por esta falta de conhecimento acerca da nossa própria história recente.

Durante os anos 80 e 90, os programas curriculares de História pouco ou nenhuma importância davam ao 25 de Novembro de 1975 ao invés do que acontecia com o 25 de Abril de 1974. Entretanto, tomei conhecimento através de de alguns professores que a situação pouco ou nada se alterou.

Desta forma, como poderemos exigir que os alunos conheçam a História do seu próprio país, se os programas escolares a relegam para segundo plano?



Desta forma, como podemos exigir
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De Anónimo a 26.11.2009 às 16:13

lol mas a malta do BE porque?? eu gostava era que fosses aos betos jotinhas perguntar o que foi o 25 de novembro, para ver se eles sabiam... lol 
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De Velho do restelo a 26.11.2009 às 17:45

Não fico minimamente admirado pelas respostas dadas neste vídeo Que eu saiba nunca o ensino dos acontecimentos do 25 de Novembro, fez parte do curriculo escolar. Pelo que a não ser que algum professor por sua iniciativa falasse do asunto, nenhum aluno saberia o significado da data, o mesmo se passa no ambiente familiar, ou os pais sabem o que aconteceu em 25 de Novembro e dão-lhe importancia, pelo que transmitem aos filhos esse conhecimento, ou então também já não sabem e morre aí.
Em relação ao Coronel Jaime Neves, não há a menor duvida quanto à sua importancia, nos acontecimentos dessa noite, porém quer se goste do personagem quer não, temos que reconhecer que a orientação estratégica militar e sua coordenação com o universo politico da altura foi do Ramalho Eanes.
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De Réspublica a 27.11.2009 às 11:33

O meu professor de história do 9º Ano falou...
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De Luísa a 27.11.2009 às 12:45

Deixe-me que lhe diga que foi um sortudo no que diz respeito ao professor de história. É que eu tive professores de história que, como se costuma(va) dizer, nem "o livro acabaram".

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